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Atenção! Crianças on-line

WebKidZone surge como canal para falar com o público infantil de forma pertinente

Por Marina Pechlivanis - 26/08/2009

Por Marina Pechlivanis*

“O poder da comunicação visual é plural. Ele conecta não só os meios de comunicação social entre si (pode-se pensar na nova pós-mídia que está unificando os tradicionais meios de comunicação separados como TV, telefone, fax, computador), mas também os comportamentos da vida cotidiana, cujo objetivo é o de absorver a produção de sentido vivida no momento certo e no lugar apropriado: face to face (embora fosse melhor dizer body to body).”
 Massimo CANEVACCI

Era uma vez a comunicação, que tinha modelos para reprodução de conteúdos e que hoje se transformou em um grande editor de textos transformando tudo e todos em mediadores da informação. Especialmente as crianças, que crescem em ambiente híbrido, metade real, metade virtual, vivendo em múltiplos panoramas de experiências, e criando a cada instante novas formas de convivialidades — interagindo, brincando e compartilhando num mundo que muda o tempo todo, em velocidade acelerada (celular, computador, gadgets para ouvir musica e assistir a filmes, games…).

Envolvidos pela comunicação imagética ou visual, estes jovens cidadãos têm como lazer internáutico expor vídeos no YouTube, participar de redes sociais como o Facebook e o MySpace e procurar informações no Google (segundo pesquisa recente feita pela Symantec Corp procuram Michael Jackson, eBay, Wikipedia, Miley Cyrus, Taylor Swift, Webkinz, Club Penguin, além de músicas, “sexo” e  “pornografia”).

Aos desavisados, há até uma organização não-governamental (Safernet) que atua no enfrentamento aos crimes e violações aos direitos humanos na internet como conteúdo inadequado para a idade, violência e mesmo o cyberbullying (envio de ofensas, xingamentos e humilhações via blogs, fotologs, celular, e-mails…), monitorando cada vez mais este ciberespaço, ainda “terra de ninguém”.

Oras, oras, e o mercado não está alheio a nada disso: cada vez mais as empresas estão migrando suas estratégias mídiaticas para a web, seja em sites de games, de conteúdo, de relacionamento ou em ações promocionais e concursos. E promovendo “recantos” mercadológicos de atividades monitoradas e facilmente localizáveis dado o apoio institucional das marcas.

Como este,
https://brandili.com.br/faclube/vencedores.php,
no qual os vencedores do fã-clube Crianças do Brasil, espaço para que “as mães demonstrem o amor que sentem por seus filhos”, ganharam roupas, book fotográfico, participação no catálogo da marca e desfile no Sábado Animado da Maisa. Ou este, um concurso de depoimentos sobre um mundo melhor cujos vencedores podem ter o vídeo exposto no site no UNICEF:
https://www.giraturmaporummundomelhor.com.br/

Opções não faltam, das mais superficiais às mais “papo-cabeça”, permitindo que as crianças conectadas deixem suas mensagens em blogs, opinem sobre produtos, participem de lançamentos… Sem contar que podem ou não acessar a chamada “publicidade”, em links diretos (clique e saiba mais) ou indiretos (intercalados com o conteúdo editorial), como em
https://criancas.uol.com.br/brindes/

E o mérito está na mente de quem planeja e produz estes conteúdos. Por isso nosso convidado de hoje é Felipe Dianese, pioneiro na produção de adver games no Brasil (banco imobiliário/1998 e Super Mini Racing/2001) e presidente do portal www.canalkids.com.br.

Marina Pechlivanis – Mundo do Marketing: Excesso de informação, excesso de promoções na web. Como as crianças absorvem tudo isso?
FD: Apesar da quantidade gigantesca de informações e promoções atreladas ao target infantil, são raros os conteúdos nacionais de qualidade e confiabilidade. Elas, as informações, devem ser orientadas e hospedadas em portais comprovadamente idôneos. As crianças absorvem muito conteúdo internacional principalmente pela divulgação nos veículos de massa (tvs aberta) e cabo no país. Infelizmente, estão se tornando cada vez mais consumidoras de modismos pontuais direcionados erroneamente pelas marcas e serviços. As marcas sérias e preocupadas verdadeiramente com seu futuro devem passar a percepção que estão devolvendo à família e à sociedade um benefício real e simpático aos consumidores.

Marina Pechlivanis – Mundo do Marketing: É dando que se recebe. Como funcionam estas trocas no mundo virtual? E o que as crianças mais gostam como gift, no mundo real e no virtual?
FD: Valoramos fundamentalmente o conhecimento via informação e entretenimento. Ensinamos e pontuamos via gincanas culturais em nossas 10 áreas temáticas do portal e premiamos os mais dedicados e fiéis usuários. Para isso administramos o nosso banco o BANKIDS- BANCO DA CRIANÇA - hoje com mais de 100.000 correntistas ativos. Os gift que mais interessam ao target são mp4, games e camisetas.

Marina Pechlivanis – Mundo do Marketing: Clientes mirins são “persuadidos” pela propaganda. Com toda a pauta de proibição da publicidade para crianças, o que os seus 10 anos de pioneirismo com o Canal Kids têm a declarar?
FD: Primeiramente o bom senso. Colocamos no ar sempre aquilo que gostaríamos que nosso filhos assistissem e principalmente com temática nacional. Com isso conseguimos apoios importantes como o UNICEF, UNESCO e Ministério da Cultura, entre outros. A diferença está no compromisso que as empresas têm para com o consumidor. E o nosso é com a educação — o importante aqui é instruir, e não proibir.

Bem… Era uma vez aquelas criancinhas… Reflita sobre a questão antes de lançar sua próxima promoção! Dicas, idéias, cases, sugestões? Gifting@umbigodomundo.com.br

* Marina Pechlivanis é Sócia-Diretora da Umbigo do Mundo Gifting e Comunicação, Mestre em Comunicação e Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e integrante do GEA (Grupo de Estudos Acadêmicos) da AMPRO.

Por: Marina Pechlivanis

Autora dos livros Gestão de Encantamento: Dicas Mágicas e Gestão de Encantamento2: como a mágica acontece, entre outros 20 títulos. Mestra em Comunicação e Práticas de Consumo. Palestrante. Sócia da Umbigo do Mundo Comunicação. Criadora da Metodologia Matriz da Excelência Gestão de Encantamento. Professora do curso de extensão Gestão de Encantamento, na ESPM