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Mais que tendência, Marketing Inclusivo deve ser prioridade para as organizações

Na prática, trata-se do um conjunto de ações que uma organização pode promover para favorecer a inclusão social.

Por Gustavo Hana - 18/02/2021

Nos últimos anos, os conceitos de diversidade e inclusão passaram a fazer parte da estratégia de marketing e da divulgação de muitas organizações. Esse novo posicionamento em prol da representatividade fica muito claro com campanhas e propagandas, tanto no offline quanto no online, que, cada vez mais, giram em torno de causas relacionadas à comunidade LGBTQIA+, mulheres, negros e outros grupos diversos. É o marketing inclusivo conquistando seu espaço e mostrando que veio para ficar. 

Na prática, o Marketing Inclusivo é um conjunto de ações que uma organização pode promover para favorecer a inclusão social. As iniciativas para defender determinada agenda podem acontecer dentro da própria empresa — o que podemos chamar de endomarketing —, ou se estender para o público externo, ganhando destaque nas comunicações da organização com consumidores, clientes e fornecedores.

O Marketing Inclusivo, além de posicionar em meio a importantes grupos diversos, também ajuda no relacionamento com o público em geral. De acordo com dados do Interactive Advertising Bureau (IAB), as marcas com posicionamentos claros e socialmente responsáveis têm criado empatia com os consumidores, principalmente com a Geração Z.

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No Brasil, segundo o Estudo Box 1824, cerca de 18 milhões de pessoas se identificam como LGBTQIA+. Metade desse público se diz disposto a priorizar uma marca que apoie a causa. No entanto, apesar de uma atenção maior para a diversidade e inclusão, ainda há um longo caminho a ser percorrido por aqui. Segundo pesquisa feita pelo Grupo Chroma sobre as urgências da população negra, 68% dos entrevistados não se sentem representados pelas marcas no geral. Já 69% acham que as marcas tratam o Dia da Consciência Negra, por exemplo, de forma vazia e oportunista.

Os números comprovam que relacionamentos superficiais não bastam, pois os consumidores querem marcas que mostrem e pratiquem, de forma autêntica e verdadeira, a sua dimensão humana, contribuindo de maneira concreta para suas vidas. O discurso, obviamente, precisa ir além da publicidade. A marca deve ter a mesma postura em todos os seus processos, desde a construção da equipe, até nos modelos de venda e atendimento.

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Ou seja, mais do que apenas levantar uma bandeira por moda ou tendência, o processo de posicionamento de uma determinada marca precisa se apoiar na transparência. Uma campanha feita apenas para agradar ou cumprir agenda pode soar como oportunismo, e não existe mais espaço para isso no mercado. Um discurso diversivo decorado, superficial e fora de contexto pode ter efeito contrário ao almejado. A pluralidade deve ser levada em consideração em todos os momentos e buscada em todos os campos.

Os benefícios de ser plural

As marcas estão investindo em diversidade por se tratar de um tema em voga, principalmente nos estudos de tendências. Na minha visão, ao ser inclusiva e pluricultural, a empresa se comunica com todos os públicos, não apenas com as minorias. Isso traz menos impactos mercadológicos, de produção, atendimento e distribuição. Em outras palavras, torna todo o processo mais saudável.

Olhar com carinho para o marketing inclusivo faz diferença, não somente para a empresa, mas principalmente na vida dos consumidores. Você gera identificação, satisfação e felicidade, fazendo com que o usuário se engaje com seus conteúdos e aumente o alcance do seu respectivo propósito. 

Para quebrar paradigmas, vale explorar novos modelos de representatividade e atingir pessoas reais, possibilitando identificação e sentimento de pertencimento. Daqui para frente, o público vai, cada vez mais, esperar comprometimento, posicionamento e suporte das marcas. Deixar de se posicionar não será bem-visto, ainda mais em um momento no qual o mercado tem que agregar e incluir.

O marketing focado na diversidade e inclusão é uma ferramenta capaz de gerar valor para uma marca e fazer com que ela seja destaque entre seus concorrentes. Porém, precisa ser usado de forma genuína e transparente. A incoerência entre o que uma empresa promove em suas ações e a forma como toma decisões no dia a dia será alvo da visibilidade pública, mais cedo ou mais tarde. Por isso, abrace as causas sociais de verdade e vá em busca de uma evolução saudável, sustentável e positiva para todos.

Por: Gustavo Hana

Gustavo Hana é CEO na GhFly Network, holding que conta com a GhFly e Adyante, ambas especializadas em marketing digital