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Sustentabilidade, modismos e o orgulho de ser brasileiro

Sustentabilidade, modismos e o orgulho de ser brasileiro

Por | 24/07/2007

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Sustentabilidade, modismos e o orgulho de ser brasileiro

Por Maria Del Pilar Muñoz*

Muito se tem falado sobre desenvolvimento sustentável e, no fundo, só o fato de discutirmos o tema faz com que alguns conceitos mais modernos (e mais justos) de administração sejam incorporados ao nosso dia a dia. Questionamentos sobre o quão sustentável é o crescimento de uma determinada organização nos obriga a refletir sobre eqüidade social, geração e distribuição de riqueza e preservação ambiental. Ainda que alguns afirmem que boa parte de tudo isso seja modismo, por que não enxergarmos o lado bom desta questão? A proposta de mudança, os avanços, a disseminação do conceito, aumenta o senso de responsabilidade com relação à sociedade e ao planeta.

Num passado recente, boa parte das organizações não via a importância do crescimento sustentável. O lema "cada um com seus problemas" como modus vivendi das corporações contaminava não apenas o relacionamento entre áreas, mas também a relação com fornecedores e clientes. Ainda hoje é possível assistir a negociações tão pesadas entre empresas que culminam muitas vezes com um grande prejuízo para uma das partes, é literalmente uma queda de braço. A política do "ganha-ganha", um conhecido jargão empresarial, sai de cena quando o assunto é negociação. Para ganhar competitividade muitas vezes o "vale-tudo" é a regra. E aí vem a questão: até que ponto podemos chegar? Quando ceder? Com uma visão de curtíssimo prazo e uma falsa sensação de ganho, muitos equívocos acontecem por pura ignorância empresarial.

É nessa selva que podemos ver com esperança florescer o conceito de responsabilidade sócio-ambiental. Daí para a prática é uma questão de tempo. Em alguns setores de alguns países, o tempo é agora. Que bom. Se pretendermos nos manter num mundo cada vez mais globalizado e exigente podemos, no mínimo, começar a nossa lição de casa.

Motivo de orgulho, algumas empresas nacionais já despertaram para esta realidade e saíram do imediatismo para buscar estratégias de médio e longo prazo e um propósito de crescer beneficiando também a coletividade: colaboradores e suas famílias, comunidades, consumidores, clientes e fornecedores, acionistas, enfim, todos os públicos envolvidos.

Na Eurofarma, indústria farmacêutica 100% nacional, o tema Sustentabilidade é muito discutido e hoje vivenciado pelos colaboradores. A área de Responsabilidade Corporativa, que engloba o Instituto Eurofarma, está à frente de projetos cuja missão é a de promover a inclusão sócio-econômica e o desenvolvimento sustentável por meio da educação transformadora. Tais projetos, como "Educar para Reciclar", "Matéria Prima", "Centro Eurofarma de Enfermagem", parcerias com a ADD - Associação Desportiva para Deficientes e o mais recente, "Inclusão Digital", envolvem colaboradores, seus filhos, estudantes de escolas públicas no entorno das fábricas, as famílias destas crianças, enfim, toda a comunidade, trazendo resultados reais. Educar, qualificar profissionalmente e conscientizar seus públicos para questões sócio-ambientais, contribui na formação de cidadãos mais exigentes e conscientes. A iniciativa ajuda a mover a roda da cidadania. Com mais conhecimento, melhores oportunidades de emprego e renda. Bom para o indivíduo, para sua família, para o país e para a economia brasileira.

É preciso muitas vezes deixar as críticas para abraçar as causas. Torcer o nariz para novos conceitos ou simplesmente tratar como modismo movimentos importantes pode ser uma visão um tanto quanto míope e pode comprometer o futuro de muitas organizações. Não se pode, atualmente, dar as costas ou ignorar o tripé das empresas sustentáveis: Responsabilidade Ética, Social e Ambiental.

Apesar da amplitude do tema Sustentabilidade, é possível e necessário inseri-lo nas mais diferentes áreas de uma corporação. Enquanto fica fácil de enxergarmos as oportunidades nos investimentos sociais, parece distante a aplicação do conceito em áreas mais técnicas como TI e Fiscal. Mas as empresas podem contribuir positiva e ativamente em projetos que inibam o grau de informalidade do país. Nestas áreas, na Eurofarma, tiveram início em 2006 projetos que visam dar à sociedade e ao fisco maior transparência nas suas transações comerciais. É o caso do programa das NF-e (notas fiscais eletrônicas) e do próprio projeto piloto "sped" (sistema público de escrituração digital).

O conceito parte de dentro para fora num movimento claramente percebido pelos colaboradores da empresa. As ações promovem orgulho e geram reconhecimento. Mas, principalmente, pavimentam a estrada que conduzirá as empresas ao futuro.
Não se trata de uma oportunidade de diferenciar-se ou de um modismo, trata-se de um caminho sem volta. Na prática, nada melhor que o bom exemplo. Oxalá tenhamos sempre boas iniciativas e organizações das quais possamos nos orgulhar.

* Maria Del Pilar Muñoz é Diretora de Marketing Corporativo da Eurofarma.

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www.eurofarma.com.br

Por: Redação




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