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Onde está a sua marca? No Smartphone ou no Cérebro do consumidor?

A utilização de telefone celular realmente afeta a capacidade de memória humana. O uso destes dispositivos diminui a quantidade de informação que pode ser recordada

Por | 07/04/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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Hoje o smartphone é praticamente um apêndice do cérebro, uma colostomia mental que assume a função da memória de curto prazo. Não é mais necessário guardar informações rápidas, pois elas estão no celular, mais especificamente na internet e com o 3G e wifi em todos os lugares que você pode acessar a qualquer momento em qualquer lugar. Boa parte da função mental de lembrança é realizada neste equipamento.

Mas a sua marca está na memória de longo prazo ou na de curto prazo?

A memória pode ser classificada, segundo a neurociência, em memória de trabalho, que atua no momento exato em que a informação está sendo adquirida e o sujeito a retém por alguns segundos e daí a descarta, se para ele não tiver importância ou relevância ou a guarda mandando para a memória de longo prazo, armazenando esta informação para uso posterior. Veja bem: estes dados podem ser guardados de forma consciente ou mesmo via inconsciente, que nem a pessoa imaginava que tinha guardado.

Alguns pesquisadores acreditam que este tipo de memória faz parte da que chamamos de memória de curto prazo. A memória de curto prazo, por sua vez, segura a informação e a torna disponível por algumas horas até que seja gravada de forma definitiva. A memória de curto prazo deve ser distinguida da memória de trabalho, que se refere a estruturas e processos utilizados para armazenar temporariamente e manipulação de informação.

E, por fim, a memória de longo prazo é a que vai reter a informação de maneira definitiva, isso não quer dizer que será guardada de maneira exata, pois toda memória é como um filme e não como uma fotografia. Novas memórias vão se mixar com aquela. Na memória de longo prazo estão registrados todos os nossos dados autobiográficos e o conhecimento que adquirimos durante a ontogenia e a filogenia também.

Vamos lá, eu insisto! Responda agora para mim: onde está a sua marca? Na memória de trabalho, na de curto prazo ou na de longo prazo?

Se estiver na memória de curto prazo ou de trabalho, você estará somente no smartphone do seu consumidor, demonstrando que ela não tem importância ou relevância alguma para a vida dele. O ideal é que sua marca, e ai vale um bom trabalho de branding, esteja na memória de longo prazo do consumidor, pois é ela que o sujeito vai usar quando chegar ao ponto de venda ou numa loja virtual para tomar a decisão de escolha e compra. Ou seja, não pode a sua marca estar associada somente à ocasião da compra, como uma oportunidade, mas sim à vida do indivíduo. Oportunidades não devem ser perdidas, pois são momentos únicos que não se repetirão necessariamente.

Quando os clientes fazem showrooming na loja eles estão buscando informações de curto prazo, preço, características diferenciadoras, tempo de entrega, isto porque a importância não está nas marcas para ele, mas sim na conveniência somente.

A memória de curto prazo ou memória ativa é a capacidade de manter uma pequena quantidade de informação em mente, em um estado ativo prontamente disponível por um curto período de tempo. A duração deste tipo de memória acredita-se ser da ordem de segundos. Falam em 18 segundos no máximo. Pois é ela que o smartphone está substituindo via 3G e Wi fi. O equipamento libera a minha memória de curto prazo e a de trabalho.

Isso porque tudo o que diminua o gasto de energia do cérebro será bem vindo, pois este é o órgão mais "gastão" do corpo, consumindo em média 20% de toda a energia produzida no organismo. A memória de trabalho e de curto prazo podendo ser terceirizadas muito melhor para o cérebro. Mas não para a sua marca, o seu produto, a sua loja.

Outro ponto é a impaciência que as pessoas têm para achar informações na internet. Ou o seu produto está na cara ou a marca vista será outra. Isso significa um ótimo trabalho de SEO (Search Engine Otimization) ou otimização para motores de busca, que é nada mais, nada menos que um trabalho para colocar sua marca, produto ou loja na memória da internet, um conjunto de estratégias para potencializar o seu posicionamento nas páginas de resultados naturais ou ditos orgânicos, nos sites de busca.

Fato é que Estudos têm mostrado que a utilização de telefone celular realmente afeta a capacidade de memória humana. Provou-se então que o uso destes dispositivos diminui a quantidade de informação que pode ser recordada. Os smartphones são supostamente para ser tornar nossa vida mais fácil, e o fazem em detrimento de declínio de outras capacidades.

Agora, vem a sua pergunta: OK! Entendi! O que é que eu faço então? Como devo agir para colocar a minha marca num lugarzinho tão disputado na memória de longo prazo?

A resposta é simples: Não precisa ser a melhor marca, com as melhores características, basta que você consiga - 1. Atraia a atenção (provocando o cérebro do sujeito a atentar-se para ti). Lembre-se que marketing, como tudo o que o se dá no cérebro é percepção, portanto, ser a melhor também é percepção e não realidade. 2.Tenha relevância para ele (contado histórias que sempre são gravadas facilmente e fazendo parte da história do consumidor) e, 3.  Use todos os sentidos (olfato, tato, paladar, audição e não só a visão, pois eles juntos provocam milagres na memória).

Volto eu e pergunto: E aí vai levar sua marca para o cérebro ou vai ficar só no celular mesmo?

Por: Pedro Camargo

Pedro Camargo tem experiência tanto no mercado de trabalho com consultorias quanto na área de educação corporativa. Possui um grau de Mestre em Educação , com ênfase em Educação Corporativa , a Pontifícia Universidade Católica de Campinas ( PUCCAMP ) e MBA em Comunicação de Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo ( ESPM ), Graduado em Direito do Estado Universidade do Rio de Janeiro ( UERJ) ; Curso de especialização em neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) , É consultor de marketing e comunicação de marketing, em 2009, publicou seu primeiro livro " Neuromarketing : decodificaando da mente do consumidor " , em 2010, publicou o segundo livro " Comportamento do consumidor: biologia, anatomia e fisiologia do consumo " no Brasil pela Editora novo Conceito , em 2012 lançou o seu novo livro" Neuromarketing : uma nova pesquisa de comportamento do consumidor no Brasil pela Editora Atlas e Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios pela editora Novo Conceito ; é palestrante internacional em conferências em Portugal , a convite do Instituto Português de gestão de marketing ( IPAM ) e Cidade do México pela Intenational Mindcode ; APAS conferencista 2012; ; colunista da revista Supervarejo da Associação são Paulo Supermercado ( APAS ) , do site mundo do Marketing e tem artigos publicados na revista New Editora Abril , sobre o comportamento de consumo feminino e venda na revista de marketing mais sensorial com o tema - " os cinco sentidos do lucro " , é um professor de marketing e pós-graduação de vendas programas , cinco anos está ensinando programas de educação in-company em plano de saúde e consultor de vendas planejamento para empresas na área de cooperativas de saúde , atualmente professor visitante na programa RetailClub Multiplan para os inquilinos de shoppings e consultor de neuromarketing , neurovendas e Biologia do Comportamento do Consumidor, Professor de Neurovendas da FGV, Coordenador do curso de Neurogestão do ISAE.


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