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Social e Search: duas faces da mesma moeda

Se no passado, o conteúdo reinava sozinho, hoje ele precisa cada vez mais da colaboração para poder reinar

Por | 19/01/2011

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Por Martha Gabriel*

"Conteúdo é rei, colaboração é rainha" - essa frase expressa com exatidão o momento que estamos vivendo nos meios digitais, em que o casamento entre search e social se transformou em um dos pilares estratégicos do marketing. Se no passado, o conteúdo reinava sozinho, hoje ele precisa cada vez mais da colaboração para poder reinar. 

O conteúdo é rei porque ele é o motivo pelo qual as pessoas buscam e acessam o seu site. Conteúdo relevante para um dado público-alvo tem um potencial enorme de atrair esse público. Sem conteúdo bom, relevante, não existe colaboração em torno do assunto/tema/estória que ele contém. A colaboração começa a partir de algo relevante para aquele público. Ninguém perde tempo em discutir e compartilhar conteúdos não interessantes, sem relevância.

No entanto, se no passado o conteúdo era o fator que mais pesava na fórmula da busca para ser encontrado pelo público, hoje, a colaboração, a interação e o social que envolve esse conteúdo é o que tem maior peso na balança. Conforme as mídias sociais foram ganhando importância no cenário online, os buscadores - como Google, Yahoo, Bing, etc. - passaram a considerar cada vez mais os links provenientes de mídias sociais no algoritmo de busca - as pessoas (social) acrescentando inteligência à busca.

Hoje, segundo o site SEOMoz (http://www.seomoz.org/article/search-ranking-factors),  um dos principais sites de recursos de search marketing do mundo,  entre os mais de 200 fatores que influenciam o rankeamento de um conteúdo nos buscadores, apenas 15% se referem ao conteúdo em si (uso de palavras-chave no conteúdo) e 35% à colaboração (tráfego na página, links de popularidade, social graph), isso sem contar os anchor-texts de links externos (palavras com as quais o conteúdo é linkado a partir de outras páginas).

Dessa forma, hoje, por mais que as técnicas de SEO on-page sejam aplicadas de forma impecável em um conteúdo, ele não conseguirá rankear bem se não tiver uma estratégia de SMM (Social Media Marketing) para conseguir links e tráfego. Em outras palavras, o conteúdo sozinho (on-page) não consegue mais ter relevância sem o apoio do social (colaboração off-page). Isso significa que não é possível desenvolver uma estratégia de busca de sucesso sem uma estratégia em mídias sociais alinhada. E é importante ressaltar que quando falamos em conteúdo aqui estamos nos referindo a qualquer conteúdo digital - páginas, vídeos, aplicativos móbile, games, etc. Portanto, essa relação entre conteúdo e colaboração vale para os meios digitais como um todo e tende a se fortalecer.

Se por um lado a busca depende do social, por outro o social também depende da busca. Em todos os ambientes sociais a busca é necessária. As pessoas buscam outras pessoas, aplicativos, assuntos, etc. As pessoas buscam, inclusive, em decorrência de ações nas mídias tradicionais. Segundo um artigo na ProXXIma (http://www.mmonline.com.br/portal/noticia/Buscas_antes_das_redes_sociais), 67% dos usuários impactados por um comercial de televisão vão para os buscadores.  O ambiente social se torna mais e mais interessante na medida em que as pessoas encontram o que desejam o que é relevante para elas dentro desse ambiente. A busca é a vitrine, o social dá a reputação para o seu produto/serviço/marca.

Se olharmos um pouquinho mais longe no passado, vemos que o ambiente digital hoje replica o que já acontece há séculos na sociedade - o ser humano sempre buscou baseando-se nas suas necessidades (conteúdos que as atendam) usando os melhores recursos para tal em cada circunstância e contando com a validação e colaboração das recomendações de amigos e parceiros. O que muda da antiguidade para os dias digitais de hoje são as ferramentas de busca (muito mais sofisticadas e rápidas) e a quantidade de amigos e parceiros, que é vertiginosamente maior. Ao invés de usarmos os nossos cérebros e instintos humanos apenas, para a tomada de decisões, contamos agora também com o cérebro eletrônico e a participação de milhares de pessoas opinando e recomendando.

Assim, tanto no passado quanto nos dias atuais, o social e a busca têm andando de mãos dadas e, quando bem utilizados, são diferenciais competitivos importantes. Torçamos para que com a penetração digital crescente e as facilidades que ela traz, não deixemos de continuar usando os nossos cérebros e instintos humanos também na equação social + busca ;-)

* Martha Gabriel é engenheira (Unicamp), pós-graduada em Marketing (ESPM), pós-graduada em Design Gráfico (Belas Artes, SP), mestre e doutoranda em Artes (ECA/USP). CIO da NMD New Media Developers, ganhadora de 11 Prêmios iBest entre 1998 e 2005 como desenvolvedores web. Professora dos cursos de MBA da BSP Business School São Paulo, Universidade Anhembi Morumbi, UFPR Universidade Federal do Paraná. Autora de dois livros de marketing digital - "Marketing de Otimização de Buscas na Web: Conceitos, Técnicas e Estratégias", Ed. Esfera, 2008, e "SEM e SEO - Dominando o Marketing de Busca", Ed. Novatec, 2009 e "Marketing na era digital", Ed. Novatec, 2010. Site: www.martha.com.br / e-mail: martha@martha.com.br / Twitter: @marthagabriel

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