Artigos

Publicidade
Publicidade
Relacionamento

Aprendizados na pandemia: transformação e valores

Calçadas vazias, lojas fechadas, uso de máscaras, distanciamento social

Por Milton Espindola - 01/10/2020

O cenário criado pela pandemia da Covid-19 trouxe muitos impactos para a nossa vida cotidiana. Meio atônitos (e assustados), fomos forçados a nos adaptar e, em um curto e urgente período de tempo, tivemos que aprender a viver e conviver de forma diferente. De repente, tínhamos que nos segurar para não nos tocar (justo nós, brasileiros!), visitar nossos netos pela tela do celular, "encontrar" nossos amigos e parentes no mundo on-line e fazer reuniões com parceiros de negócio por videoconferência. Sim! Tivemos que aprender muito e do jeito mais difícil, pois, além disso tudo, ainda estava presente a angústia e a incerteza do futuro. O futuro que sempre tentamos prever e controlar tornou-se mais do que um ilustre desconhecido: ele agora é visto como um amanhã cheio de prognósticos negativos.

É claro que o que aconteceu com a nossa vida pessoal e com nosso cotidiano foi refletido na nossa vida profissional. Depois do susto inicial, empreendedores e gestores tiveram de remodelar a forma de trabalhar, procurar novas formas de liderar e manter o negócio, seja adotando o delivery ou o trabalho remoto.  

Como vender, se o consumidor se trancou em casa ou tem novas demandas ainda não mapeadas? E vendendo menos, como pagar as contas? A solução foi colocar em stand by projetos audaciosos e incertos. E a palavra reinventar-se passou a ser a ordem do dia, quase um mantra no mercado.

Sim, reinventar-se! Mas a partir do quê?

Um olhar sistêmico para a nova e caótica realidade nos permitiu compreender que, primeiramente, deveríamos encontrar a resposta para a pergunta: QUAL É A NECESSIDADE DO MERCADO NESSE MOMENTO? 

Sempre acreditei e pautei minha vida profissional pelo seguinte "princípio": comece, mesmo não estando pronto! 

Não, não estávamos prontos (alguém estava?). Mas o feito é melhor do que o perfeito e, sim, era preciso traçar estratégias para que as necessidades do mercado fossem atendidas, para garantir a sobrevivência do negócio e, ainda, para contribuir, com urgência urgentíssima, para a minimização dos impactos que a sociedade e as pessoas estavam sofrendo.

A Dígitro é uma empresa de tecnologia. E, por isso, e justamente por isso, ela tem a versatilidade para adaptar produtos, serviços e novos modelos de negócios quando se depara com um novo cenário. No caso, um novo e absolutamente inesperado cenário.

Demoramos alguns dias para compreender que o futuro, como sempre, continuaria incerto. Claro que isso não mudará nunca. Só que essa crise única, delicada e de ordem mundial o tornou enormemente diferente daquilo que, até então, conseguíamos "prever" e antecipar. Então, e na verdade, o que mudou foi a forma como conseguíamos traçar prospecções. Como mencionei antes, seguimos sem conseguir prever os rumos da economia e apontar o que poderá acontecer no próximo mês. Mas seguimos. 

O consumo, principal pilar econômico, foi travado. O mercado automaticamente se retraiu. O ano de 2020 começou com perspectivas otimistas para vários setores e, de repente, as empresas se viram obrigadas a avaliar e redimensionar as prioridades de seus negócios.

Quando ficamos sabendo, ainda em março, da confirmação de casos de Covid-19 aqui em Florianópolis, nossa primeira providência foi implantar um gabinete específico para melhor gerenciar a crise. Unimos as frentes de negócios, de operações e de finanças para avaliar, em conjunto, o cenário e tomar decisões alinhadas e sustentadas pela tranquilidade de que seríamos capazes de atravessar esse momento. 

Assim, e como medida de precaução, nossa primeira e imediata ação foi movimentar todos os nossos colaboradores para o regime de trabalho remoto. O famoso home office. E isso, para nós, foi relativamente simples porque a Dígitro também oferece tecnologias que permitem essa modalidade de trabalho. 

Também a partir das definições desse nosso comitê, e com o objetivo de estar em constante inovação, bem como de atender as expectativas dos nossos clientes e da própria sociedade nesse novo cenário, disponibilizamos novos recursos em nossos produtos para setores que demandavam soluções imediatas. 

Afinal, agentes de saúde estavam nas ruas acompanhando/monitorando pessoas adoecidas, empresas de saúde tiveram suas demandas aumentadas, o movimento dos caixas eletrônicos dos bancos cresceu vertiginosamente com o pagamento do auxílio emergencial.

Assim, implementamos novas funcionalidades nas nossas soluções para permitir comunicação segura no trabalho remoto e atenção virtual à saúde.

Em relação ao trabalho remoto, um estudo do Capterra, software da consultoria Gartner, detectou que, para 70% dos gerentes, as empresas poderiam funcionar em seu pleno potencial com uma equipe totalmente remota. Para muitas pessoas e organizações, esta foi a primeira experiência com tele trabalho e, por isso o modelo trouxe desafios adicionais que não estariam sendo enfrentados se a modalidade fosse implantada aos poucos. Pode ser desafiador colocar, do dia para a noite, 300 colaboradores trabalhando de casa. Mas, mesmo assim, conseguimos bons resultados.

Para ter uma comunicação remota mais eficiente, é preciso considerar vários aspectos. Um dos principais problemas das interações à distância é a falta de clareza nas mensagens. Em determinadas situações, o emissor pode acreditar que o receptor está entendendo o todo, quando na verdade, não — então, é necessário um planejamento e líderes atentos e preparados para se adaptar aos desafios que uma jornada remota impõe. O essencial é ter verificações regulares junto à equipe para esclarecimentos e investir em softwares e tecnologias que prezem a comunicação colaborativa. Mais do que nunca, a tecnologia é fator de transformação no nosso dia a dia. Estabelecer diretrizes de comunicação e rituais que criem uma cultura com os colaboradores também faz a diferença, assim como manter uma relação de confiança entre a equipe. 

Oferecer produtos novos é a base da reinvenção. Ou seria adaptação? 

Um dos valores prioritários da Dígitro é entregar valor ao nosso cliente. Mas para isso, é preciso estar atento às necessidades do mercado (que, às vezes, podem ser chegar sem prévio aviso) e em que ponto podemos contribuir com nosso conhecimento e expertise. 

Foi assim, por exemplo, que desenvolvemos e aprimoramos uma solução para telemedicina em meio à crise da Covid 19. Ou construímos alternativas de comunicação interativa exclusiva para hospitais, clínicas, bancos, empresas de planos de saúde.

O entendimento de todo nosso potencial e daquilo que poderíamos oferecer de novo, somado ao desejo de contribuir para o bem-estar da população resultou na solidificação dos valores e pilares da Dígitro.

É bem verdade que já passamos e estamos passando, juntamente com o mundo inteiro, por muitos momentos de muitas incertezas. Mas entender as demandas dos clientes e da sociedade nessa nova realidade é o que nos leva a inovar. E a nos adaptar. Transformar as pessoas e o mundo, por meio da tecnologia, é o que nós fazemos.

Por: Milton Espindola

Fundador e Presidente da Dígitro Tecnologia