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Comportamento do consumidor

Por Redação - 10/08/2006

Comportamento do consumidor

Francisco Lopes*

“Consumidores e produtores são reunidos eletronicamente de maneira que nunca foram experimentadas antes. A rápida transmissão de informações está alterando a velocidade com a qual novas tendências se desenvolvem e a direção onde se movimentam – especialmente porque o mundo virtual permite que os consumidores participem da criação e disseminação de novos produtos”.

Esta afirmação é do PhD Michael R. Solomon, professor de Ciências Humanas de Comportamento do Consumidor da Auburn University, após a realização de uma pesquisa que envolveu estudantes de várias partes do planeta.

A pergunta é: seria mesmo necessário que um estudioso americano nos mostrasse essa realidade para dela termos consciência? A resposta é um grande não! Basta andarmos pelas ruas de nossa cidade para ver tal transformação, basta conversarmos com nossas crianças e veremos que já possuem uma boa noção dos produtos que querem adquirir, seu valor e onde encontrar.

No Rio Grande do Sul já existe o “Código do Consumidor Infantil” que é ensinado nas escolas públicas para crianças do ensino fundamental. Se as crianças já sabem o que querem, por que nossos empresários não sabem como oferecer seus produtos e serviços?

Em recente artigo publicado em uma revista de circulação nacional o publicitário Washington Oliveto analisa a lista dos bilionários brasileiros que estão presentes na Revista Forbes e, dentre outras, a principal razão do sucesso desses empresários é a percepção da mudança do comportamento dos consumidores e do mundo.

Nossos empresários (goianos) precisam acordar desse “berço esplêndido” em que  vivem, abrir seus olhos para a não tão nova realidade em que estamos inseridos, e antes de pensar em qualquer ação, seja na Gestão de Pessoas ou mesmo no seu Planejamento Estratégico, descobrir em primeiro lugar quem é seu consumidor, depois o que ele deseja. Conhecer quem é seu concorrente, ou melhor, quem são seus concorrentes (e pode não ser uma empresa do mesmo ramo) torna-se necessário para que o empresário perceba e entenda qual é o sentido moderno de concorrência.

Até 1950, o chapéu cobria a cabeça do brasileiro. A indústria do chapéu no Brasil contava com uma centena, vendiam 5 milhões de unidades ano. Hoje existem não mais que três. O que provocou essa realidade? Por incrível que possa parecer, foi o automóvel, poderíamos dizer o fusquinha. Com o advento do desenvolvimento da indústria automobilística  e a  multiplicação dos carros nas cidades as pessoas foram deixando de usar chapéus, pois o que as pessoas compravam não era chapéu, compravam proteção para suas cabeças, com o carro, tornou-se desnecessária.

Uma grande rede de fast food viu-se com um novo e inusitado concorrente que baixou significativamente suas vendas. Com o advento do forno microondas as pessoas que buscavam praticidade já não mais precisariam sair de casa para se alimentar. Conclusão não pergunte qual produto você vende. Pergunte: o que seu consumidor quer comprar de você?

* Francisco Lopes é administrador de Empresas e pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing

Por: Redação

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