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Isso não é uma camiseta. É um veículo de comunicação

As camisetas personalizadas estão mais na moda que nunca, escreve Marina Pechlivanis

Por | 20/07/2009

pauta@mundodomarketing.com.br

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Por Marina Pechlivanis*

"… a noção de "personalização" é mais que um argumento publicitário: é um conceito ideológico fundamental de uma sociedade que visa, "personalizando" os objetos e as crenças, integrar melhor as pessoas."
BAUDRILLARD

As camisetas personalizadas estão mais na moda que nunca. Na política, se transformaram em mercadoria valiosa na diplomacia que circunda as cúpulas dos "Gs". Tanto que, na imprensa internacional, a notícia mais destacada na reunião do G8, na Itália, foi a camisa da seleção brasileira autografada pelos campeões da Copa das Confederações que o presidente Lula entregou de presente para Barack Obama — diga-se de passagem, foi o time com o qual a seleção brasileira derrotou os norte-americanos. Confira o momento da entrega.

 

Isso sem contar as camisas da seleção já distribuídas na reunião do G5, transformando a mercadoria em um luxo não apenas entre os poderosos como entre os emergentes também.
(http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3864429-EI1958,00-Em+reuniao+do+G+Lula+distribui+camisas+da+Selecao.html)

Feitiço contra o feiticeiro, o gifting está ganhando tanta relevância que até saiu um estudo em tom de brincadeira indicando que o presidente Lula não dá muita sorte para os jogos quando aparece ao lado das camisetas de times que recebeu de presente. Cuidado!
http://oglobo.globo.com/blogs/bolademeia/post.asp?t=lula-maior-pe-frio-do-futebol&cod_Post=158078&a=603

Da política para o mercado, aqui a cotação das camisetas segue igualmente em alta. Historicamente as campanhas Adidas New Zealand/New Zealand Rugby Union sempre envolvem o gifting e as camisetas do time de alguma forma. E sempre estão no podium do Festival de Cannes. Este ano, no Promo Lions, não foi diferente. Uma promoção convidava os fãs a assinarem uma camiseta virtual Adithread. Fazendo uso da nanotecnologia, os mais de 10 mil nomes foram impressos nos fios que compõem a trama do tecido, sendo literalmente registrados na história do All Blacks.

O ouro premiou o conceito de que "esta não é uma camiseta. É um portal por onde os homens passam, é a ausência do medo, é…", gerando mais de 25 mil links no buscador Google. E tem mais: uma ação de gifting premiando todos os bebês nascidos em dia de jogo com uma camiseta especial. Confira a campanha na íntegra: http://work.canneslions.com/promo/?award=2

Aproveitando a deixa, para nos explicar como é que um gift pode se transformar em outdoor (ou em anúncio, ou em marketing de relacionamento ou em…) convido Cláudio Mello, parceiro do GEA/AMPRO, co-autor do livro Gifting (ainda a ser lançado), professor de Marketing Promocional e merchandising da ESPM nos cursos de graduação e pós-graduação, vice-presidente de educação da AMPRO e diretor da Emporium Negócios e Comunicação.

MP: Gift é mídia. Mídia é gift. Como explicar academicamente estas fronteiras?
CM: Na realidade não existe fronteira. Gift é mídia com certeza, pois leva a marca ao target de maneira eficaz passando uma mensagem que ora se planejou / criou. O que importa e muito, é a qualidade dessa mensagem que necessita ser muito direta e objetiva. Eu diria: inteligente. Como em todas as mídias a criatividade deve imperar para que o resultado seja surpreendente.

MP: E na prática? Como os clientes e as agências planejam as ações de gifting?
CM: Em muitos casos o gifting não é utilizado com o propósito estratégico. Por isso tudo que muitas vezes ele passa a ser apenas um brinde fazendo com quem será presenteado ou atingido não se sinta persuadido ou irradiante pelo fato de recebê-lo. Não é apenas comprar grandes quantidades ou peças baratas e que se adequem ao budget, mas sim o gift tem que ter a capacidade de atingir o coração e as mentes das pessoas.

MP: Camiseta com nanotecnologia para fidelizar clientes. O que mais vem por aí?
CM: O ser humano com toda a sua capacidade criativa pode desenvolver coisas inimagináveis. Com a associação da tecnologia podemos esperar produtos e ações estratégicas cada vez mais incríveis com o propósito de se fidelizar clientes. Isto tudo ocorrerá com as empresas e agências que trabalham com foco no cliente e principalmente com mente estratégica, onde os ingredientes que compõem a receita farão sucesso junto aos ávidos e famintos consumidores que carecem da criatividade em muitas das ações de gifting. A receita? Foco no target, criatividade, planejamento e estabelecimento correto de métrica para obtenção de resultados.

É… Não se fazem mais camisetas como antigamente. Ainda bem! Dicas, idéias, cases, sugestões? Gifting@umbigodomundo.com.br

* Marina Pechlivanis é Sócia-Diretora da Umbigo do Mundo Gifting e Comunicação, Mestre em Comunicação e Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e integrante do GEA (Grupo de Estudos Acadêmicos) da AMPRO.

Por: Marina Pechlivanis

Autora dos livros Gestão de Encantamento: Dicas Mágicas e Gestão de Encantamento2: como a mágica acontece, entre outros 20 títulos. Mestra em Comunicação e Práticas de Consumo. Palestrante. Sócia da Umbigo do Mundo Comunicação. Criadora da Metodologia Matriz da Excelência Gestão de Encantamento. Professora do curso de extensão Gestão de Encantamento, na ESPM


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