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Os dados estão seguros nas ações de marketing?

Não é muito difícil lembrar dos escândalos envolvendo roubo de informações em plataformas online. O próprio Facebook é um case recente sobre essa polêmica

Por | 17/06/2019

pauta@mundodomarketing.com.br

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Você já parou para pensar que toda a atividade de marketing vem se transformando no contexto digital e hoje é um terreno extremamente fértil para o trabalho integrado com dados gerados em diferentes frentes de projetos e marcas? Basta um pequeno recorte para uma disciplina promocional como as campanhas de incentivo. Imagine só uma plataforma digital, seja um site, um aplicativo, uma intranet ou uma landing page de uma ação que premia milhões de usuários, seja para um público interno ou externo de uma empresa, e que, para retirar o prêmio, redirecione para um e-commerce que precise de um cadastro com dados completos como, por exemplo, nome, endereço, CPF, RG e telefone. Claro que tudo isso possui um valor imensurável para a estratégia, mas, em paralelo, para a eficiência dela é necessário proteger a guarda e a transação dessas informações contra invasões como tarefa número um, ou pelo menos deveria ser, de quem oferece o benefício.

Não é muito difícil lembrar de escândalos envolvendo roubo de dados em plataformas online. O próprio Facebook é um case. Foram mais de 80 milhões de usuários expostos com suas informações pessoais e mensagens privadas, tudo por conta de uma empresa parceira ter extraído ilegalmente esses elementos do site e vendido para outro fim. Nos últimos tempos casos como esse aconteceram aos montes. Só em 2018 foram descobertos e revelados cerca de 10 vazamentos de diferentes tipos de ferramentas em todo o mundo.

O vazamento de informações pode afetar as pessoas em diferentes esferas como, por exemplo, com fraude de documentos pessoais, quebra de sigilo de senhas, clonagem de cartões entre outras tantas. Além disso, uma invasão em campanhas de marketing (assim como em outros segmentos) pode prejudicar a marca de diferentes maneiras. O que dizer se um indivíduo obtiver a gratificação sem que realmente seja seu mérito? E do risco jurídico e de imagem caso um usuário tenha algum dano causado por essa situação? Pois é! Os interessados nesse tipo de ação promocional, em geral, conhecem o risco, mas confiam que estão protegidos pela empresa por trás da iniciativa. E você, está cuidando disso a partir do botão registre-se?

Todo esse cenário pode ser reprimido com barreiras de acesso, aplicações de inteligência para detecção de dados falsos entre outros dispositivos que evitam o prejuízo da companhia, preservam a integridade dos dados dos usuários e contribuem também para a saúde do ecossistema.

O tema é bastante sensível. Na era "data driven" o maior desafio está sim em um dos pontos de grande discussão recorrente, que é o como transformar o enorme banco de dados gerado em informação e inteligência para guiar os próximos passos. Entretanto, a preocupação com a sua integridade é algo que precede esse debate.

Você, gestor de marketing, é indiretamente, e ao mesmo tempo totalmente, responsável pelo armazenamento e sigilo completo de tudo o que é coletado do usuário na plataforma. Não é atoa que leis como, por exemplo, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entrará em vigor no próximo ano, visam à regulação de como entidades públicas, privadas e até mesmo indivíduos devem proceder no tratamento de elementos sigilosos ou de qualquer outra natureza tanto no âmbito digital quanto no físico.

A versão brasileira foi inspirada no Regulamento Geral de Proteção de Dados (do inglês General Data Protection Regulation, GDPR) vigente na Europa e que regula diferentes pontos do armazenamento de informações de terceiros e que fez diversos sites e aplicativos do mundo todo que possuíam algum tipo de dado de cidadãos europeus alterarem suas regras de uso e alertarem sobre o tratamento de tudo o que fosse informado pelo usuário à plataforma.

E qual a solução para todo esse possível impasse? Bom, em primeiro lugar, sugiro investir em parcerias de qualidade e de total confiança.  Em segundo, ao brifar o fornecedor de tecnologia, deixar claro que a estrutura da plataforma que suportará a campanha de incentivo seja robusta, com a aplicação de diferentes dispositivos e camadas de proteção que defenda o sistema de ações fraudulentas e de invasores. Um terceiro e último ponto, é a solicitação de que a ação já seja construída com base nos princípios da LGPD, para que se precisar estender ou reformular para o próximo ano, já esteja nos conformes. Dessa maneira, as informações da empresa e do público ficam preservadas e o proprietário evita o risco de sofrer imposições legais por vazamento de dados sensíveis, além da crise de imagem da marca.

Por: Gianfranco Zucoloto

CEO da Fullbar, consultoria que auxilia na implementação de tecnologia e cultura digital para os negócios


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