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Diga-me o que consomes, direi quem és

A sua personalidade, na sola do seu sapato

Por Marina Pechlivanis - 08/10/2014

Em era de fabricação mundializada de todas as coisas, quem é que não quer saber de onde vieram os ingredientes, os componentes, os acessórios de tudo aquilo que consome?

Hoje, com tecnologias de rastreamento e legislações de qualidade na produção, pode-se saber inclusive quem fez o que, quando, por quanto tempo e em quais circunstâncias, trazendo contextos e histórias para as prateleiras que o mercado dispõem.

Exemplos, inúmeros. Eis um bem prosaico, premiado e poderoso: a Sanuk. Já ouviu falar? Para começar, Sanuk significa alegria e diversão em tailandês. A marca foi criada em 1997 pelo surfista californiano Jeff Kelley e produz o que chamam de “Not-A-Shoes”: calçados superconfortáveis. Tanto que uma das linhas tem solas e bases feitas em EVA e espuma… de tapetes de yoga!
O conceito da marca é vender um lugar “feliz, onde as coisas nunca ficam desconfortáveis”, e onde “rir é um direito humano básico”. Afinal, “a vida é curta, ü can’t be serious”.

Para entender o clima, é só ver este brandifesto:


Captou? Tudo na marca e no produto tem origem, tem procedência, tem pertinência — pode rastrear! É a tradução adaptada do que o antropólogo italiano Massimo Canevacci chama de “biografia cultural das mercadorias”: para cada produto, uma história simbólica diferente, traçada de acordo com as tradições e o imaginário da sociedade que o consome.

E você, põe o que na sua cabeça, no seu estômago, nos seus pés?

Hum… Diga-me o que consomes, direi quem és!
 

Por: Marina Pechlivanis

Autora dos livros Gestão de Encantamento: Dicas Mágicas e Gestão de Encantamento2: como a mágica acontece, entre outros 20 títulos. Mestra em Comunicação e Práticas de Consumo. Palestrante. Sócia da Umbigo do Mundo Comunicação. Criadora da Metodologia Matriz da Excelência Gestão de Encantamento. Professora do curso de extensão Gestão de Encantamento, na ESPM