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Mercado

5 segredos das marcas que superam desafios econômicos

Diante do cenário político e econômico, o consumidor começa a apontar a sua preferência por serviços e produtos simples e que de fato, tragam uma solução prática para o dia a dia

Por Gabriel Rossi - 03/07/2017

Mesmo em tempos de crise, há marcas que seguem absolutamente estelares, ou seja, seguem avançando muito à frente dos seus concorrentes, enquanto outras são deixadas de lado pelo consumidor porque não acompanharam algumas mudanças. O público agora parece estar cativado por uma qualidade que reflete a experiência mais excitante, dinâmica e criativa que eles possam ter. Por isso, concentram a paixão e o poder de compra, em marcas especiais que não são apenas diferentes, mas continuam sendo diferentes em estado de evolução constante. E esse poder de diferenciar-se dos milhares disponíveis no mercado é que os mantém na liderança e na memória. 

Devido ao advento das tecnologias sociais e de constantes desafios culturais, políticos e econômicos, o mundo mudou muito rápido, e principalmente o público de interesse das marcas. Vivemos uma época marcada pelo fim dos estereótipos e da construção da identidade. Juventude, por exemplo, para de ser contada por meio da idade, enquanto o termo da vez é idade de espírito. Ademais, através de um diálogo franco e transparente, as empresas e gestores conseguem fazer com que as mensagens transmitidas interpretem, de fato, a força da marca. Assim, a marca terá a sua imagem reforçada e será validada de uma maneira apropriada.

Os princípios fundamentais das marcas vencedoras do século 21 são:

1.Autenticidade
Começa com uma empresa sendo totalmente clara sobre os valores e atributos que sua marca incorpora – e então os comunicando e entregando-os em tudo o que ela faz. Isso é o que uma empresa pode controlar, exceto conversa nas redes sociais sobre sua marca, mas pode conduzi-la.

2.Energia Diferenciada
Não basta ser diferente, se faz necessário continuar sendo diferente. Essa característica recebe o nome de “energia diferenciada” e seus três componentes são visão, que leva a proposta e aspirações da marca, geralmente originada da liderança, das convicções e da reputação da organização. Invenção, dimensão tangível mais importante, que demonstra a marca através de inovação de produto e serviço, design, conteúdo, entre outras experiências táteis de marca e o dinamismo, que explora como se expressar para criar “persona”, emoção e evangelismo através de suas ações.

3.Segmentação por “Lifestyle”
Não é mais possível entender o consumidor pelas gerações e consequentemente idade. As transformações de comportamento acontecem de forma mais voraz e com muito mais frequência. As pessoas com mais idade que acompanham o mundo acelerado em que vivemos e muitas vezes conseguem se adaptar, reconstruindo a própria vida e entorno. A questão referente a classe social também é alterada e pode ser observada pelos padrões de consumo, pois não é algo determinado por diferença de classe, mas sim por afinidade e pessoalidades. A influência não vem mais apenas do topo da pirâmide, ela flui de todos os lados, por isso as pessoas interagem com mais frequência.

4.Simplicidade e Precisão
Diante do cenário político e econômico atual, o consumidor começa a apontar a sua preferência por serviços e produtos simples e que de fato, tragam uma solução prática para o dia a dia ou que sejam criados de maneira cirúrgica para atender aos anseios pessoais. Finalmente notou-se que ser simples não remete ao simplório, mas sim a algo sofisticado por levar em consideração o conceito de sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente, entre outras questões.

5.Princípios Fundamentais
Os alicerces cardinais de marketing e branding são os mesmos, mas o advento das redes sociais e das tecnologias digitais amplificou o que profissionais como Peter Drucker, Theodore Levitt e David Aaker haviam nos mostrado em artigos, livros e na vida real. De forma bastante empírica, como estes pensadores teorizaram, não é possível fazer marcas sem cumprir promessas, sem ter foco e clareza nas mensagens, e sem ser consistente. Muito menos sem ouvir o consumidor. Não é possível esquecermos o legado que estes estudiosos deixaram, ou seja, usar janelas e não espelhos.

Por: Gabriel Rossi

Gabriel Rossi é palestrante, sócio fundador da consultoria em branding digital que leva o seu nome.