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6 erros que todo profissional de Marketing vai cometer

Não dá para negar que, mais cedo ou mais tarde, todos erram. Mesmo um profissional muito bem capacitado vai escorregar em pelo menos um dos temas deste artigo durante a carreira

Por | 31/08/2016

pauta@mundodomarketing.com.br

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Eu me divirto com o twitter do Erros de Marketing (@errosdemkt). É evidente que essa página faz uma sátira aos exageros, deslizes e fatalidades que vemos por aí. Mas não dá para negar que, mais cedo ou mais tarde, todos erram. Mesmo um profissional muito bem capacitado vai escorregar em pelo menos um dos temas abaixo durante a carreira:

1) Falar com o público errado
É só abrir uma revista feminina, olhar para as placas em um estádio de futebol, prestar atenção no break de um canal infantil da TV a cabo ou acessar um blog de culinária para constatar: é impressionante a quantidade de marcas que falam com o público errado.

Tem quem faça isso porque só olha o custo por impacto ou porque comprou um pacote de mídia com tudo que o veículo não conseguiu vender ou porque não entende nada de segmentação ou porque nem sabe quem é o seu público alvo. Não importa a razão, você está rasgando dinheiro.

2) Fazer um grande lançamento sem testar
"Para que gastar R$200 mil em pesquisas? Prefiro colocar esse dinheiro na mídia!"
"Você prefere "perder" 2 meses testando ou lançar mais rápido?"
"Para que pesquisar se temos certeza que vai dar certo?"
Quem nunca pensou assim?

Mas lembre-se: se você vai gastar R$10 milhões em um projeto, R$200 mil representa 2%. Se você faz pesquisas apenas para manipular o resultado e cumprir uma exigência da empresa, está certo em preferir não fazer. Mas se você está aberto a aprender e qualificar seu plano com a opinião do consumidor, esse investimento se paga facilmente.

3) Subestimar a concorrência
A relação de um profissional de marketing com a sua marca é quase paternal. Sempre achamos que nossos produtos são os melhores do mundo e que não há defeitos neles. É claro que há um lado positivo nisso, pois com essa paixão conseguimos energizar a organização. Mas não podemos esquecer que nossas ações gerarão uma reação na concorrência - que também acredita que seus produtos são os melhores do universo.

Já vi projetos que demoraram cinco anos de planejamento serem destruídos por um único movimento no mercado que não havia sido previsto. Cuidado, papais marketeiros, seus filhos vão entrar no ringue e podem tomar uma surra!

4) Fazer alguma coisa só porque está na moda
É mais comum do que parece. Lembra quantas marcas fizeram flash mob? Ou quantas tentaram fazer "vídeos virais"? E quantas estão fazendo um aplicativo nesse exato momento? É difícil explicar em reuniões porque "só a nossa marca não está fazendo isso", mas se você aguentar firme depois vai poder dizer "ainda bem que só a nossa marca não fez aquilo".

5) Contar uma história que só você vai entender
Fico encantado em assistir palestras onde algum profissional muito habilidoso conta toda a história de uma marca e mostra um conjunto de peças de comunicação que, quando integradas, fazem todo o sentido do mundo.

Mas a capacidade do consumidor absorver conteúdo é muito limitada. Na maioria desses casos o grande público não entende nem 10% da beleza da coisa.

Se uma campanha precisa de um longo discurso prévio para explicar tudo que ela significa, você conseguiu construir um lindo case para prêmios. Mas talvez não um grande sucesso no mercado.

6) Querer deixar a sua marca na marca
"Não gosto dessa embalagem que é líder de mercado há 50 anos, precisamos mudar! Sempre achei esse logo feio e essas cores antigas. É hora de mostrar para o consumidor que nos modernizamos!"

É tentador querer fazer uma mudança bem-intencionada para deixar um produto mais parecido com o que nós gostaríamos que ele fosse. Mas tome MUITO cuidado. Lembre-se: as marcas têm vida própria. Elas não são suas. Elas têm uma relação histórica com seus consumidores que precisa ser preservada. Seu trabalho não é modernizá-la, mas fazer o seu "patrimônio" crescer. Isso PODE passar por mudanças. Ou não.

Depende do que o consumidor quer, e não da sua vontade. Está tudo bem se você não mudar nada no produto desde que consiga fazer sua relação com os consumidores ficar ainda mais forte. Já o oposto... Se é errando que se aprende, melhor aprender com os erros dos outros.

Por: João Branco

Diretor de Marketing do McDonald's no Brasil, possui 16 anos de experiência em grandes empresas como Procter&Gamble, Ferrero e Novartis. Formado em Administração pela USP, tem dois MBAs (FGV e ESPM) e especialização no exterior (Wharton)






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