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Com e sem os dados

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Por | 23/11/2007

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Com e sem os dados

Por Marcos Souza*
 
"Para essa campanha, precisamos vender 33% a mais do que vendemos no ano passado". Confesso que saí da sala de reuniões receoso. Nada no país cresceu tanto como o objetivo do nosso cliente em dois meses.
 
Mas nada como um dia após o outro. Conversando com amigos de ramos mais artísticos (arquitetura, por exemplo) que também lidam diretamente com clientes e ouvindo outros colegas de profissão cheguei a uma constatação: nos esforçamos menos para vender só 3%? Ou nos esforçamos mais, quase nos matamos, para vender 89%?
 
Nas agências, os profissionais se esforçam para fortalecer uma determinada marca ou produto e, ainda assim, esse esforço não é medido em números percentuais. Existe, então, uma conotação artística em nosso trabalho.
 
Todos sabemos que o mercado está muito mais competitivo, que o mundo encolheu, mas que o artista continua fazendo suas peças quase da mesma forma que seu mentor fazia. Hoje em dia isso tem outro nome: "produção artesanal".
 
Não, não estou sugerindo que voltemos a fazer as coisas de maneira "artesanal", mas sim que não devemos deixar de ouvir aquela "vozinha" que capta toda a informação que recebemos em reuniões e briefings e AINDA ASSIM nos traz algo de inovador, diferente e talvez um pouco fora do contexto "produção em série" que temos hoje no mercado. Mas que isso seja algo que ajude e informe o consumidor, afinal, trabalhamos para ele.
 
Me refiro a não perder o aspecto artístico em nosso trabalho, pois um artista não se esforça menos em criar uma peça de menor tamanho. Assim também somos nós, os publicitários, que não medimos esforços para aumentar em 3% as vendas de um cliente.
 
Sejamos sinceros, analise quantas mensagens de publicidade você é impactado desde a hora em que acorda até a hora de dormir. Se formos simplesmente seguir números e dados e não ouvirmos a "famosa vozinha", nossa campanha será apenas mais uma, virará paisagem e não venderá nem 0,5%.
 
Por exemplo, o público-alvo de 20 a 35 anos é o público do qual faço parte, mas nunca me vejo por completo nas construções de planos que eu mesmo elaboro. Todos nós temos ângulos, pontos de vista e comportamentos diferentes, que muitas vezes nos transformam em público-alvo, outras nem tanto. Ou seja, estamos inseridos em um processo que pende para o lado subjetivo das pessoas, com mentes cada vez mais analíticas. Não estaria a nossa atividade se tornando cada vez mais "Excel" e pouco "PowerPoint"? Não me entendam mal, precisamos do Excel ASSIM COMO PRECISAMOS do PowerPoint, mas me preocupa quando as pressões da parte "business" da comunicação interferem na questão "artística" dela.
 
Então será que estamos realmente ouvindo aquela vozinha antes de fechar a campanha/concorrência?
 
Marcos Souza é diretor de novos negócios & planejamento da Exclam. E faz um esforço para ver os números e dados, em volta deles, por cima deles. Mas também os coloca de lado sempre que pode.

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www.exclam.com.br

Por: Redação




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