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Cegueira desatencional

Pesquisas mostram que os consumidores, bombardeados por uma quantidade cada vez maior de estímulos, acabam deixando de perceber aspectos fundamentais e óbvios

Por | 11/07/2013

mkt@mundodomarketing.com.br

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Olhar não é a mesma coisa que ver. Estudo dos psicólogos Daniel J. Simons e Christopher F. Chabris, em Harvard, demonstra que as pessoas, com tantas informações e chamarizes para olhar, especialmente no conectado mundo virtual, acabam deixando de observar coisas e informações óbvias, que passam despercebidas. "O que vemos depende não apenas de para onde olhamos, mas também de como focalizamos a nossa atenção", documentam os estudiosos.

Um exemplo clássico é o velho conhecido vídeo da bola de basquete. Quem não conhece, faça o teste:
 

 

 

Viu? Ver é uma coisa, mas apreender é outra! Uns chamam de "cegueira por desatenção", outros "cegueira para mudanças" ou mesmo "efeito gorila". O fato é que o cérebro constrói uma narrativa de situações dentro de um determinado script pré-concebido. Tudo o que for diferente e não fizer parte de uma construção mais lógica é, de certa forma, ignorado. E não fica registrado como algo que aconteceu, muito menos considerado como uma possibilidade.

Esta valiosa observação vale para tudo nessa vida. Especialmente para a sobrevivência no mundo dos negócios. É bem verdade que quem olha atentamente para o mercado tem grandes chances de localizar modelos de business rentáveis. Mas nem todo mundo tem a atenção, a percepção e a inteligência para captar uma demanda e transformá-la em fonte de renda.

Exemplos há vários. E este resume bem a questão. Ora, toda mulher sabe que seu pé fica torturado depois de meia hora zanzando pelo salão ou dançando em uma festa de casamento, 15 anos, bodas, formaturas. Até que alguém viu o que ninguém estava vendo, teve a ideia de oferecer chinelos e criou um novo hábito: o de ir para uma festa já sabendo que os saltos serão abandonados e trocados por um par de chinelos. O produto foi se sofisticando, com estampas customizadas de acordo com o tema da festa. E foi criado um novo protocolo: logo na entrada do evento as mulheres já recebem um "vale-conforto" — eufemismo rococó para "vale chinelos".

Para quem quer prestar mais atenção neste segmento, segundo a Abrafesta, a previsão deste segmento é crescer 14,3%, chegando a R$ 16 bilhões de faturamento este ano. Quantas outras oportunidades estão por aí, na frente de quem quiser ver, para serem aproveitadas?

Finalizo com um gift para vocês, de Pablo Picasso: "Quem não sabe o que procura, não percebe quando encontra". Não achou nada? Então é melhor ver direito aquilo que você está olhando.

 

Por: Marina Pechlivanis

Marina Pechlivanis é sócia-diretora da Umbigo do Mundo, Mestre em Comunicação e Consumo pela ESPM, coautora do livro Gifting (Campus Elsevier, 2009) e integrante do GEA (Grupo de Estudos Acadêmicos AMPRO)


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