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Em breve não iremos às lojas porque precisamos, mas porque queremos

O objetivo dos varejos é vender, mas a venda em si, para marcas que querem ir além de uma simples interação comercial, será cada vez mais voltada para criar vínculos emocionais

Por | 26/10/2017

pauta@mundodomarketing.com.br

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Quem trabalha com varejo sabe: todas as pesquisas apontam para uma verdadeira revolução no mercado. Mais mudanças nos próximos 5 anos do que nos últimos 50.

A principal causa disso é o e-commerce, que vem apresentando números de crescimento empolgantes em todo o mundo. No Brasil, à medida que as pessoas vão perdendo o medo de fornecer seus dados para as compras, que os varejos virtuais vão propiciando melhores experiências, que a logística das entregas se torna mais rápida e confiável e as trocas, menos complicadas, esse canal, principalmente quando comparado com as lojas reais, cresce consistentemente.

Em um cenário como esse, as lojas precisam trocar suas propostas de valor para se manterem relevantes. O que irão oferecer aos seus frequentadores que compense as visitas, o tempo a elas dedicado?

Neste sentido, segundo Joe Pinsker (The Atlantic), um executivo da Apple, falando sobre suas grandes lojas, relatando que eles não se referem mais a elas como "stores", mas sim como "town squares", nas quais os "corredores" são "avenidas" e "árvores" fornecem aos shoppers "sombras acolhedoras" contra as luzes ambientes. O sonho da empresa é transformar suas flagship stores em locais de encontros, fornecendo cursos de computação, música e fotografia. Ou seja, o objetivo da ida à loja não será comprar, mas sim ir a um "lugar legal" e vivenciar ali uma "experiência".

Com esse mesmo objetivo, a Nordstrom irá inaugura no mês que vem, em West Hollywood, Los Angeles, uma loja-conceito que não venderá roupas e os demais artigos usuais que oferece. Em vez desses, um SPA, estilistas pessoais, alfaiates e um bar irão propiciar aos shoppers níveis diferenciados de interação com a marca.

Os varejistas estão cada vez mais conscientes de que, pelo menos em suas principais lojas situadas em grandes cidades, eles terão que oferecer aos seus públicos algo mais que os atraia e que não possa ser usufruído em um varejo virtual. Nesse sentido, a Starbucks, com milhares de lojas em todo o mundo, incomodada com a concorrência de marcas de e-commerce como a Stumptown e a Blue Bottle, abriu em Seattle a sua Roastery & Tasting Room, com 1.400 m2, na qual as pessoas em ambientes imersivos e interativos podem usufruir e participar ativamente dos processos de escolha de grãos e da sua torrefação. Esse modelo será, em breve, expandido para outras cidades.

Outra marca muito conhecida, a Urban Outfitters, mescla em suas lojas as ofertas usuais de roupas, produtos de beleza, móveis e música, com serviços de barbearia/cabeleireiro, café e pizzaria, em áreas e ambientes próprios, ampliando a experiência de compra, tornando-a mais divertida, pessoal e engajadora.

O principal objetivo dos varejos é vender, mas a venda em si, para marcas que querem ir além de uma simples interação comercial, será cada vez mais voltada para criar vínculos emocionais, mais resistentes a ofertas de preços baixos, que permitam interações mais originais, participativas e humanas. Coisas que não possam ser oferecidas somente por robôs, experiências que gostaremos de compartilhar espontaneamente com outras pessoas.

 

Por: Gilberto Stunck

Sócio-Diretor da DIA Comunicação


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