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Endomarketing: Educando Pessoas

Endomarketing: Educando Pessoas

Por Redação - 04/10/2007

Endomarketing: Educando Pessoas

Por Analisa de Medeiros Brum*

Kotler define endomarketing como um triângulo estratégico entre a empresa, o funcionário e o cliente. “Endo”, do grego, quer dizer ação interior ou movimento para dentro. Endomarketing é, portando, marketing para dentro. É todo o esforço que uma empresa faz no sentido de vender a sua imagem para empregados e familiares.

Para alguns, fazer endomarketing é realizar eventos internos e distribuir camisetas, bonés e bottons com a marca da empresa. Para outros, endomarketing é uma evolução do conceito de marketing: primeiro, o marketing só trabalhava o produto/serviço após a sua concepção; depois, o marketing passou a atuar dentro da fábrica, participando do processo e da concepção do produto/serviço (incluindo itens como tamanho, cor, embalagem, etc.); e, hoje, o marketing preocupa-se, também, com quem produz o produto ou presta o serviço: o ser humano.

É o marketing voltado para as pessoas, argumentam aqueles que acreditam nesta última versão. Kotler concorda, dizendo que é o marketing focado em quem está mais próximo do cliente, na base da pirâmide organizacional, ou seja, no chão de fábrica, no terminal de cargas, no canteiro de obras, no lado de dentro do balcão. Mas todas essas versões ainda são simples demais para definir aquilo que, hoje, é uma das estratégias de gestão das maiores empresas deste País.

Dentro de uma visão mais ampla, o endomarketing pode ser definido como um esforço capaz de tornar comum, entre os funcionários de uma mesma empresa, objetivos processos e resultados. É aonde queremos chegar, o que faremos para chegar lá e, quando chegarmos, teremos bons motivos para comemorar.

As empresas que conseguem, dentro dessa visão ampla, trabalhar a comunicação como “ação de tornar comum”, obtém resultados bem mais consistentes. São empresas que enxergam o endomarketing como um processo educativo, através do qual as pessoas passam a entender e absorver objetivos, processos e resultados.

A verdade é que ninguém gosta daquilo que não conhece, ninguém luta por uma meta que não sabe qual é e ninguém informa sobre o que não sabe. Por isso, as pessoas precisam ser educadas para agir dentro dos princípios e estratégias da empresa. Mais do que isso, as pessoas precisam ser educadas para que consigam compartilhar de uma mesma visão sobre a empresa, sua gestão, seu mercado, seus produtos e serviços.

Visão compartilhada é, sem dúvida alguma, o mais importante resultado que se pode obter de um esforço de marketing interno. Não é a toa que as maiores empresas americanas e européias estão cada vez mais espiritualizadas e, ao mesmo tempo, voltadas para processos educativos. Elas encaram o ser humano como um maravilhoso organismo com capacidade para escrever uma poesia e, ao mesmo tempo, planejar uma guerra, o que determina a necessidade de serem orientados de acordo com os objetivos da empresa.

A relação é bastante simples e conhecida, especialmente do segmento industrial: se a empresa não educa, o sindicato se encarrega de fazê-lo. Portanto, o melhor para a empresa é responsabilizar-se por esse processo. Educar significa orientar, direcionar, focar positivamente a energia das pessoas através da informação sistemática e integrada aos reais interesses da empresa.

Assim, endomarketing passa a ser muito mais do que vender a imagem da empresa para dentro, tornando-se um esforço educativo capaz de trazer inúmeros benefícios para o crescimento tanto da empresa quando do ser humano que nela trabalha.

* Analisa de Medeiros Brum é Diretora Executiva da HappyHouse Brasil, agência de Endomarketing.

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Por: Redação

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