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Briga de cachorro grande - O mercado pet em expansão

O crescimento observado ao longo da década é substancial, fazendo com que esse setor fosse o terceiro maior do mundo em 2018, fomentado pelo ávido interesse dos donos de animais

Por | 12/03/2019

pauta@mundodomarketing.com.br

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Quando se fala em mercado pet hoje, não se pode ou deve tratar como um mercado do futuro, mas sim, como um mercado real. O potencial de crescimento observado ao longo da década é substancial, fazendo com que esse mercado fosse o terceiro maior do mundo em 2018, segundo a Revista Exame. Um mercado que reúne donos de animais ávidos por novidades para seus bichinhos. E é comum dizer que o tamanho desse mercado acompanha o tamanho da devoção dispensada pelos criadores a seus animais.

Apesar de ser uma pesquisa mais antiga, no caso de 2015, a informação de que se tem mais animais do que crianças nos lares brasileiros nos leva a reflexão. Estaria havendo uma substituição da opção de ter filhos por ter um animal? Isso não se pode afirmar com certeza, mas podemos elencar o aumento do custo de vida, o envelhecimento da população (aumento da expectativa de vida) e queda na taxa de natalidade (que vem caindo ano após ano, segundo o IBGE) como fatores a serem observados. E aprofundando no tema de idosos ou com filhos em idade adulta, temos um fenômeno chamado "síndrome do ninho vazio" que é patológica (trata-se de um quadro depressivo) e se configura na saída dos filhos da casa de seus pais. E a solução encontrada por muitos é receber um animal de estimação em seu lar e suprir um pouco dessa falta.

Diversos serviços foram criados a partir de todo esse frenesi. Serviços que até então eram destinados a seres humanos e não animais. Festas, casamentos, creches, planos de saúde. São os mais diversos serviços criados para os animais a fim de garantir mais cuidados e mimos a eles. Dessa maneira, o público-alvo, que seriam os donos, chegam a pagar, por exemplo, por volta de R$ 60 em média para hospedagens diárias de seus bichos com terceiros. Serviço esse muito utilizado para proprietários que fazem grandes ou pequenas viagens e não podem levar seus amigos consigo.

Além de novos serviços serem criados, novas profissões também vieram em seguida com ainda mais força, como a de dogwalker (ou passeadores de cachorros, na língua portuguesa). Esse profissional chega a atender até seis cães ao mesmo tempo e cobra pelo tempo do passeio com os animais. Alguns fazem um pacote mensal com os donos ou cobram por passeios avulsos. Os preços podem variar de acordo com o local, a cidade, o percurso, a demanda ou até o tamanho dos animais. Um serviço bastante utilizado por quem não tem tempo para sair com eles para um passeio diurno e que queira uma atividade extra para combater o sedentarismo.

Clínicas de estética e SPA para que os animais possam se embelezar e relaxar também endossam a lista de serviços para consumidores exigentes. O mercado de alto luxo para os pets passa por coleiras cifradas a camas com mecanismo de aquecimento. Roupas e acessórios são capítulos a parte, pois se tornaram parte do portfólio fixo de petshops do Brasil e do mundo. E toda essa procura fez com que alguns e-commerces especializados se tornassem grandes referencias na venda desses tipos de artigos.

Não poderíamos deixar de falar de como nesse mercado que movimenta cifras enormes também traz um grande engajamento quando se fala do tema. Os temas de cuidados com os animais e porventura os descuidos que alguns vem sendo acometidos não estão passando impunes. O movimento de adoção de animais abandonados, de resgate de animais maltratados e do mercado cruel de venda de filhotes compõem as mazelas enfrentadas por ONGs e a Sociedade Protetora dos Animais diariamente. Alguns influenciadores digitais têm estado a frente de grandes campanhas para que não se comprem mais animais em detrimento da adoção. Grandes marcas de petshop, por exemplo, anunciaram a proibição total de venda de animais em suas lojas, recentemente.

Ou seja, temos um mercado crescente e se solidificando a despeito de mercados que sucumbiram a crise de 2015 no Brasil. Um mercado em constante evolução, onde seus clientes exigem o melhor passam da categoria de animais de estimação para se tornarem filhos legítimos. Com registro, plano de saúde, carteira de saúde, pedigree e pais corujas.

(Crédito imagens: Depositphotos)

Por: Rafael Nascimento

Graduado em Comunicação Social na ESPM, Mestrado em Gestão na FGV e Doutorando da PUC em Comunicação. Experiência em comunicação, marketing, trade e operações. Atuou em empresas como Embratel, L'Oréal, Dufry, Ancar Ivanhoe e Nokia Siemens. Professor de marketing e comunicação da graduação e pós da ESPMRJ, Celso Lisboa e FGV


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