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Como tirar uma ideia cabeça sem tirar os pés do chão

Programar ações faz com que um empreendimento tenha muitas chances de sucesso, no entanto, dificuldades acontecem e é preciso ser resiliente para não abandonar o projeto

Por | 06/03/2018

pauta@mundodomarketing.com.br

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Apesar de já estar a mil, o ano tradicionalmente - ou pelo menos na expressão popular do brasileiro - só começa depois do carnaval. Ou seja, já está mais do que na hora de tirar a sua ideia da cabeça e fazer acontecer. A partir da minha experiência como empreendedor, tenho um conselho para te dar: comece agora mesmo a se envolver 100% no seu projeto de negócio. E seja teimoso, insistente, resiliente - sem isso, as chances de você largar tudo daqui a mais ou menos 40 dias, na Páscoa, é enorme.

Conselho dado, vamos às questões práticas que todo empreendedor deve ter em mente. Quando a gente tem uma ideia, tudo parece muito simples, pois ignoramos fatores que podem complicar o processo de qualquer projeto - fornecedores atrasados, colaboradores que não tem o fit exato com a empresa e prazos a cumprir são só alguns dos itens que costumam sair diferente do esperado, diferente daquilo que a gente planejou com tanto cuidado para que desse certo. Acontece. E é aí que entra um dos pontos que falamos ali em cima, logo no começo: seja resiliente.

Ser resiliente, contudo, não significa insistir até mesmo quando nada mais faz sentido. Todo empreendedor que deseja tirar uma ideia do papel precisa ter a mente tranquila e saber dos riscos que esse negócio representa e, ainda, até onde consegue levar esse projeto se ele começar a dar errado por muito tempo. Naturalmente, como em tudo na vida, no processo de criação de uma startup você também precisa saber a hora certa de parar - se for esse o caso, é claro.

Por isso, tenha em mente, antes de se lançar no empreendedorismo, que quanto mais o tempo passa, mais as dificuldades aumentam e é aí que desistir começa a ser uma opção. Por exemplo, é muito fácil uma pessoa estar começando um negócio e receber uma oferta de trabalho para ganhar o mesmo que ela ganhava antes e que, há meses, já não faz mais parte da sua realidade. Para não cair em tentações como essa, a cabeça tranquila é fundamental.

Programação, tanto de tempo quanto financeira, também é importante. A partir do momento que você toma a decisão de empreender, saiba que é preciso focar nisso. É muito difícil para o empreendedor ter um outro emprego ao mesmo tempo, pois é preciso estar envolvido de corpo e alma no seu projeto para que ele comece a decolar. 

Identificando uma ideia
Outro ponto importante para quem deseja empreender é conversar com as pessoas certas. Muitas vezes, a parte mais difícil do empreendedorismo é identificar se a sua ideia é boa de fato ou não. Minha experiência me diz que, muito além da intuição, uma ideia que tem potencial é aquela que a gente estranha reconhece como boa.

Então, quando você tiver uma ideia - independente se for de uma startup de tecnologia ou de um restaurante - você precisa compartilhar, sem medo de ser copiado ou coisa do tipo. Afinal, quando você conta do seu projeto para amigos e familiares é fácil que eles digam que é legal, até porque muitas vezes eles nem querem dizer o contrário. No entanto, quando você conta da sua ideia para um estranho, principalmente para quem já decolou ou trabalhou em uma startup, e ele diz "caramba que ideia boa" é porque aparentemente seu negócio tem mesmo tudo para dar certo.

No caso da Knowe, plataforma de mentoria de carreira que fundei em Nova York já visando o mercado brasileiro, eu soube que a ideia fazia sentido quando percebi o tamanho do buraco nesse mercado: muitas pessoas querendo empreender, ou apenas mudar o rumo de suas carreiras, e sem ninguém com expertise em sua área para conversar de igual para igual. Faltavam mentores acessíveis no mercado, o que fiz, então, foi criar um match entre quem busca e quem oferece aconselhamento profissional.

Hoje, na plataforma, quem procura conselhos para criar uma startup, por exemplo, encontra profissionais com esse perfil para agendar uma videoconferência e receber orientação sobre os próximos passos - ou simplesmente para dizer se sua ideia é boa ou não.

Por muitos anos fui headhunter, depois de ter mudado drasticamente o rumo da minha carreira, e conheci de perto essa lacuna no mercado. Eu tive uma ideia, portanto, que solucionaria o problema de muitas pessoas, mas não tinha certeza se ela era de fato relevante. Eu realmente vi que a ideia da Knowe tinha potencil quando comecei a dividir o projeto com outros CEOs de startups, de empresas de tecnologia internacionais, que não eram meus amigos, e eles falavam "caramba a sua ideia é boa, mas tem que testar". E foi aí que eu comecei.

Rodando o projeto
Dito tudo isso, está na hora de colocar seu projeto de startup em prática. Depois de conversar com pessoas do mercado e ter certeza de que a sua ideia é boa, escalonável, resolvedora de problemas e aplicável, faça o teste. Crie uma MVP (Minimum Viable Product), que é como você testa seu projeto colocando-o para rodar da maneira mais barata e mais simples possível. Essa fase é importante para testar sua ideia no mercado, com pessoas estranhas, sem cobrar nada por isso.

Depois, veja se essas pessoas que utilizaram seu produto pagariam por ele, ou se voltariam a usá-lo. Entenda se a solução que você levou para o mercado funciona, se é prática ou se é algo que ninguém vai querer usar. Em resumo, faça o teste.

Para isso, procure inicialmente pelos investidores certos e que estão bem perto de você - vale lembrar que nessa fase nem sempre o maior investidor será o melhor.

Comece procurando por investimento apenas para rodar sua ideia: olhe para pessoas ao seu redor que possam bancar seu projeto, pessoas que acreditam no seu potencial e confiam em você como gestor. Depois, só pense em investidores maiores quando sua ideia já estiver rodando com certa estabilidade e você precisar mostrar as caras para o mercado e fazer seu projeto crescer. Se você buscar investidores grandes no início, eles te custarão muito caro, em outras palavras, logo de cara eles vão pedir uma boa parcela da sua empresa em troca - o que é ruim para quem está apenas começando. 

Na dúvida do que fazer nesse momento, mais uma vez, aconselho: converse com as pessoas certas. Elas estão aí - e hoje já muito mais acessíveis - com experiência para dividir e prontas para ajudar sua ideia a decolar.

Por: Bruno Negretti

CEO e founder da Knowe






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