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Uma Empresa chamada Brasil

Se fôssemos administradores do Brasil, como ?empresa?, seria assim que exerceríamos nossa gestão. Se somos ?donos? do Brasil, por que não cuidamos dele como de nossa empresa?

Por | 18/07/2013

pauta@mundodomarketing.com.br

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Numa empresa são os patrões, diretores ou gestores que direcionam os perfis para os processos seletivos. Suponhamos que nós sejamos estes patrões e administradores de empresas.Qual o modelo ideal de liderança e gestão? Como um funcionário deve ser eleito? Como se dá o processo seletivo? Uma vez contratados, são submetidos a um período de experiência, em que para serem aprovados devem apresentar todas suas habilidades e competências vendidas e aprovadas nas entrevistas eliminatórias, assim como os candidatos nas campanhas políticas e eleições.

No mínimo espera-se que o selecionado (político eleito) entregue o que vendeu (cumpra com as promessas de campanha), que vem de encontro com a proposta do cargo. A remuneração para o cargo (salário dos políticos) é criteriosamente estudada com base na média salarial de mercado (outros países) para parâmetros e também é estabelecida de acordo com a lei de oferta e procura, além do que se convenciona nos acordos coletivos.

Empresas organizadas têm plano de carreira claramente desenhado. Há procedimentos de trabalho, regras a ser cumprida, carga horária determinada x remuneração. Faltas somente são permitidas com boa justificativa, assim mesmo devem ser atestadas. A supervisão da frequência é rígida, pois a empresa tem compromisso de produtividade, de excelência no atendimento das necessidades de seus clientes, pois em caso contrário é fadada ao fracasso, à falência.

Os empresários banem a corrupção com braços de ferro. Profissional corrupto não é bem vindo e quando descoberto é sumariamente demitido por justa causa. Além de ficar com imagem prejudicada no mercado, correndo risco de não ser readmitido por outras empresas, quando a ocorrência vem a público. Uma empresa saudável tem um ótimo gerenciamento de Caixa. Tem reservas de capital para momentos de dificuldades econômicas diversas e para investimentos. Tem seus ativos e passivos muito bem contabilizados.

Há burocracia, pois sem ela não se vive, no entanto, há o contínuo estudo de metodologias para a desburocratização, pois sem isso a "máquina engessa" e não cresce. Entretanto, sem método organizacional e procedimentos detalhadamente descritos e cumpridos, vira uma bagunça generalizada, portanto é um mal necessário. Os acionistas distribuem seus dividendos quando eles existem. Não há apropriação indébita ou pelo menos não deveria haver.

Tudo isso, estou me referindo uma empresa saudável, sustentável, ética, que cumpre a legislação e respeita seus funcionários, proporcionando frequente desenvolvimento e capacitação. E em contrapartida espera de seus funcionários a mesma reciprocidade, para que assim, ambos possam crescer e se desenvolverem juntos. Se fôssemos administradores do Brasil, como "empresa", seria assim que exerceríamos nossa gestão. Se somos "donos" do Brasil, por que não cuidamos dele, como cuidaríamos de nossa empresa?

Nesta ótica, nós eleitores, somos do corpo diretivo do Brasil, portanto, somos nós que determinamos a descrição de cargos, as competências e habilidade dos nossos contratados, ou seja, nossos funcionários públicos, os quais nós mesmos os selecionamos, através das eleições, nominando-os como nossos procuradores, para que administrem nossa "empresa" em nosso nome.

Se nosso país está tão mal administrado, a responsabilidade é da nossa gestão. Se não somos bons gestores dos nossos "funcionários públicos" é porque somos péssimos administradores. Ou não sabemos ser administradores. Ou nossa formação, nossa cultura não nos permite conhecimentos o suficiente para tal. Sendo assim, precisamos adquirir estes conhecimentos. Precisamos desenvolver em nós um cuidado com o nosso país, como se fosse uma empresa de nossa propriedade.

Devemos nos sentir proprietários dessa grandiosa "Empresa chamada Brasil" e exigir dos nossos políticos a mesma qualidade, presteza, entrega de resultados, da mesma forma que exigiríamos dos nossos funcionários.

Por: Patricia Lanzoni

Patricia Lanzoni é CEO da JPL Trade Marketing results e Diretora do Comitê Trade Marketing da AMPRO


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