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O que a venda legal da maconha e a Apple têm em comum?

Bierman e Modlin, procurando se distanciar da percepção de droga ilícita, inspiraram-se fortemente no modelo de loja da Apple para criar sua MedMan, que já conta com oito unidades

Por | 11/12/2017

pauta@mundodomarketing.com.br

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A Apple, ao eliminar a barreira dos balcões entre vendedores e clientes, expor suas mercadorias em grandes mesas nos centros das lojas e permitir sua livre experimentação, revolucionou o modelo de varejo de eletrônicos em todo o mundo e inspirou também outros tipos de mercado, inclusive um bem inusitado, o da maconha.

Enquanto aqui no Brasil crescem os debates sobre a permissão do uso da cannabis para fins medicinais ou recreativos, em outros países, como a Holanda, desde 1970 seus cidadãos podem apreciar baseados em coffeshops, que, em função disso, não podem vender bebidas alcoólicas.

Nos EUA, onde o consumo recreativo da maconha é liberado em oito estados, além da capital, os empresários Adam Bierman e Andrew Modlin resolveram investir nesse mercado que, segundo eles, tem um potencial de US$ 50 bilhões e, só na Califórnia, pode faturar mais do que a soma de todos os varejos de café do país. Inimaginável, não é mesmo?

Bierman e Modlin, procurando se distanciar da percepção de droga ilícita, inspiraram-se fortemente no modelo de loja da Apple para criar sua MedMan, que já conta com oito unidades. Além de dezenas de itens derivados da erva ou destinados ao seu consumo, ela oferece a maconha em grandes mesas de madeira, nas quais os shoppers utilizam-se de tablets para se informarem sobre as diversas variedades à venda. A navegação é muito fácil, intuitiva com gráficos e fotos explicando didaticamente os atributos de cada uma. Além disso, cilindros de acrílico mostram os produtos reais.

O atendimento, como o da Apple, é feito por gente que realmente entende do que vende, podendo assistir a compra com todos os detalhes necessários para transformar "usuários" em clientes fiéis. Depois da escolha, a maconha é pesada em um balcão, que fica ao fundo da loja, e embalada em latas especiais, desenvolvidas para aumentar a percepção de valor do produto e que garantem a sua correta conservação.

O modelo do negócio é muito bem montado, inclusive com um programa de fidelidade, que devolve créditos em dinheiro para compras futuras, e uma série de eventos regulares que ocorrem nas lojas, nos quais seus fornecedores apresentam as novidades aos clientes com possíveis distribuições de amostras.

Devido aos cuidados óbvios que a comercialização desse tipo de produto requer, é realmente interessante analisar a inovação introduzida pela MedMan e o seu benchmark, que resulta numa loja contemporânea, interativa e que transmite uma imagem de sofisticação da maconha, numa experiência de compra que se distancia da percepção de marginalidade usualmente associada a esse produto.

Por: Gilberto Stunck

Sócio-Diretor da DIA Comunicação


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