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Casa de ferreiro, espeto de pau

Casa de ferreiro, espeto de pau

Por | 13/06/2007

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Casa de ferreiro, espeto de pau

Por Alexis Thuller Pagliarini*

Tenho tido a oportunidade de fazer parte do júri de diversas premiações e cumpro essa tarefa com muito prazer e orgulho. Somente no ano passado e neste, fiz parte do júri dos seguintes prêmios: Ampro Globes, Colunistas Promoção (São Paulo e Brasil), Premio Caio, FIP Tur, Amcham Create e FIP - Festival Interamericano de Promociones (de âmbito regional - América Latina). Neste momento, acabo de fazer parte do prestigioso júri do Colunistas Promoção São Paulo e me preparo para ir a Cannes e acompanhar de perto o Promo Lions. Com uma visão privilegiada ("de fora") e com a diversidade de prêmios que analisei e ajudei a julgar, julgo-me na obrigação de dividir com os colegas do Marketing Promocional minha percepção geral das inscrições e da apresentação dos trabalhos para julgamento.

A primeira pergunta é: afinal, por que as agências participam de premiações? E a resposta é óbvia: para tentar obter reconhecimento dos bons trabalhos e uma conseqüente e preciosa visibilidade no mercado.
E a segunda pergunta é: se é tão importante, a agência deve fazer apresentações brilhantes e competentes, à altura do trabalho realizado para os clientes, certo? E a resposta é: oops! Nem sempre é o que acontece. Uma boa parte das apresentações - na forma e no conteúdo - não é compatível com a qualidade do trabalho realizado para o cliente.

Consegui identificar 5 tipos bem característicos de inscrições:
1- Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento (parafraseando minha avó)
Alguns trabalhos vêm envolvidos em bonitas capas ou mesmo em caixas bem elaboradas. Até aí, tudo bem, mas, ao analisar o conteúdo, que decepção. Textos mal escritos, imagens sofríveis, informações incompletas ou inadequadas à categoria. O comentário aqui é claro: nem a mais fantástica embalagem é capaz de fazer o sucesso de um produto ruim.

2- Quanto mais, melhor.
Eu contei: um dos trabalhos inscritos tinha 225 páginas. 225 páginas! Dois terços delas totalmente dispensáveis. Fala sério! Não há jurado que tenha saco para analisar, entre dezenas de outros trabalhos, 225 páginas de um único inscrito. Além de tudo, é um calhamaço anti-ecológico, não? Quanto de papel e tinta foi gasto? E todos nós sabemos: em comunicação, menos é mais.

3- Olha só quanta gente bacana...
Eu também contei: um dos trabalhos inscritos trazia mais de 20 páginas só com fotos de personalidades que estiveram presentes no evento que era objeto da inscrição. OK, ter gente bacana num evento é um diferencial, mas nós sabemos que nem sempre a agência que organiza o evento (e faz a inscrição no prêmio) é responsável por levar as personalidades. Há as promoters e as tradicionais convidadeiras que são contratadas para isso, certo? E dá para fazer uma bela colagem com as fotos dos bacanas em duas ou três páginas, né?

4- Foi o que deu pra fazer...
O trabalho é bom, com um resultado expressivo, mas a apresentação é feita em 3 páginas em um pobre word. Está certo que gostamos do esforço de síntese, mas, peraí, é preciso dar a devida importância e enriquecer o trabalho com o que ele tem de melhor.

5- O resultado. Cadê o resultado?
A gente sabe que nem sempre a agência que realiza uma atividade tem acesso aos resultados gerados. Mas o que é irritante é perceber o enrolation na hora de apresentar o tal resultado. "A atividade superou as expectativas". "O público presente ao evento foi expressivo e entusiasmado". E por aí vai...

Conclusão
É claro que tem muita coisa boa e é daí que saem os prêmios. Quero deixar claro que meu intuito é simplesmente contribuir para uma reflexão de quem inscreve trabalhos em premiações e depois reclama da performance da sua agência na conquista de prêmios.

Considero super-válida a iniciativa de participar de premiações e sei que não é fácil obter a atenção do melhor time da agência para elaborar boas apresentações. Mas, se é para entrar na luta pra ganhar, tem de convocar os melhores para a batalha.

* Alexis Thuller Pagliarini é Vice-Presidente de Relações Institucionais da AMPRO e Sócio-Diretor da Impact Marketing & Trade.

Por: Redação




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