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Arte versus Resultado

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Por | 22/08/2007

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Arte versus Resultado

Por Marcos Alonso*

No começo a publicidade era dominada por artistas e poetas que faziam pequenos anúncios nos jornais locais. Havia total liberdade de criação e sempre se destacavam as peças mais criativas. Com o desenvolvimento da publicidade, os profissionais passaram a se atentar às necessidades do mercado e o planejamento começou a influenciar nas peças publicitárias, fazendo com que os artistas perdessem sua total liberdade de criação.

O surgimento da internet e suas milhares possibilidades de efeitos visuais deram nova liberdade de criação aos diretores de arte e web designers. O mercado se maravilha cada vez mais com sites cheios de animações e apostando na interatividade como fórmula para atração do consumidor para melhorar o relacionamento com a marca.

Ninguém pode negar a importância que a internet tem hoje em dia, afinal são 27,5 milhões de brasileiros com acesso à internet em suas residências. No entanto, as empresas ainda se questionam em como atingir o público que desconhece sua marca ou seu site e fazer com que seu site traga como retorno novos clientes e negócios, além do fortalecimento da relação com o público que já conhece a marca.

De acordo com o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC br), 75,36% dos usuários de internet utilizam este meio para a busca de informações, número que sobe para 85,45% quando se leva em consideração somente a população que integra a classe A. Os principais mecanismos de busca do mercado brasileiro são os mesmos que dominam a internet mundial: o Google, o Yahoo! e o MSN (Windows Live! Search).

Para organizar os resultados da busca, em que todos os sites concorrem por uma posição, estes sites de busca utilizam as informações recolhidas por seus robôs para determinar a relevância que cada página tem em relação à palavra utilizada para a busca. Esta relevância, por sua vez, é determinada de acordo com uma série de fatores como a url (o endereço da página), repetição da palavra no conteúdo da página, número de links que apontam para ela e etc. É o que é chamado de algoritmo e cada buscador dá uma importância diferente para cada fator. Todos estes critérios utilizados para a classificação dos resultados servem para que o internauta encontre exatamente o que busca.

Ao perceber a importância de um bom posicionamento nos resultados de busca, webmasters dos Estados Unidos e Europa passaram a estudar a mecânica do posicionamento nos buscadores e iniciaram o que é chamado hoje de SEO - Search Engine Optimization. O SEO, em português Otimização para Buscadores, visa aprimorar, através da utilização de técnicas aprovadas, o posicionamento do site. Sim, existem regras para a manutenção de uma concorrência um tanto quanto leal e um site pode até ser banido dos resultados de busca se infringir estas regras.

É exatamente nesta guerra por um bom posicionamento, que entra mais uma barreira para a liberdade de criação de sites. As tecnologias que proporcionam maiores possibilidades de interação e efeitos visuais, como JavaScript e Flash, são justamente as que mais prejudicam no posicionamento de páginas nos resultados de busca. Isso acontece porque os robôs dos buscadores, conhecidos como spiders, não conseguem acessar o conteúdo existente dentro destes códigos. Assim como um robô não consegue ler uma palavra que esteja escrita dentro de uma imagem Jpeg, ele vê uma animação em Flash apenas como um arquivo swf, sem diagnosticar seu conteúdo.

Esta guerra entre interesses visuais e de resultados promete ser bastante forte até que seja desenvolvida alguma tecnologia que atinja ambos objetivos na internet: fornecer informações para os buscadores e promover a interação com o internauta. Em quanto isso não acontece, é necessário traçar os objetivos e definir prioridades antes de decidir pela tecnologia que vai ser utilizada no desenvolvimento do site.

Com certeza os webdesigners ainda têm grande liberdade para a criação de hot-sites e jogos on-line, mas um site institucional, onde se apresentam os principais produtos e serviços oferecidos pela empresa, deveria limitar-se à linguagem mais simples e amplo conteúdo descritivo.

Apesar de ser possível atingir os mesmos objetivos com a utilização de diferentes tecnologias na criação de um mesmo site, estamos diante de mais uma barreira à arte e liberdade de criação. Mas, como sempre, o pessoal de criação vai dar um jeito de mostrar sua arte e criatividade.

* Marcos Alonso é analista de SEO da Media Contacts.

Por: Redação




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