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As direções que apontam o futuro da publicidade

Apesar de tantas abordagens sobre tecnologias como Inteligência Artificial e Realidade Virtual, questões humanas e propósitos sociais se tornam cada vez mais essenciais

Por | 11/04/2018

pauta@mundodomarketing.com.br

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As mudanças na sociedade, que tem se mostrado mais engajada e conectada, reflete no comportamento do consumidor e nas tendências para a publicidade. No último SXSW, a perspectiva humana das tecnologias foi um assunto muito abordado. Mesmo em meio a tantas discussões sobre Inteligência Artificial e realidade virtual e aumentada, o grande foco foram as questões humanas e a necessidade das marcas se voltarem a propósitos sociais.

Um ponto destacado foi como as pessoas não querem mais só comprar algo de qualidade e com um preço justo, mas também estão procurando ver seus valores e suas crenças sociais refletidas no que estão adquirindo.

A mídia programática pode ver nisso uma oportunidade. As marcas podem vir até nós não só para dissociar anúncios publicitários de fake news e conteúdo negativo, mas também para associá-los a causas específicas. Na DynAdmic já fazemos isso com alguns clientes, que além de trabalharmos com uma "blacklist" de palavras a serem evitadas, também recebemos uma lista de temas sociais a que querem estar próximos. E, ao que tudo indica, isso só irá crescer.

Como estava acompanhando clientes do mercado de beleza quando fui ao SXSW, assisti também algumas palestras desse segmento, e uma delas me chamou atenção: a que falava sobre um aplicativo que conta com consultoras de beleza para atendimento 24/7. Além disso, o app ainda permite que o usuário possa apontar a câmera para a fotografia de alguma celebridade, por exemplo, e saber exatamente quais produtos foram usados ali, com tonalidade e marca exata.

Mas o que mais me impressionou nesse aplicativo foi o fato de que foi feito em colaboração por vários concorrentes, que se uniram para investir nisso. O resultado, como era de se esperar, é excelente: o app é sempre atualizado e funciona muito bem.

Colaboração, aliás, parece ter sido uma palavra muito presente na maioria das palestras. Percebeu-se que a união de pensamentos e expertises é uma solução mais inteligente que se apoiar em só uma mente brilhante. No Brasil, no entanto, parecemos estar longe de trabalharmos de forma colaborativa - mesmo quando isso pode melhorar tanto a experiência do consumidor. Ainda somos muito competitivos, e tudo bem, mas um ponto importante que o SXSW me apontou foi: até que ponto devemos ser?

Outra discussão que me chamou atenção, como country manager de uma private market place de mídia programática, foram, em primeiro lugar, a previsão de que as compras via mobile se tornarão ainda maiores. E, se as compras nessa plataforma aumentarem, a tendência é aumentar também o investimento em publicidade nesses canais.

Além disso, uma informação que foi muito disseminada é a de que idade e gênero foram consideradas distinções que estão perdendo a relevância para a publicidade, o que pode ser analisado como outra vantagem para a mídia programática. Agora é preciso ir muito além dessas duas características, direcionando os anúncios a pessoas cujos interesses do momento correspondem ao produto oferecido.

Por: Marcio Figueira

Formado em Marketing pela FGV e é country manager da DynAdmic Brasil


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