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Conhecendo o poder do BIG DATA

Segundo o Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT), as empresas que utilizam os dados para a tomada de decisão têm ganho de produtividade de 5%, uma grande vantagem

Por | 03/11/2015

pauta@mundodomarketing.com.br

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Muito falado, principalmente na última década, após a popularização das redes sociais, aplicativos e smartphones, o termo BIG DATA parece uma palavrinha vinda do futuro ou trazida por algum alienígena em uma nave espacial. Ao ouvi-la, muitas pessoas tem a certeza do completo desconhecido. Outras, porém, já sabem se tratar de um gigantesco número de dados gerados todos os dias, que está afetando o cotidiano de todos, mas não sabem de onde vem ou o que se pode fazer com eles. Ampliar o alcance de conhecimento sobre os dados e sobre os desafios impostos para utilizá-los como expertise são alguns dos objetivos deste artigo.

Traduzindo a complexidade, o termo BIG DATA representa os inúmeros dados gerados a partir do comportamento das pessoas e ocorrências no ambiente, vindos de diversas fontes e que podem ser processados e organizados por softwares e ferramentas de banco de dados. O termo BIG DATA também costuma ser definido por três palavras: volume, variedade e velocidade.

O volume, uma das características que o faz parecer confuso, diz respeito ao sem fim de dados gerados diariamente. Hoje em dia, o volume é gigante, por serem gerados continuamente nos vários canais da internet, nos aplicativos, nos celulares e smartphones nas empresas privadas, nas companhias públicas e em diversos serviços, como os sensores de tráfego e as câmeras de segurança. Praticamente tudo gera dados! Só para se ter uma ideia, de 2003 a 2012 foram gerados 500 vezes mais dados do que todo o volume gerado em nossa existência até 2003.

Já a variedade diz respeito às formas de dados que encontramos, como os dados estruturados, a exemplo dos relatórios estatísticos das empresas e os dados não estruturados, como textos, imagens, vídeos e áudios que circulam na internet.

E, por fim, a velocidade está relacionada à rapidez com que estes dados são gerados atualmente e ao quão rápido é cada vez mais necessário que os mesmos sejam analisados para a tomada de decisão. As empresas presentes nas redes sociais precisam responder muito rapidamente a críticas e tomar decisões sobre problemas causados aos clientes, posição que antes podia levar meses. Dados do dia anterior, em muitas situações, de interação com o consumidor, por exemplo, são considerados dados velhos.Sim, esta é uma das principais funções dos dados: tomar decisões no presente, fazer previsões e estimativas e modificar situações.

DESAFIO
Coletar e analisar dados para obter informações e com elas gerar inovação ou melhorias não é algo novo. O que tem de novo e leva o nome de BIG DATA é o volume de dados, suas inúmeras fontes e a velocidade com que são gerados e precisam ser tratados para se obter inteligência e promover melhorias e inovação nos negócios e nos serviços à sociedade. Este é o desafio imposto às empresas e a seus profissionais de negócios e de tecnologia.

Um percentual muito pequeno de empresas utiliza o BIG DATA como ferramenta para obter diferenciais, mas é certo que, aquelas que utilizarem sairão na frente. Segundo o Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT), em pesquisa realizada em 2013, as empresas que utilizam os dados para a tomada de decisão em vez de simplesmente utilizar a experiência e a intuição tem ganho de produtividade de 5%, uma vantagem competitiva valiosa, afirmou Cezar Taurion, especialista no assunto.

Ainda com foco no ambiente de negócios, outro grande desafio deve ser o de convergir os dados gerados no dia a dia da operação das empresas - como os dados de venda e de produção, com os dados vindos da rede (internet); as métricas dos canais online da empresa (site, e-commerce, redes sociais e blogs). Estes dados, tanto da primeira, quanto da segunda origem representam as respostas dos consumidores, dizem respeito à sua interação com a empresa, com seus produtos e com a sua marca e, quanto mais ela conhecer este comportamento e responder a ele rapidamente e de forma personalizada, mais sucesso e vantagem competitiva obterá.

AS EMPRESAS NÃO ESTÃO PREPARADAS
As empresas não estão preparadas para atuar com o BIG DATA como aliado, no que tange aos pilares de uma organização: Pessoas, Processos, Estrutura e Tecnologia. E o problema não é propriamente a coleta de dados. As empresas de médio porte já trabalham com algum sistema de coleta de dados e gestão de informações e muitas pequenas também. Mas, mesmo nas grandes empresas, o problema é destinar pessoas e estrutura e criar os processos para a inteligência de negócio com base nos dados - mineração e análise, geração de ideias e implementação. O assunto não para por aqui, mas, além do conceito, já sabemos que os muitos dados que nossas empresas geram, sem aplicação não tem valor nenhum.

Por: Kláudia Sabino

Gerente de Marketing na Alliance Empreendimentos. Graduada em Psicologia (PUC-GO); especialista em Psicodrama (SOGEP) e tem MBA em Marketing pela UFRJ. É professora de pós-graduação nas faculdades Alfa e Instituto de Pós-graduação (IPOG) e professora de Empreendedorismo e Plano de Negócios do Programa Minha Primeira Empresa (SIC-GO / AJE)


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