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Chega de Desperdício

Você, como eu, já deve ter se perguntado qual o destino das frutas e legumes meio “amassados” ou das embalagens de alimentos com datas de validade por vencer ou recém vencidas

Por | 30/05/2017

pauta@mundodomarketing.com.br

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Segundo os últimos dados da ONU, 108 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar grave em todo o planeta. No Brasil, o IBGE, afirma que mais de 7 milhões de habitantes passam fome. Além disto, existem ainda cerca de 40 milhões que não comem regularmente a quantidade mínima necessária para uma alimentação adequada.

Pensando nesta questão, você como eu, já deve ter se perguntado qual o destino das frutas e legumes meio "amassados" ou das embalagens de alimentos com datas de validade por vencer ou recém vencidas. Idem para sobras de restaurantes a quilo e outros. Como, com tanta fome no mundo, evitar que milhões de toneladas de alimentos sejam literalmente jogadas no lixo. Neste sentido, uma ONG australiana, a OzHarvest, lançou um projeto que merece ser acompanhado com atenção.

Leve sem pagar
O desperdício de alimentos na Austrália custa anualmente US$ 20 bilhões. Os consumidores de lá desperdiçam cerca de 20% dos alimentos que compram. Quatro milhões de toneladas acabam em aterros sanitários e, ao se decompor, emitem metano, gás altamente nocivo à camada de ozônio.

Para tentar solucionar o problema, a ONG acaba de inaugurar uma loja teste, o OZHARVEST Market, localizada em Sidney, que oferece frutas e legumes frescos, pães, conservas, bebidas, refeições congeladas, produtos de higiene pessoal e limpeza. Cerca de 2.500 doadores fornecem à loja, que tem suas prateleiras modificadas semanalmente em função das doações. Agora o mais relevante, tudo exibido na loja pode ser levado pelos clientes sem nada pagar ou mediante a quantia que cada um quiser doar.

Responsabilidades socioambientais
Segundo Ronni Kahn, que administra a ONG, este modelo de autosserviço deveria ser aplicado a outros países. "Toda vez que salvamos comida boa, ajudamos o planeta. Toda vez que usamos estes produtos para a alimentação de pessoas famintas, lidamos com questões sociais. São itens que não podem ser vendidos pelos seus prazos de validade e aparências, mas que ainda estão perfeitamente bons para o consumo".

Esta iniciativa é plenamente replicável. No Brasil existem algumas ações neste sentido, mas que quase sempre usam o mecanismo de recolhimento de alimentos por entidades e a sua distribuição direta, principalmente à população de rua. Outro ponto é que em muitos casos a legislação vigente em cada município não permite que o modelo seja aplicado, ao responsabilizar os doadores por possíveis problemas advindos do consumo destes produtos. Em tempos tão difíceis, seria aconselhável ter mais atenção a esta possibilidade de ajudar a quem tem fome.

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Por: Gilberto Stunck

Sócio-Diretor da DIA Comunicação


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