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Aquele em que Rachel fuma

Marcelo Miyashita escreve sobre a influência da lei antifumo no clima organizacional

Por | 12/05/2009

mkt@mundodomarketing.com.br

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Por Marcelo Miyashita*

Fumar em ambientes fechados sempre foi tratado como uma questão ética, dos costumes e que demonstra o respeito (ou desrespeito) do fumante com o não-fumante. Agora (com a aprovação da lei antifumo) é uma questão legal. O que só aumenta o grau de exigência e insatisfação dos não-fumantes com os fumantes que insistem em tratar o fumo como um caso de liberdade de expressão. Isso é mais evidente em restaurantes e casas noturnas. Em empresas, os fumantes são mais conscientes. Porém, generalizando, mais para seguir um regulamento do que sua consciência.

Mas, a cada ano e nova lei, vejo que os fumantes estão mesmo evoluindo e tratando seu hábito e sua relação com os não-fumantes como uma questão ética. Isso é muito bom para o relacionamento entre fumantes e não-fumantes, e, num ambiente corporativo, onde há convívio diário entre as pessoas, entender que cada um respeita o outro, dentro de seus hábitos, pode contribuir para um clima mais harmonioso. Ou, no mínimo, evitar o leve incômodo que pode marcar a relação.

Clima organizacional é um fator importante e sofre muita influência das pessoas que agem em cada área. Cabe ao gestor e aos líderes compreender que é preciso, além de alimentar um bom clima, trabalhar para evitar incômodos desnecessários. Um ponto interessante é que a empresa ao liberar os funcionários para fumar na rua ou em ambientes abertos e, logo, fornecer um breve tempo para a prática do hábito acaba estimulando uma aproximação e um relacionamento entre os não-fumantes, pois, para uma relação surgir, além de um bom clima, é necessário tempo e espaço.

Com esses três elementos, que podem ser fornecidos pela organização, mais o convívio diário em função do trabalho, e associado à empatia e suas questões humanas que fazem um gostar do outro, fazem criar uma constatação interessante: talvez os não-fumantes de uma empresa não se conheçam, mas, certamente, os fumantes se conhecem.

Isso me faz lembrar um episódio da série "Friends" em que a personagem Rachel acaba se tornando uma fumante para se aproximar da sua chefe e participar de muitas decisões que são tomadas enquanto os fumantes fazem suas paradinhas e os não-fumantes continuam trabalhando (Friends, 5ª temporada, episódio 18 "Aquele em que Rachel fuma"). Já que a paradinha é permitida aos fumantes, por que não estender aos não-fumantes?

Há empresas que já praticam o coffee-break de 15 minutos de manhã e à tarde, todos os dias. Fornecer tempo, espaço e clima, por si só, não é garantia de relacionamento entre funcionários. Mas já é um passo. E pessoas que se relacionam tendem a se ajudar, colaborar, comprometer e confiar mais uma nas outras. E o trabalho só ganha com isso.

* Marcelo Miyashita é consultor e palestrante da Miyashita Consulting e colunista do Mundo do Marketing. É professor de pós-graduação e MBA, e leciona nas instituições: Cásper Líbero, FGV EAESP GVpec, PUC-SP COGEAE, Madia Marketing School, Trevisan, IMES e IBModa.

Por: Marcelo Miyashita




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