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Ideias que mudam o mundo e a Mentalidade Job-to-be-done

Durante SXSW, criador do Lean Canvas fez um update no modelo de construção de negócios mais rápidos, concisos e efetivos. “Ame o problema, não a solução” foi mote de palestra

Por | 19/03/2018

pauta@mundodomarketing.com.br

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Afinal de onde vêm as boas ideias? Esta pergunta está presente em cada mentoria, em cada palestra, em cada painel desde que mergulhei no universo das startups e neste mundo fascinante do empreendedorismo. As grandes corporações mergulharam de cabeça nos hackatons, nos programas de aceleração de startups em busca do próximo modelo de negócio para o seu negócio. A sensação de desconhecimento num mundo repleto de novas tecnologias e infinitas possibilidades é uma sombra constante. Mas se o protagonista da inovação não for exatamente uma boa ideia?

Numa das melhores palestras do South by Southwest deste ano, Ash Maurya, o criador do Lean Canvas (evolução do Canvas Business Model de Alexander Osterwalder), nos ofereceu um update no modelo para construirmos negócios de forma mais rápida, concisa e efetiva. Ash percebeu que embora seja lindo na teoria, o modelo usado de construção do MVP (mínimo produto viável) não vai a lugar nenhum. E não funciona sobretudo porque está orientado a encontrar o produto que funcione, tem por princípio fazer ideias melhores.

É muito comum no startup way of life, nesta busca de melhoria contínua nos apaixonarmos pela nossa solução. A paixão é tão arrebatadora, que corremos o risco de criar Fake Problems para justificar as nossas ideias. Quando o objetivo do empreendedor deveria ser focar no problema, em melhorar o que as pessoas precisam mesmo.

Primeiro desafio, como descobrir o que as pessoas efetivamente precisam? Quando perguntamos a elas normalmente só chegamos num nível superficial. Como disse Steve Jobs: "Não é trabalho do seu cliente saber o que ele quer".

Então entra a ideia da mentalidade de Jobs-to-be-done, que nos convida a pensar que tarefas precisam ser feitas pelas pessoas? Elas estão sendo feitas de uma maneira adequada, prazerosa, fácil ou nem tão bem-feitas assim? Se temos algo a perguntar aos nossos clientes é: Como você vai realizar esta ação hoje? Vale entender como o seu cliente está selecionando as soluções para seus problemas e se adotar esta solução está fazendo progresso.

Um dos exemplos da palestra que se intitulava "Ame o problema, não a solução" foi tentar entender o que as pessoas estão comprando quando adquirem um produto ou serviço. Por exemplo uma furadeira, elas compram o buraco na parede? Mas a furadeira faz uma bagunça enorme, sujeira, levanta pó. Ela resolve um problema imediato, mas cria um problema futuro que é quando você quiser mudar de disposição a sala ou mesmo mudar de apartamento tem aquele buraco para tapar e pintar de novo. Então aqui tem uma oportunidade, que é resolvida por aquelas fitas colantes de alta capacidade, que resolve a questão agora e no futuro.

Quando nos orientamos as tarefas, devemos pensar que alternativa existente será deixada pelo consumidor para que escolham a minha alternativa. Ou de maneira mais dura, o que será despedido para que o meu produto ou serviço seja contratado? O Uber "despediu" as cooperativas de taxi, o AirBnb as agências de turismo, e por aí vai.

Para não cair no erro comum, é preciso focar num contexto maior, em como construir um melhor uso das coisas, ficar atento ao momento que a decepção, o instante que a "dor", o incômodo acontece, essa é a pista para evoluir o que importa é a pista que vai te ajudar a construir um cliente, não um produto. Esse é o melhor caminho para construir uma oferta que as pessoas não possam negar. Afinal, como disse Ash, "A vida é muito curta para fazer algo que ninguém queira."

Por: Karina Israel

Co-fundadora da YDreams Global e curadora do Trends Report SXSW 2018 da White Rabbit


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