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Para jogar o jogo dos gamers

As marcas que buscam entrar no mercado bilionário de games e atrair seu exigente público deste segmento ainda pecam no básico: relacionamento com o consumidor

Por | 13/08/2019

pauta@mundodomarketing.com.br

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Certamente quando pequeno, você já ouviu a frase "desliga o videogame e vá estudar" ou "quando videogame der futuro para alguém, a gente conversa". Pois é, parece que esse dia chegou. Game já não é mais coisa de criança, mas sim um negócio de gente grande. As cifras crescem ano após ano e as estatísticas mostram que esse nicho de mercado tem um potencial gigantesco. Mas, para entender melhor esse universo, é preciso compreender a mente de quem hoje mais consume esse produto: a geração Millennial.

Eles são ávidos por novidades e, em uma sociedade cada vez mais conectada, são bombardeados por novas tecnologias e obrigações que se multiplicam com facilidade. Por isso, enxergam nos games uma forma de fugir da realidade e entrar em um mundo paralelo, onde as obrigações são substituídas por tarefas prazerosas. Essa fuga é uma das explicações para um mercado em ebulição que deve faturar mais de US$ 150 bilhões neste ano, segundo a empresa de pesquisa de mercado Newzoo.

A tendência não é nova. Surgiu no fim da década de 195O e, quase 60 anos depois, ainda possui inúmeras possibilidades e está em constante consolidação. Contudo, as marcas em geral ainda não conseguem se conectar com os gamers de forma assertiva. Às vezes, por falta de experiência; outras, por falta de entendimento do público.

Um dos pontos de contato entre marcas e gamers são os eventos especializados. Eles se multiplicaram nos últimos anos, como o "Campeonato Brasileiro de League of Legends", o "Brasil Game Show" (BGS) e a "Game XP". Este último aconteceu de 25 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, sendo um dos maiores do segmento na América. Para se ter uma ideia, 95 mil pessoas passaram pelo mesmo parque que recebeu os Jogos Olímpicos de 2016 e o Rock in Rio de 2017. O evento gerou um impacto econômico de R$ 82,3 milhões em quatro dias, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas.

Embora os eventos sejam gigantescos e a organização da BGS aponte que o Brasil já é o terceiro maior mercado mundial em número de gamers, o contato é falho. Mesmo com indicadores que mostram a importância e o potencial imenso desse mercado, as marcas ainda ficam presas apenas a ativações. Apesar de agradar ao público exigente, elas geram uma relação curta entre marca e consumidor, não indo além do evento.

Estabelecer um relacionamento perene passa pela construção de um planejamento estratégico a partir de uma imersão profunda nesse universo. Passa também pelo entendimento e mapeamento completo tanto do público quanto da marca. É importante criar um vínculo duradouro e mais próximo. Com uma visão ampla, é possível desenhar ações em diversos pontos de consumo, seja em eventos do segmento, seja no dia a dia e até mesmo dentro dos jogos.

Para ganhar pontos com esses jogadores e passar a ser consideradas por eles, as marcas precisam se aproximar de forma orgânica desse público, com ações constantes e consistentes. O caminho pode estar na conexão com marcas parceiras já familiarizadas com esse universo e na troca de experiências. O maior desafio para as marcas é conquistar esse público e, logicamente, vencer o jogo.

Por: Leandro Mosconi

Diretor de Negócios e Operações da Cross Networking


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