Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade Publicidade Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

Incentivo Hedônico

Incentivo Hedônico

Por | 25/07/2007

pauta@mundodomarketing.com.br

Compartilhe

Incentivo Hedônico

Por Edmundo Almeida e Sérgio Felício*

Provavelmente estão achando estranho, talvez até se questionando sobre a pertinência, a correlação, da ferramenta de marketing de incentivo com o prazer? Não é novidade, basta entender a mudança dos modelos mentais, das percepções e, acima de tudo, da importância da felicidade na relação com o trabalho. Podemos afirmar sem dúvida alguma, que o prazer inserido nos conceitos da ferramenta, podem fazer a diferença, nos resultados, tanto no conteúdo, quanto na satisfação do participante.

O modelo hedônico não é mais uma receita milagrosa ou um modismo. É uma tendência, uma nova concepção lúdica e criativa, valorizando a relação do trabalho com a motivação de pessoas e equipes, agregando a utilidade prática que o conceito proporciona, ao prazer em realizar. Um prazer associado ao reconhecimento, ao prazer de fazer sem imposição, à livre iniciativa, ao reconhecimento das melhores práticas.

Fazendo uma pequena volta ao passado podemos avaliar as mudanças não tão sutis da evolução do marketing de incentivo. Importado da Cultura dos Estados Unidos, nos anos 1930, o incentivo nada mais era que uma ação pontual de incremento à produtividade, uma ação refletida na necessidade de movimentar vendas de produtos e serviços.

Para dar sustentação às ações, as práticas eram variadas. Bônus de desconto, mais tarde cupons, política de preços, ações promocionais no ponto de venda, descontos. Anos mais tarde, no Brasil, timidamente, o incentivo (apelidado de concurso de vendas), começou a tomar corpo começando a ser utilizado pelas multinacionais através das áreas promocionais das agências, um pouco antes da divisão do mercado em empresas foco. 

Nesta cadeia de ações o homem, no caso o vendedor, era reconhecido com prêmios em produtos e dinheiro, em alguns casos, com reconhecimento dentro da comunidade e viagens. Aliás, as viagens, mais conhecidas por viagens de incentivo, tornaram-se uma premiação desejada e reconhecida pelo seu apelo e forte residual. Definitivamente um grande mercado global que perdura até hoje.

No seguimento da evolução do incentivo, fim dos anos 1980, a purpurina tomou contado cenário, foi a época da incorporação, das analogias, das grandes figuras e heróis, compartilhando a associação dos valores que eles representavam, ao cotidiano dos participantes das campanhas de incentivo. Ícones simbolizavam o ideal de inspiração que todos deviam perseguir na conquista de resultados. Nesta fase, a comunicação começou a ser apoiada por vídeos, eventos e material gráfico, sustentando as referências simbólicas utilizadas.

A evolução não parou por aí, anos 1990, as campanhas passaram a representar para as empresas a oportunidade de interagir com os seus públicos, interno e trading. Os eventos passaram a ser também muito valorizados, serviam como suporte para o lançamento de novos produtos, lançamento de campanhas, reconhecimento das equipes e mudanças organizacionais.

No desenho destas convenções foram introduzidas palestras, associadas à campanha ou ao momento estratégico da empresa, referendando, apresentações dos planos da organização pelos seus diretores e, momentos de treinamento. Com apoio técnico de consultores eram desenvolvidas vivências quase sempre focadas na responsabilidade e liderança. Estas ações eram pontuadas pela criatividade e informação num lugar só.

Entramos, por fim, na era da comunicação racional, anos 2000, as campanhas ficaram talvez mais sisudas, mais objetivas, mais focadas em resultados mensuráveis. As campanhas de incentivo passaram a compartilhar com outras ferramentas (marketing de relacionamento, endomarketing e capacitação técnica), os investimentos e as estratégias mercadológicas.   

Ainda assim, o incentivo, não perdeu o seu lado lúdico, valorizado na sua concepção, a valorização do homem, o espírito de equipe, a interação com o corpo, a criatividade. E, principalmente, o contexto social e respeito ao meio ambiente. Mais ricas conceitualmente e igualmente mais abrangentes, as campanhas acabaram ganhando status, valorização, confiança, motivação, informação e conhecimento.

Finalmente, o incentivo começou a ser reconhecido como ferramenta estratégica e não mais como atividade oportunista, uma atividade que tem na sua base conceitual três pilares:

COMPORTAMENTOS
Competências, conhecimento, habilidades e atitudes.

RESULTADOS
Compromisso com metas, compromisso com a qualidade, com a ética.

VALORES
Compromisso com o homem, com a humanização dos valores e crenças.

Sem perder de vista as conquistas e os resultados, torna-se necessário que o incentivo de hoje se transforme. Evolua no formato e nos sentidos, criando ações que estimulem as percepções, as emoções, incorporando a relação emocional, ao racional, ao fazer diferente.

É a emoção, o prazer, valorizando o clima hedônico do ato da venda. É a experiência relacionada à intenção de surpreender, de motivar, explorando associações com ícones, resgatando sentimentos e valores. É o resgate das emoções, o marketing dos sonhos, do prazer, sustentado nos sentidos básicos, ou seja, ver, sentir e tocar. São as pessoas. É o presente influenciando atitudes.

As empresas que acreditam e utilizam o incentivo precisam aprender a vender mais que produtos, precisam entender que é necessário vender sonhos, reconhecimento social, liberdade e emoção. À empresa cabe a responsabilidade de tratar o participante como aliado, como consumidor. Eles querem, eles desejam ser percebidos como gente especial, gente questionadora exigente e comprometida. Homens e mulheres alinhados numa combinação de atributos, conciliando prazer e paixão pelo que fazem. Prazer é vida.

* Edmundo Almeida e Sérgio Felício são sócios da agência Peoplemais.

Acesse
www.peoplemais.com.br

Por: Redação








Comentários

Artigos do autor:

Comportamento do consumidor no quarto trimestre

Número de investimentos em insurtech sobem

Publicidade em aplicativos movimenta mais de 3 bilhões de dólares

Dia dos Pais aquece segundo semestre de 2018

Marketing 60+: a importância do consumidor sênior

Geração Z quer tecnologia para testar produtos na loja física

Busca por experiências fazem brasileiros se presentearem mais

Brasileiros preferem comprar online e buscar na loja física

Falta de experiência afasta consumidor do e-commerce

Homens são mais conservadores em relação aos produtos de beleza

Marcas crescem no Youtube com a Copa do Mundo

Brasileiros que vivem de forma leve sentem mais prazer na vida

Masculinidade: como os homens tem se comportado

O valor das marcas patrocinadoras da Copa e da Seleção Brasileira

Nescau incentiva a inovação em exposição de produtos

Itaú é a marca mais mencionada no Twitter sobre Copa2018

Millennials ganham atenção do mercado de luxo

VidCon 2018: Youtube aposta em novas ferramentas

Restaurantes com promoções durante a Copa do Mundo são mais atrativos

Clientes estão muito mais exigentes, aponta Salesforce

Nescau convida consumidores de Toddy a torcerem junto pela seleção

Principais bancos do Brasil se unem e criam fintech

Coca-Cola é a patrocinadora mais lembrada da Copa do Mundo 2018

Google cria ferramentas para PMEs usarem na Copa e Dia dos Namorados

Marcas patrocinadoras do futebol pegam carona com a Copa do Mundo

Editora cria palavras cruzadas com memórias de quem tem Alzheimer

Hábitos e desejos de compra para a Copa do Mundo de 2018

Reputação diante dos provedores garante alta taxa de entregabilidade

Tecnologia e criatividade impulsionam valor das marcas

Skol muda nome e convoca marcas a se unirem pela causa LGBTQ+

Transformação tecnológica: por que tantas percepções diferentes?

Mobile continua forte na América Latina

Perfil dos gamers brasileiros: mulheres são maioria

Vilma, Grupo Zap e Herbalife se reposicionam no mercado

Saiba quais são as remunerações para quem atua em TI no Marketing

Dia das Mães: expectativa de boas vendas no e-commerce

Centennials buscam presente para o Dia das Mães nas redes sociais

Marketplace impulsiona vendas no e-commerce

Beauty Fair cria campanha de empoderamento pessoal

Apas Show 2018: veja o resumo do primeiro dia

7 dicas para os lojistas faturarem mais durante o Dia das Mães

Como a Inteligência Artificial pode interferir na jornada de compra

O Boticário apresenta novo modelo de loja em Salvador

Brasileiros buscam alimentação saudável sem radicalismos

Mauricio de Sousa e Dedé Santana fazem parceria para criação de circo

Mulheres mudam prioridades de vida após empoderamento

Por que bancos, serviços e varejo estão entre marcas mais valiosas?

Engajamento é fundamental para o sucesso do e-mail marketing

Santander cria serviço de transferência internacional com blockchain

Empresas consideram dados na definição da estratégia de negócios



Publicidade

Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss