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O Marketing deixa de ser uma área passiva - que aguarda as definições para aí sim desenvolver os projetos - para exercer um protagonismo na estratégia macro das empresas

Por | 31/03/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Talvez você não saiba, mas a palavra Marketing foi inventada por William Shakespeare em XVI. No entanto sua utilização, sem dúvidas, é bem mais antiga do que ele. Desde a primeira publicidade no jornal francês La Presse até o Papa do Marketing, Philip Kotler, o marketing vem evoluindo. Só que ao longo dos anos e, por muito tempo, a definição de Marketing passou pelos 4Ps: a propaganda no intervalo da novela das 8, o outdoor na principal avenida da cidade, a panfletagem no bairro nobre e o estande em eventos corporativos. Não há como negar que esses passos foram por muito tempo considerados a Bíblia do Marketing.

Só que de uns tempos pra cá esse modelo, que até então parecia inquestionável e infalível, começou a se tornar obsoleto. De um mundo onde o consumidor era extremamente passivo nos vimos em meio a um turbilhão de produtos o que aumentou o número de opções - e consequentemente escolhas. Enquanto as marcas continuavam com o modelo tradicional de interromper o que o consumidor estava fazendo para dizer "compre o meu produto! Ele é bom por isso!", as pessoas começaram a mudar seu comportamento de forma sutil e silenciosa.

O contexto e cenário antes dominado por poucas marcas passou a ser incerto, já que a concorrência aumentou de repente e o público tinha mais escolhas de produtos e serviços - e não mais apenas os que eram escancarados pela televisão. A competição passou a ser não apenas com o concorrente direto, mas com empresas em geral que começaram a apostar em tendências de consumo.

[A Toyota, por exemplo, não compete mais apenas com a GM, Ford, FIAT e Volkswagen; a principal ameaça hoje é do Google, que começou a desenvolver carros autônomos. Olhe na sua carteira agora: alguns de vocês ainda vão ter carteirinhas da Blockbuster. Quem diria que uma empresa de streaming de vídeo chamada Netflix iria levar o gigante do aluguel de filmes à falência?]

E toda essa mudança foi catalisada quando a internet passou a fazer parte do dia a dia das pessoas. Com a presença da web, o público passa a ter quase toda a cadeia de valor nas mãos, ou seja, ele decide o que quer, quando quer e da forma que quer - e em muitos casos realiza a compra sem ter contato algum com um vendedor.

Foi com o crescimento exponencial da internet que surgiram novas estratégias de Marketing como o Inbound Marketing - que muitos dizer ter nascido com Seth Godin em 1999. Não vou me atrever a definir o conceito aqui porque certamente você vai encontrar muito material excelente na web sobre isso. Vale ler esse artigo do Neil Patel e o Growth Hacking - que muitos dizem ter nascido com o Sean Ellis em 2010.

Essas estratégias como Inbound Marketing, Retargeting, Marketing de Conteúdo, Publicidade Digital, entre outras são consideradas hoje o Marketing Moderno e vêm tendo grande aderência de profissionais e empresas em todos os cantos do mundo. Por quê?

● A mensagem chega a qualquer lugar e a várias pessoas na velocidade de um clique

● O tempo de produção x distribuição é menor

● Utiliza da tecnologia para canalizar resultados

● Altamente mensurável

● Custo de produção do material é menor proporcionalmente

Nesse novo contexto, o Marketing deixa de ser uma área passiva - que aguarda as definições para aí sim desenvolver os projetos - para exercer um protagonismo na estratégia macro das empresas. Mais do que cuidar de eventos, brindes e da marca, o Marketing passa a ser responsável pelas estratégias de prospecção, usando a internet como meio para atrair potenciais clientes. Essa mudança não é simples. Mais do que uma mudança estrutural é uma mudança de mindset: o Marketing agora faz parte do processo de Vendas. Surgiu até um novo termo, o Vendarketing - que o Vitor Peçanha explicou muito bem nesse post.

Na Samba Tech adotamos esse conceito e começamos a trabalhar com o "Marketing moderno" e estratégias de Inbound há 2 anos e meio - e os resultados têm sido muito interessantes. Conseguimos potencializar o crescimento da companhia através de automação, geração de conteúdo e segmentação de esforços. E o mais interessante e empolgante de tudo isso é que todas as ações são mensuráveis. Se você lança um campanha de e-mail marketing sabe exatamente quantas pessoas atingiu, quantas abriram, quantas clicaram, quantas converteram - e isso vai de encontro justamente ao que costuma ocorrer no Marketing tradicional: quantas pessoas compraram da sua empresa devido a sua estratégia de panfletagem? "Não é feitiçaria, é tecnologia". Não que seja ruim, é que é complicado medir - e por isso torna-se difícil de justificar e otimizar.

Antes na Samba, em reuniões de diretoria e de conselho, para apresentar os resultados do Marketing eu tinha que pedir pro meu time fazer um PowerPoint bonitão, agora eu abro uma planilha onde estão todas as principais métricas que acompanhamos na área.

Mais do que poder acompanhar essas mudanças é muito bom poder vivenciá-las e usufruir das tendências no dia a dia. O barato do Marketing Digital é justamente esse: testar e medir sempre.

Esse novo cenário ainda é novo e por mais que as transformações estejam acontecendo de forma frenética ainda vamos surfar na onda do Marketing Digital por algum tempo. Sorte a nossa!

Por: Pedro Filizzola

Culture Evangelist na Samba Tech


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