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Gifting para crianças. Prazer ou pecado?

Polêmico, este assunto virou capa de tablóides nos últimos anos abordando ?a persuasão? que os brindes promocionais fazem sobre as crianças, estimulando-as a um consumo desenfreado

Por | 20/07/2010

mkt@mundodomarketing.com.br

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Por Marina Pechlivanis*

Gift faz parte das narrativas corporativas em efemérides e oportunidades de celebração como Natal, fim de ano, aniversário de um cliente, parceiro, colaborador ou funcionário, conquista de metas, lançamento de campanhas… com o sentido de "objeto que se oferece como dávida ou oferta, presente", repleto de simbologias, protocolos e tradições.

E, no dia a dia do mercado promocional, conotando "brinde", gift tem presença garantida em planejamentos de comunicação integrada para eventos, ações de treinamento, iniciativas de recursos humanos, campanhas de motivação, de ativação de marca, de lançamento de produto, de relacionamento com o cliente, de marketing direto, de brand experience e de inúmeras outras formas de divulgar marcas, produtos e serviços que têm em comum a utilização de gifts como mediadores de determinada comunicação com determinado intuito de negócios.

O fato é que todo mundo gosta de ganhar, possuir e consumir, desde que de acordo com nosso gosto, gifts ou presentes. Especialmente as crianças. Crianças e gifts — pode? Polêmico, este assunto virou capa de tablóides nos últimos anos abordando "a persuasão" que os brindes promocionais fazem sobre as crianças, estimulando-as a um consumo desenfreado.

Mas ora, ora. Se o gifting tem realmente este poder, por que não utilizá-lo a favor, permitindo às crianças que experimentem produtos e serviços que possam trazer benefícios para a saúde, o aprendizado, a inserção social? Transformando o dito proibitivo em um estimulante atrativo? Realizando campanhas de mobilização social por intermédio desta poderosa ferramenta?

As pessoas, neste contemporâneo totalmente midiático, demonstram seus pertencimentos também pelos objetos com os quais circulam e pelas marcas que os endossam. Mudar isso é mudar todo um sistema econômico, político, social e cultural — logo, praticamente impossível.
Então, como fazer mercadologia consciente pensando na repercussão destas ações no universo infantil?

Para versar sobre a questão e trazer cases práticos e consagrados no mercado, convido Luciana Morais, Diretora de Marketing da rede de restaurantes Giraffas, que convive diariamente com a questão e tem estudado cada vez mais o assunto, buscanco fórmulas inovadoras de relacionamento com o público infantil e seu entorno.

MP: Com quantos gifts se faz um planejamento de marketing para crianças? Qual a expectativa dos consumidores?
LM: Quando realizamos nosso planejamento de marketing no início do ano avaliamos muitos gifts para definirmos quais serão usados pela rede. Todos esses gifts devem seguir alguns conceitos pré-definidos pelo Giraffas, eles devem estimular o raciocínio das crianças e a prática de atividades físicas. Buscamos mesclar esses gifts durante o ano, ou seja, se lançamos um gift educativo ele é seguido por outro que estimula a prática de atividade física. O Giraffas também acompanha as tendências mundiais e se preocupa em oferecer ao menos uma vez por ano gifts nessa linha, por exemplo o GiraToy Art lançado no ano passado e o GiraMega Gogo´s lançado este ano. Ambos seguem tendências mundiais de gifts que adaptamos para nossa realidade. A expectativa dos consumidores é que o Giraffas apresente novidades e esses gifts mantenham os conceitos de educação e entretenimento que nossa marca promove.

MP: Como um gift pode mudar o posicionamento de uma marca ou criar novos hábitos de consumo para o público infantil?
LM: O gift deve ser uma extensão das virtudes da marca. O Giraffas oferece aos consumidores infantis uma refeição balanceada e promove em suas ações a prática de atividades físicas e a educação alimentar. Por isso oferecemos gifts que estejam alinhados com esses conceitos.

MP: Gifts tridimensionais versus widgets virtuais. Qual o formato de promoção que a garotada prefere?
LM: As crianças gostam dos dois. É claro que no ambiente real temos que ter os gifts tridimensionais. Como somos uma rede de restaurantes os gifts são uma lembrança de longo prazo que os clientes têm de nossa marca. Mas em ações realizadas no ambiente web é importante oferecer um gift virtual ao internauta. Não posso dizer que existe uma preferência, mas é preciso se adaptar a cada realidade. 

Para uma boa ação de gifting todo mundo vira criança. Então dose o conteúdo e acerte na forma — este é o segredo dos presentes memoráveis e das ações inesquecíveis. Agora, se isso é pecado… Vixi, já foi!

* Marina Pechlivanis é socia-diretora da Umbigo do Mundo, Mestre em Comunicação e Consumo pela ESPM e integrante do GEA (Grupo de Estudos Acadêmicos) da Ampro. Palestrou no Festival de Cannes/Promo Lions 2008 lançando o conceito "Gifting". É coautora do livro Gifting (Campus Elsevier, 2009). Dicas, idéias, cases, sugestões? Gifting@umbigodomundo.com.br

Por: Marina Pechlivanis

Marina Pechlivanis é sócia-diretora da Umbigo do Mundo, Mestre em Comunicação e Consumo pela ESPM, coautora do livro Gifting (Campus Elsevier, 2009) e integrante do GEA (Grupo de Estudos Acadêmicos AMPRO)


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