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Você está preparado para atuar globalmente?

Você está preparado para atuar globalmente?

Por Redação - 25/09/2006

Você está preparado para atuar globalmente?

*Vivian Leite

Ao andarmos pelas ruas é comum deparar-mo-nos com pessoas de diferentes culturas, falando diversos idiomas; isso sem mencionar o quanto usamos palavras estrangeiras diariamente: mouse, delivery, hometeather, entre outras.  Isto certamente nos dá a impressão de estarmos numa “aldeia” global, mas percebam, é apenas uma impressão: a ponta do iceberg das diferenças entre culturas.

Depois de passar algum tempo estudando no exterior, foi difícil me adaptar novamente à cultura brasileira, especialmente a de São Paulo. Buscando uma forma de integração, passei a freqüentar um Grupo de Apoio a Expatriados, voltado às pessoas que vinham de outros países. Foi lá que conheci a Vivian e tivemos a grande idéia: criamos, em 1999, a Going Global para auxiliar aqueles que, como nós, vivem em situações de choque cultural. Hoje organizamos e ministramos treinamentos interculturais para executivos, integrantes de empresas e funcionários que mantém contato com diferentes nacionalidades, tanto estrangeiros como brasileiros. Só o conhecimento das origens de cada hábito pode eliminar os preconceitos e as barreiras, ocasionados pelas diferenças culturais.

Um dos questionamentos que fazemos nos cursos é sua empresa está preparada para operar globalmente? Toda vez que uma empresa decide expandir o seu mercado internacionalmente ou fazer alianças internacionais, além dos ajustes jurídicos, técnicos, idiomáticos, etc, as pessoas envolvidas precisam conhecer a forma de pensar dos seus parceiros, novos fornecedores, clientes, colegas ou chefes.

A abertura do mercado e a busca pelo crescimento financeiro são fatores estimulantes para a internacionalização das empresas. Expandir os negócios pode ser um desafio bastante tentador. Mas como proceder em um ambiente totalmente desconhecido, e como superar as diferenças culturais encontradas em outro país?

Durante as movimentações internacionais, procurar novas instalações e transferir os funcionários são escolhas importantes. Para haver o desenvolvimento da empresa e dos profissionais como um todo, é necessário levar em consideração detalhes simples do cotidiano de outras culturas. Já treinamos funcionários da BASF, Bayer, Volkswagen, Scania, Siemens Celulares, Natura e outros. Veja algumas dicas importantes para aumentar a interculturalidade.

1. Aprenda um segundo idioma. Se já tiver proficiência num segundo idioma, aprenda um terceiro. No caso do Brasil: inglês, espanhol e, porque não, o chinês?
2. Se possível viaje para os países com os quais você manterá maior intercâmbio.
3. Receba intercambistas: você terá um pedacinho daquele país na sua casa.
4. Assista o canal de TV a cabo do país que lhe desperta interesse.
5. Para complementar e solidificar o inglês, assista os DVD´s com legenda em inglês.
6. Tente tirar e compreender as letras das canções em inglês ou outro idioma que você goste.
7. Assista a filmes que se passam nos países em referência: eles podem revelar muito sobre a cultura local
8. Observe o folclore, comida típica, aparência das pessoas.
9. Se tiver a oportunidade: puxe uma conversa com um visitante ou imigrante do local. Faça perguntas! Demonstre interesse sem pré-conceito!

Dicas do que é permitido ou não fazer em contato com diferentes nacionalidades.

De indianos
• Jamais pense em ir a um rodízio de carne na Índia. A vaca é um animal sagrado no país os hindus e, o porco para os muçulmanos;
• Não assovie em público, isso é considerado um desrespeito na Índia;
• Se você for homem, não cumprimente uma mulher com aperto de mão, ou beijo. Esse tipo de cordialidade é considerado desrespeitoso na Índia;
• Não gesticule excessivamente ou fale alto, pois esse ato é considerado extrema falta de educação;

Dos russos
• Sempre que for visitar uma família russa, é recomendável que seja entregue ao dono da casa uma garrafa de vinho. Se for mulher, vale um buquê de rosas;
• Lembre-se de tirar os sapatos na casa o anfitrião. Isso é de bom tom e dá um toque de cordialidade;
• Nem pense em, quando estiver na residência de um russo, assobiar dentro casa, tampouco acender um cigarro sob a chama de uma vela. Os russos são bem supersticiosos e não admitem certos tipos de atitudes;
• Caso entre numa igreja ortodoxa, não entre de chapéu. Isso é considerado um desrespeito; não é recomendável também que você fique de braços cruzados neste local;

Dos alemães
• Quando presenteado ou convidado, procure retribuir o quanto antes;
• Quando presentear com flores, presenteie com um número impar até o máximo de cinco;
• Brinde sempre olhando nos olhos da outra pessoa, não olhando para o copo;
• Quando entregar o pagamento ou troco em moedas ao atendente de qualquer estabelecimento, não entregue na mão do atendente. Coloque o dinheiro no pratinho especialmente destinado para tal;
• Não atrase: objetividade, detalhes e respeito a horários marcados SÃO ESSENCIAIS!
• Não os cumprimente com beijo no rosto, os alemães sentem-se pouco a vontade com o contato físico;

Dos americanos
• Para fazer amizades, uma boa dica é freqüentar as diversas igrejas, pois estas têm um papel, além de espiritual, comunitário e de encontro e integração social;
• Não faça piadas sobre negros, judeus, mulheres, etc. Os americanos em geral apreciam condutas politicamente corretas; • Procure não tocar as pessoas fisicamente, inclusive crianças. Existe uma paranóia com a idéia de abuso sexual;
• Nunca apareça na casa de ninguém sem aviso prévio;

* Vivian Manasse Teixeira Leite é sócia da Going Global e professora da cadeira de Intercultural Management nos programas de Executive MBA da  Business School  São Paulo. Contato: www.goingglobal.com.br

Por: Redação

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