STORY LIVING: revolução na jornada do shopper | Mundo do Marketing

Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

STORY LIVING: revolução na jornada do shopper

Tema ganha destaque durante a EuroShop 2014

Por | 19/02/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

Compartilhe

Se o storytelling da marca foi o foco dos grandes eventos de branding no ponto de venda do ano de 2013, o Story Living é, nesse momento, o termo que mais me chamou atenção na Euroshop 2014.

A integração online e real do comércio esté realmente criando novas fronteiras no estudo dos estímulos que influenciam os shoppers. Agora já não é mais importante despertar a Atencao, o Interesse, o Desejo e a Ação, como aprendemos no antigo Kotler (a bíblia para os marketeiros do século passado). No mundo atual, é preciso explorar o shopper em mais dimensões de sua vida; a estória do produto e da marca ainda são importantes, pois são conteúdos relevantes, mas o contexto social (nesse caso "social" em inglês, significando mídias sociais) é tão mais relevante por ter deixado de ser um contexto no qual se compartilham informações para se tornar parte da jornada de compra.

Mais e mais os shoppers acessam as mídias sociais antes de comprar, para saber opiniões sobre produtos, decidir se um novo produto ou marca faz parte do repertório do seu grupo e se encaixa no seu mundo. E isso é feito para obter-se aprovação e adoção social. Onde buscar esse tipo de aprovação? Por meio da interação com semelhantes, pela internet, que é onde isso acontece hoje em dia.

A comunicação sozinha não é mais suficiente. Para caracterizar o story living, a marca, segundo apontado pelos especialistas do evento, devem também agregar design, tecnologia e sustentabilidade aos produtos. A co-criação de estórias de vida com as marcas tem sido uma tendência que veio para ficar no mundo conectado. Não é apenas modismo, mas a customização de produtos e contextos e o uso destes pelo cliente já pode ser vista como um avanço no marketing de massa do nosso momento.

Obviamente não basta compartilhar, tem que curtir: por isso design, função, interação e estrutura dos produtos e serviços ficaram cada vez mais influenciados pela identidade dos próprios consumidores, que ao interagirem com essas variáveis reforçam sua própria personalidade e integração aos seus grupos sociais. A Burberry, por exemplo, já não define mais suas lojas como pontos de venda, mas como espaços culturais comerciais, ampliando o conceito de ponto de consumo para um local que constrói identidade. Afinal, na era atual, "voce é o que consome".

Trabalho nada fácil para as marcas, que precisam construir confiança, relevância e serem inteligíveis (compreendidas): isso requer muito esforço para entender o seu público e para comunicar-se com ele. Informação, aliás, é o que mais temos nos dias de hoje, mas como se sabe, a melhor maneira de desinformar é dar informação demais sobre um tema. E isso é precisamente o que ocorre. Além de informar, as empresas de sucesso adicionam serviços e entretenimento à informação, criando um tripé poderoso para capturar a atenção de seu mercado alvo.

O uso de espaços não tradicionais de venda para expor produtos e coleções novas tem sido usado por marcas como Uniqlo, que preferem lançar suas novas linhas em pop up stores e instalações em locais impensados a colocarem suas novidades em lojas de shoppings (ver Uniqlo@voo em Berlin). Essa tendência chegou até mesmo aos varejistas 100% online, que optaram por mostrar a cara no mundo físico em locais nunca pensados para uma loja, mas com muito apelo " descolado ", típico das pontocom. (ver hointer concept store).

Enquanto as lojas virtuais buscam se parecer com as físicas, o contrário também ocorre: a conversão online-offline acontece até mesmo na maneira de expor produtos. As trendtables (recurso utilizado na internet, quando colocamos looks interessantes de roupas juntos (ver polyvore.com), também chegou ao varejo real, e o cross merchandising é uma tendência no varejo de construção a moda (ver kate spade window shop e Vanquish team lab hanger).

Essas novas abordagens estão revolucionando a jornada de compra, que integrada, passa por uma releitura, na qual, à atenção é adicionada "consideração" (que marcas considero a partir do meu grupo social?), interesse e desejo ganham " confiança" (peer review), permissão (no mundo do big data isso é inevitável) e "comparação (online, é claro).

Para finalizar, o engajamento não poderia deixar de ser emocional, e um case da Leo Burnett para Kellog's demonstrou como emoção não tem nada a ver com produto, mas com a maneira que nos sentimos em relação a ele. Em ação para a marca Special K, a Kellog's criou uma loja de jeans sem numeração. A ideia era fazer as mulheres se sentirem bem e  não sofrerem com o número do seu jeans. Ao serem medidas por uma vendedora, a fita métrica trazia elogios ao invés de números, e os mesmos elogios estavam nas etiquetas das calças. O efeito surpresa era o elemento que faltava para completar a jornada, e converter o shopper para a marca. Pode ser uma oferta especial na internet, mas no varejo físico pode significar apenas um elogio!

shopper,shopper marketing,story living,pdv,varejo

Comentários


Acervo

Pesquisar por Tags

Inteligência Inteligência

Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2019.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2019. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss