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Caso Zara e o paralelo com as concorrências em Marketing

Veja um paralelo semelhante com o que vem acontecendo nas compras de serviços de Marketing.

Por | 19/08/2011

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* Guilherme de Almeida Prado*

Um dos assuntos mais comentados desta semana foi a reportagem da A Liga sobre condições de trabalho degradantes, no qual fornecedores da Zara estão envolvidos. A Zara se prontificou a comunicar que não compactua com essas condições de trabalho e, muito provavelmente, no seu contrato de fornecimento está estipulado que não devem haver tais condições. Traço um paralelo semelhante com o que vem acontecendo nas compras de serviços de marketing.

Na semana passada mesmo participamos de um processo de concorrência na qual a empresa contratante definia quanto queria pagar e simplesmente perguntava quem aceitava. Detalhe importante: o preço pago era abaixo do custo. Mais do que isso, não era que o custo da minha empresa era incompatível, mas simplesmente que o custo de qualquer empresa não fecharia a conta. E isso já aconteceu outras vezes. Em todos os casos nos posicionamos mostrando que a conta não fecha. Em todos os casos não tivemos retorno satisfatório e alguma empresa topou em fazer.

Em alguns casos em que informamos que o fornecedor provavelmente trabalharia em condições ilegais, a resposta que recebemos foi: "Nosso jurídico estabelece muito claramente no contrato que isso não pode e a empresa que fizer será punida". Infelizmente nos dias de hoje apenas colocar regras no contrato não salvaguarda a reputação das empresas. Por mais que a Zara tenha estabelecido em contrato que seus fornecedores não podiam se utilizar de trabalho degradante, perante o consumidor a Zara tinha responsabilidade por verificar isso.
 
Ficar sentado num escritório e cercar-se de termos jurídicos não resolve mais nos dias de hoje. É por isso que AMPRO, Associação de Marketing Promocional, e ABA, Associação Brasileira de Anunciantes, desenvolveram um Guia de Seleção de Agências de Marketing Promocional. O guia indica claramente a importância de conhecer fisicamente quem você está contratando, conhecer os serviços que oferece e por aí vai.

Não há nada de errado nas empresas buscarem, ano a ano, reduzir custos. O que está errado é insistir numa redução linear, ano após ano, trocando de fornecedores a cada momento. Incentivos são o que movem as empresas. Para o bem e para o mal. Ao estimular uma competição predatória e sem margens algumas empresas estão dizendo: "Sejam bem vindos fornecedores ilegais". Por que os fornecedores sérios e profissionais não aceitarão tais condições.

Fácil falar, difícil fazer. Sem dúvida nenhuma a tarefa de compras não tem sido nada fácil. E é por isso que a AMPRO se coloca à  disposição para ajudar os departamentos de compras a tornarem seus processos mais transparentes e profissionais (é só entrar em contato pelo diretoria@ampro.com.br). Pois comprar melhor nem sempre é comprar pelo menor custo.

* Guilherme de Almeida Prado é presidente da AMPRO - Associação de Marketing Promocional e sócio diretor da Plano1.

Por: Guilherme de Almeida Prado




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