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Marketing sensorial sem visão, cheiro, som, gosto... Isso faz sentido?

Você tem provocado sensações em suas campanhas? Ou bota lá os objetos que quer vender e pronto? E depois vem com aquele nheco, nheco de reclamar que propaganda não funciona

Por | 02/12/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

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Quando nos referimos ao marketing sensorial, essencialmente estamos tratando da experiência do consumidor no ponto de venda através da provocação dos sentidos, mas é possível, viável e também recomendável usar o marketing sensorial na propaganda. Sabe por quê? Porque os sentidos podem ser provocados pela memória e por causa dos neurônios espelho, que nos fazem sentir e interpretar o mundo e as intenções das outras pessoas.

Quando fazemos um som de alguém comendo batata frita ou bebendo um refrigerante no rádio estamos ativando áreas do cérebro relacionadas a esta experiência. O sujeito que ouve está sentindo o gosto, mesmo não usando o paladar. O mesmo acontece com o cheiro e a quentura que são representados pela fumaça saindo do alimento num outdoor ou mesmo em propagandas no ponto de venda.

Quando você lê um livro, você não constrói os locais por onde o personagem passa? Não cria a altura, o corpo, a face e até as micro expressões faciais de quando a personagem está triste ou surpresa? Isso acontece porque toda a representação do mundo está em nosso cérebro, registrado em nossa memória. É lá que se dá a construção de cada uma das situações. Lá que são ativadas todas as sensações.

A prova é que apenas um sentido incita outro apenas representado. Olha só, audição pode provocar o paladar e até salivação, pode evocar sensações táteis quando se fala das mãos deslizando no tecido de seda; a visão nos faz perceber se algo está quente ou frio, o que seria uma função tátil, mas está lá representada no seu inconsciente, na sua memória, pronta para vir à tona! O toque pode lhe provocar o sabor de um alimento e por ai vai.

Sinta isso e depois me diga:

- A cama estava forrada com um lençol de cetim cinza, que acariciava seus lindos e esculturais corpos nus. Os travesseiros eram suaves na cor preta e com um cheiro amadeirado de canela. Pela janela entrava a luz da lua cheia e uma brisa, que movimentava a cortina de algodão cor cru e chegava até suas costas e nucas. Ele sentia em suas mãos a pele suave dela e aquele cheiro floral de deixar qualquer um louco, enquanto ela colocava pedaços de morango com chocolate em sua boca. A sensação era maravilhosa, indescritível, dava para ver em seu rosto, com olhos semicerrados e o prazer então nem se fala!

Sentiu? Deu um arrepiozinho no ombro quando a brisa entrou pela janela? Pois é, o seu cérebro fabricou tudo isso sozinho, ou melhor, com ajuda somente da sua memória, sem uso de todos os sentidos propriamente ditos. Apenas provocando-os pela visão do texto. Veja bem, nem os objetos você viu!  Impressionante, não é?

Depois disso aqui vai a minha pergunta:

Você tem provocado sensações em suas campanhas? Ou bota lá os objetos que quer vender e pronto? E depois vem com aquele nheco, nheco de reclamar que propaganda não funciona! Que gastou atoa! Quer saber? Gastou mesmo!!

Você continua com aqueles spots de rádio chatérrimos tipo - blá, blá, blá,blá, blá.... na melhor localização, ponto nobre, perto de tudo, com preços imbatíveis? Chato pra caramba! Tedioso eu diria. Meu amigo vou lhe dizer algo. Anota aí!! Até jornal de oferta pode incitar os sentidos. Mas você teima em colocar o frango cru em cima de folhas de alface, não é mesmo? Ninguém come frango cru meu amigo!! O máximo que você pode provocar é salivação em um cachorro de rua!!

Vamos lá então! Agora você já sabe que criar experiência não é só na loja, pare e pense - que sensação quero provocar? - depois crie seu anúncio. Insensível, insensível você diz! Impossível fazer seu cliente feliz.

Neuromarketing

 

Por: Pedro Camargo

Pedro Camargo tem experiência tanto no mercado de trabalho com consultorias quanto na área de educação corporativa. Possui um grau de Mestre em Educação , com ênfase em Educação Corporativa , a Pontifícia Universidade Católica de Campinas ( PUCCAMP ) e MBA em Comunicação de Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo ( ESPM ), Graduado em Direito do Estado Universidade do Rio de Janeiro ( UERJ) ; Curso de especialização em neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) , É consultor de marketing e comunicação de marketing, em 2009, publicou seu primeiro livro " Neuromarketing : decodificaando da mente do consumidor " , em 2010, publicou o segundo livro " Comportamento do consumidor: biologia, anatomia e fisiologia do consumo " no Brasil pela Editora novo Conceito , em 2012 lançou o seu novo livro" Neuromarketing : uma nova pesquisa de comportamento do consumidor no Brasil pela Editora Atlas e Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios pela editora Novo Conceito ; é palestrante internacional em conferências em Portugal , a convite do Instituto Português de gestão de marketing ( IPAM ) e Cidade do México pela Intenational Mindcode ; APAS conferencista 2012; ; colunista da revista Supervarejo da Associação são Paulo Supermercado ( APAS ) , do site mundo do Marketing e tem artigos publicados na revista New Editora Abril , sobre o comportamento de consumo feminino e venda na revista de marketing mais sensorial com o tema - " os cinco sentidos do lucro " , é um professor de marketing e pós-graduação de vendas programas , cinco anos está ensinando programas de educação in-company em plano de saúde e consultor de vendas planejamento para empresas na área de cooperativas de saúde , atualmente professor visitante na programa RetailClub Multiplan para os inquilinos de shoppings e consultor de neuromarketing , neurovendas e Biologia do Comportamento do Consumidor, Professor de Neurovendas da FGV, Coordenador do curso de Neurogestão do ISAE.


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