A verbalização das marcas | Mundo do Marketing

Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

A verbalização das marcas

Agora marcas são verbos, flexíveis, e precisam evoluir com as comunidades diariamente, criando conexões emocionais fortes e contínuas

Por | 18/08/2011

marketing@mundodomarketing.com.br

Compartilhe

Na era digital nada mais é permanente. O perfil do consumidor muda e o modo como ele enxerga e interage com produtos e serviços também. Já não se pode tratar as marcas como substantivos, fixos e imutáveis, para serem promovidas, ou melhor, transmitidas, via campanhas curtas, egoístas, estáticas, egocêntricas e irrelevantes. Não há mais espaço no marketing moderno, impulsionado por um viés social, para permanecer engessado.

Agora marcas são verbos, flexíveis, e precisam evoluir com as comunidades diariamente, criando conexões emocionais fortes e contínuas, enraizadas e inspiradoras, agindo como facilitadoras de relacionamentos em constante estado de reinvenção, aprendizado e movimento. As empresas que já entenderam este panorama prosperam caminhando e progredindo lado a lado com seus stakeholders.

Importante ponto neste processo são, particularmente, os consumidores das marcas, principalmente aqueles que já são adeptos das tecnologias digitais emergentes há algum tempo. Eles querem ser levados para outros territórios, serem surpreendidos e observar movimento e novidade. Até certo ponto, isso leva a certo desgaste da teoria de posicionamento, propagada por Al Ries e Jack Trout, por conta do avanço da web social.

É interessante algumas marcas que possuem equities enraizados, WalMart por exemplo, encontrarem formas totalmente novas para se relacionar com seus públicos de interesse. Nesse caso, a dificuldade de diferenciação aumenta: quando uma marca tem um equity já muito enraizado, há uma concepção de que já não existem mais histórias a serem contadas.

Dica: esforços em plataformas onde as oportunidades para humanizar a marca são maiores, como o Facebook e o Twitter, devem ser executados com o objetivo de primeiramente transmitir a essência da marca. Se a marca se consolida além do buzz, ou seja, da promoção pura e simples, a confiança do público de interesse e os lucros seguem naturalmente.

Por fim, é importante a consciência de que a tecnologia trata-se apenas de uma commodity de toda esta história. O ponto é aprender diariamente e humanizar o branding, mostrando que há pessoas de carne e osso por trás das marcas. Há também que levar em consideração as características intrínsecas de cada mercado, mas, basicamente, não basta ser diferente na era digital, é necessário ruptura e evolução constantes, numa postura em que nada mais é garantido.

*Gabriel Rossi é estrategista de marketing, e comanda a equipe da Gabriel Rossi Consultoria e tem passagens por instituições como Syracuse/Aberje, Madia Marketing School, University of London e Bell School.

Por: Gabriel Rossi




Comentários

Artigos do autor:

Os Fundamentos do Marketing Eleitoral em 2018

Branding do século 21: É Hora de Avançar

5 segredos das marcas que superam desafios econômicos

O Publicitário e profissional de marketing marxista

Extensão de marca: mitos e verdades

Empreendedores de Palco. Entenda como o setor do sonho funciona

Donald Trump e seu House of Cards

Economia Colaborativa, Uber e o Mercado Financeiro

As marcas precisam sair de cima do muro

"Novo normal" e a China: Um olhar pela ótica do marketing

Serão necessários vários anos para Petrobras recuperar a credibilidade

Como gerenciar marcas vencedoras durante a má fase econômica

Reserva e os patrulheiros de plantão

O líder charme e o inocente: arquétipos das marcas

Marketing pessoal, charlatões e os missionários digitais

O Marketing exposto no museu

IPO do Twitter não é suficiente para garantir sua estabilidade

O Marketing vai muito bem, obrigado, senhor Kevin Roberts

Chega de graça

A hora e a vez das mulheres

O passado como ferramenta do presente

Irene e o Marketing

As duas faces do Marketing de políticos eleitos

O Marketing da diversidade

Ainda não é a vez da China

Locaweb e as pragas do Egito

Reposicionando seu concorrente

A mamata acabou: bancos, bem-vindos ao mundo novo

Alice, este não é o País das Maravilhas

Marketing, branding e o fim do mundo

Eleição sem internet, mais uma vez

Lugar de guru e charlatão é fora do Marketing

Em defesa do Marketing

Sociografia: um novo conceito de análise para as marcas na internet

Ano Eleitoral. Marketing político digital é coisa séria

A verbalização das marcas

Eleições 2012: É hora de desmistificar o case Obama

Estado Digital e os webdesafios de Dilma Rousseff

A estratégia de Ben Self terá sucesso no Brasil?

Mídias sociais: o debate precisa desesperadamente evoluir

O real glamour do branding digital

Uma conversa com Denise Lee Yohn sobre branding moderno

Dança frenética do branding e o pensamento de VanAuken

A Bolha da Marca na Era Digital



Acervo

Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss