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O case Bandanas do BBB e o poder da influência – lição do empreendedorismo feminino

De vez em quando surgem pessoas que acabam chamando a nossa atenção. Às vezes, ela é famosa e chama atenção de muitas pessoas ou é uma pessoa desconhecida, mas que muda sua vida

Por Pâmela Ponce - 26/02/2021

Só esta semana mais de quatro milhões de pessoas não param de falar em bandanas. Isso começou por um grupo de mulheres influenciadoras que estão participando do reality show Big Brother Brasil. Conversando com minha amiga, Ana Vaz, consultora de imagem tive um insight. O poder da influência e a lição tirada do BBB. Eu não acompanho e confesso que não sei quem está participando, mas nem por isso passa desapercebidos oportunidades e aprendizados para o empreendedorismo.

O que é influência?

Em uma das mentorias coletivas do IAPRENDI usamos o case como discussão para trazer o debate sobre o empreendedorismo feminino e as influenciadoras. Temos muitas lições a aprender com o empreendedorismo feminino. São elas que começaram a nova profissão de influenciadores e que transformaram em um negócio. Essas empreendedoras blogueiras mudaram a forma como as empresas trabalham o Marketing.

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E apimento nossa conversa dizendo que também mexeram com o mercado de comunicação, rádio, TVs e afins como canal de anúncios. Com isso, quero alinhar o que é influência, antes de falar do case Bandana – moda lançada pelo BBB.

Vamos alinhar o que significa influência: é uma ação que uma pessoa ou coisa exerce sobre outra; influxo: influência do poder sobre o indivíduo. Poder, prestígio ou autoridade que alguém usufrui em uma determinada sociedade ou em outro âmbito qualquer. Ou seja, com influência vem uma responsabilidade maior.

Você não decide racionalmente

Eu escrevi um post no Instagram que foi o insight desse artigo, segue o trecho dele:

“ Anos atrás, comecei a estudar gêneros para entender o empreendedorismo feminino. Com o tempo, precisei aumentar a lupa e entender o empreendedorismo masculino. Logo precisei entender os desdobramentos deles na economia e nas gerações filhos deles.

Me tornando pesquisadora da economia comportamental, compreender os princípios da contabilidade mental, sobrecarga de escolha, autocontrole e os efeitos do mecanismo de pagamento sobre os gastos numa decisão de compra. Isso ajuda muito a empreender com a paixão de melhorar a vida de seus clientes.

A economia comportamental é algo que no Brasil é novo, mas que nos 10 principais países do mundo, esse tema é velho e importante para quem empreende e faz Marketing do seu negócio.”

Portanto, sua tomada de decisão não é racional e há influência de várias maneiras. A todo momento está sendo influenciada(o). Se não tem consciência disso para potencializar o marketing do seu negócio, está em maus lençóis.

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O BBB é um reality que influencia a economia e o empreendedorismo

Usar bandanas, trata-se de parte de uma tendência gerada pela pandemia, a do “above-the-keyboard dressing” (ficar “arrumada(o)” acima do teclado, para aparecer bem em chamadas de vídeo, por exemplo).

“Vamos ver colares mais marcantes, lenços usados no pescoço e na cabeça, blusas com golas, tudo isso ganhou espaço com a pandemia. E se torna um reforço para o uso das bandanas”, comentou comigo, a Ana.

As bandanas começaram aparecer no mercado como tendência desde o ano passado. Atentas ao que ocorre a sua volta, as blogueiras que estão participando do BBB levaram essas bandanas na mala. E o uso no dia a dia, criou repercussão no mercado.

BBB 2021 - meninas de bandanas

Imagem: Globo.

A questão é que todas(os) nós temos habilidades e competências que contribuem para fazer quem é você e isso reflete no bom desempenho de um negócio. Trabalhar o autoconhecimento, explorar essas habilidades.

Eu não conheço as blogueiras/influenciadoras e não estamos avaliando-as aqui. Também não estamos avaliando as personas dentro do jogo.

O que você precisa prestar atenção: “Uma mulher empreendedora, na verdade um grupo delas projetaram uma moda que estava pairando no ar como tendência.”

A tendência estava aí desde ano passado. Elas sabiam que participando de um reality show iriam ter visibilidade nacional. Simplesmente, fortaleceram sua marca pessoal como influenciadoras de tendência e agora há 725k de #bandanas só no Instagram.

E você, como está usando esse movimento a favor do marketing do seu negócio? Eu estou aproveitando o gancho para falar de empreendedorismo e o poder da influência. Você pode abordar de tantas maneiras que sugiro algumas:

- Educar sobre como o acessório é visto na comunicação da imagem pessoal, sendo um negócio do mercado da moda;

- Empresas da área da alimentação, usam bandana e outros acessórios como segurança e higiene. Criar um meme “Só agora que vocês descobriram que é cool?” ou algo do gênero, viraliza;

- Indústrias podem usar o gancho para falar de consumo sustentável se a empresa tem processos vinculados a ODS de meio ambiente;

- O mercado em geral pode falar da mudança no consumo e suas mudanças na pandemia;

- Quem sabe criar discussão com sua comunidade: Pandemia, estamos voltando a viver nos anos 70”?

Poderia escrever várias formas de usar um dos temas mais comentados nestes dias. Existem projeções de que mais ou menos quatro milhões de pessoas, nesta semana, estão navegando, interagindo e consumindo conteúdo sobre esse assunto. Entender o cliente não é melhorar sua comunicação de venda. Entender o cliente é empoderar de uma forma que sua opinião influência a decisão dele.

Ao longo desse artigo, você percebeu que escrevo as palavras no feminino e coloco em parêntese a versão masculina?

Faço assim para dizer que o conhecimento que estou compartilhando é para todos. E minha decisão do tema é feito pelos desafios delas. Pelo meu desejo das mulheres se sentirem ouvidas e com voz, através dos meus artigos.

Eu peço que olhe e aprenda como as influenciadoras fazem negócio. Como conseguem usar acontecimentos do mercado para impactar a vida de pessoas. É uma prática diária e que leva tempo, mas se realizada mudará os números do seu negócio.

Por: Pâmela Ponce

CEO do IAPRENDI, Diretora do Founder Institute e Female Founder, mentora no programa de startup SEBRAE, comitê do Mulheres ACATE, mentora do programa Mulheres Inovadoras do MCTI e FINEP. É investidora em mais de 20 startups em seu portfólio