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Planejamento Estratégico

Big Data pode significar small quality and poor decisions

Dados, informações, números e mais dados. Ai meu Deus onde é que vai parar esta tal de Big Data? Socorro, alguém me ajuda o que é que eu faço com tudo isso?

Por Pedro Camargo - 28/05/2014

Números daqui, estatísticas de lá, dados, informação que vem das redes sociais, que vem dos blogs, do Linkedin, Glogle Plus, Twitter, dos sites especializados em trends,  da pesquisa de mercado, das agências de notícias, vem de todos os lados, o tempo todo.... Para! Respira. Respira mais! Isso. Agora senta ai e vamos conversar com calma!

Estamos inundados de informação por todos os lados. Quando você vai tomar uma decisão, lá vem dados e mais dados, mais números, mais informação, mais estatística...! Ai meu Deus onde é que vai parar esta tal de Big Data? Socorro, alguém me ajuda o que é que eu faço com tudo isso?

Big Data se for comparar com a física é como o Big Bang, explode em milhares de pedacinhos que no inicio são quentes e depois vão esfriando. Se for comparar com o seu dia-a-dia, é como montar um quebra-cabeça de cinco mil peças, demora muito para começar a formar a figura e olha que é só uma partezinha.

Pois então aqui vai a minha pergunta, falar de Big Data você sabe, mas, você sabe filtrar todas estas informações? Porque vamos e convenhamos, dado é uma coisa, informação é um passo adiante, ou seja, juntar dados e transformá-los em informação, e em conhecimento é ainda outra coisa, ou seja, ter informação e saber usá-la em benefício do seu negócio.

Para mim estatística é igual um biquini, mostra um montão de coisas, mas esconde tudo o que é mais importante. Vimos algo parecido nesta última escorregada do IPEA na análise da pesquisa em relação às mulheres. Mesmo depois de corrigido, na minha opinião, não representa os sentimentos da população. E digo mais, analistas de Marketing e de comportamento do consumidor usam as informações e dados como poste, uns para iluminar as estratégias e outros para encostar-se nelas.

Já ouviu falar em infobesidade? É o excesso de informação. O mundo empresarial está enfrentando uma epidemia que é o acumulo de informação que assim como a alimentação só deixa o organismo empresarial mais pesado e mais lento. É muita junk information todos os dias e isso leva a uma letargia ou mesmo uma paralisia, leva também à distração e por fim a decisões pobres quando não ruins e prejudiciais. Entope as veias da empresa.

Tomadores de decisão enfrentam, todo santo dia, um excesso de dados e informações muito mais rápidos e numa quantidade tão imensa que não conseguem digerir tudo e acabam engolindo um monte de porcaria que não ajuda em nada. Mas, felizmente a infoobesidade tem cura. É só trocar o radar por um coador e aprender a filtrar a informação que lhe interessa e que lhe ajude nos objetivos da empresa.

Aprenda a separar o pó da palha. Use, em primeiro lugar o seu bom senso, seus instintos lhe dão respostas bacanas de inicio, confie neles, é inato e certeiro. Depois escolha suas fontes com cuidado e, por fim, vá focando no que realmente interessa e diminuindo a quantidade de informação que engoles todos os dias.

Aprenda a coar dados e informações, pois uma má alimentação de dados, rica em gorduras saturadas, pode provocar aumento do colesterol ruim, que vai se espalhar pelas veias da empresa podendo fazer parar o coração e em alguns casos até um quadro de derrame cerebral. Já vi acontecer e conheço empresas nada saudáveis neste sentido.

 

Por: Pedro Camargo

Pedro Camargo tem experiência tanto no mercado de trabalho com consultorias quanto na área de educação corporativa. Possui um grau de Mestre em Educação , com ênfase em Educação Corporativa , a Pontifícia Universidade Católica de Campinas ( PUCCAMP ) e MBA em Comunicação de Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo ( ESPM ), Graduado em Direito do Estado Universidade do Rio de Janeiro ( UERJ) ; Curso de especialização em neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) , É consultor de marketing e comunicação de marketing, em 2009, publicou seu primeiro livro " Neuromarketing : decodificaando da mente do consumidor " , em 2010, publicou o segundo livro " Comportamento do consumidor: biologia, anatomia e fisiologia do consumo " no Brasil pela Editora novo Conceito , em 2012 lançou o seu novo livro" Neuromarketing : uma nova pesquisa de comportamento do consumidor no Brasil pela Editora Atlas e Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios pela editora Novo Conceito ; é palestrante internacional em conferências em Portugal , a convite do Instituto Português de gestão de marketing ( IPAM ) e Cidade do México pela Intenational Mindcode ; APAS conferencista 2012; ; colunista da revista Supervarejo da Associação são Paulo Supermercado ( APAS ) , do site mundo do Marketing e tem artigos publicados na revista New Editora Abril , sobre o comportamento de consumo feminino e venda na revista de marketing mais sensorial com o tema - " os cinco sentidos do lucro " , é um professor de marketing e pós-graduação de vendas programas , cinco anos está ensinando programas de educação in-company em plano de saúde e consultor de vendas planejamento para empresas na área de cooperativas de saúde , atualmente professor visitante na programa RetailClub Multiplan para os inquilinos de shoppings e consultor de neuromarketing , neurovendas e Biologia do Comportamento do Consumidor, Professor de Neurovendas da FGV, Coordenador do curso de Neurogestão do ISAE.