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Nos tempos das Caravelas On-line

O mundo virtual nos possibilita o remarketing. Essa é uma nova modalidade de propaganda digital

Por | 29/10/2010

marcos.faco@fgv.br

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Por Marcos Facó*

Apesar de algumas pessoas poderem achar o contrário, no universo da propaganda on-line ainda sabemos muito pouco. E, talvez, este fato seja eterno. Atualmente, se traçarmos um paralelo na História, estamos embarcados em caravelas dos tempos de Cabral, mas, ao contrário daquela época, perdidos num oceano onde não há destino definido. As novas tecnologias, com suas diversas ferramentas, multiplicam-se de forma incessante, criando um mundo novo, de infinitas possibilidades mercadológicas.

Não há com quem aprender de maneira formal, de estudar no sentido acadêmico do termo. Não existem cursos regulares de formação no marketing digital. Não há, pelo menos formalmente, professores capacitados como em outras áreas do conhecimento. Aquele que se intitula ou atua como professor aprendeu na prática e, com certeza, já se encontra defasado. Como alguém pode "ensinar" algo que está em constante mutação e sem fronteiras definidas? Algo que, acima de tudo, está em veloz criação?

A verdade é que estamos todos aprendendo em conjunto, de forma pragmática, através de tentativas com os seus acertos e erros. Além do exposto acima, ainda existe a questão da abrangência do universo on-line, que vai da simples exposição de peças gráficas, passa por ferramentas de buscas, inova com os advergames e desemboca nas complexas e múltiplas redes sociais.

Dito isso, gostaria de transmitir, jamais ousaria ensinar, duas descobertas novas dos últimos dias:
:: Na maioria dos casos, os usuários transferem para o mundo on-line o seu hábito de leitura off-line.
:: O remarketing funciona muito bem!

Vamos falar rapidamente sobre os dois achados. Quem, como eu, mora na Região Sudeste, acredita que o comportamento on-line do restante do Brasil deva se assemelhar ao nosso. Ledo engano. Nas demais regiões do país os usuários de internet não acessam, como esperado, portais ditos nacionais para se informarem. A maioria dos moradores das cidades fora da Região Sudeste busca informações que sejam pertinentes ao seu dia a dia, notícias que se aprofundam no cotidiano da região em questão. Através de uma rápida checagem nos grandes portais, ditos nacionais, podemos ver que, em sua grande maioria, têm apenas informações de relevância nacional e com destaques para o que se passa principalmente na Região Sudeste, que é onde suas sedes estão localizadas.

Assim, apesar de a internet permitir o acesso sem limites de fronteiras, vemos como o hábito de leitura, não só do usuário, mas também do jornalista que escreve o conteúdo dos veículos on-line, implica uma regionalização da informação e, por conseguinte, do interessado internauta. Devemos estar alertas com as falsas percepções com relação ao funcionamento do mundo virtual.

Vamos analisar o segundo ponto levantado acima. Como se não bastasse o marketing, agora o mundo virtual nos possibilita o remarketing. Essa é uma nova modalidade de propaganda digital criada pelo gigante das buscas, o Google. Agora você pode customizar uma ação de divulgação on-line de forma totalmente inovadora e sem precedentes.

Suponha alguém que visite um website, tendo ele sido ou não impactado pela sua campanha virtual. Durante a visita o usuário visualiza ou seleciona um determinado produto ou serviço, mas não efetiva a compra. Nesse momento, ou em outro qualquer de sua inteira escolha, você programa a inserção de um cookie no computador desse usuário.

Passado algum tempo esse mesmo usuário entra em algum site sobre um produto ou serviço relacionado ao seu. Nesse instante o Google reconhece esse usuário e exibe uma nova peça sua. Por exemplo, uma peça agradecendo a visita que ele já fez ao seu site como forma de lembrá-lo de seus produtos ou serviços.

O remarketing talvez possa gerar controvérsias. Alguns podem ver nessa nova opção uma invasão de privacidade. Mas, pelo menos no momento, ainda não é o caso. Tivemos uma experiência com a utilização do remarketing e podemos afirmar que foi muito positiva. O custo do clique foi dez vezes menor que o pago no adwords do mesmo Google, com um ROI de, acreditem, mais de três mil por cento. Vivendo e aprendendo.

* Marcos Henrique Facó é superintendente de Comunicação e Marketing da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Por: Marcos Facó

Marcos Facó é Superintendente de Marketing da Fundação Getulio Vargas ? FGV, Mestre em Administração pela FGV, MBA em Marketing pela PUC-RJ, Pós-graduação na Ecolé Polytecnique Fedéralè de Lausanne ? Suíça, formado em arquitetura e engenharia civil pelo Mackenzie, e é co-autor do livro Marketing Educacional.


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