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Do luxo ao lixo

Ninguém suporta mais ficar pendurado em uma marca, sem se relacionar com ela. Ficamos ávidos por alguém que passe e nos leve. Por isso, cuidados com seus clientes

Por | 05/05/2014

fernando@fmarketing.com.br

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Passei alguns dias de abril em Paris. Das inúmeras atitudes e hábitos dos franceses, uma me chamou particular atenção. A mulher entra no metrô, acomoda-se e coloca a bolsa no chão. Nos bares, no happy hour, os homens afrouxam a gravata e repousam o casaco na cadeira, meio caído no chão. Cansei de ver Chanel, Vuitton, Zegna abandonados em meio a pisos nem sempre limpos. Que desapego é este?

Dizem que o europeu delimita muito bem a fronteira entre o público e o privado. Roupas cotidianas não entram no closet e a cena dos sapatos na varanda é habitual. Nesse contexto, trazer sujeira para casa não oferece riscos. A poluição fica fora da casa. Mas uma Fendi? Na varanda? Sei não. Preciso pensar melhor sobre isso.

Levamos uma vida para conseguirmos uma peça de grife. Algo diferenciado e capaz de chamar a atenção de quem conosco convive. E quando conseguimos, temos esse desleixo na manutenção? Dias desses, visitei uma loja na qual compro há anos. Me irritei com o atendimento.

Sempre me enviam cartas, convites e catálogos dizendo como sou especial a eles, o famoso "Venha, você é muito importante para nós". Quase um cliente de "grife"
E quando acredito na promessa e vou até a loja, me sinto assim, meio "no chão".
Por que será que o espaço entre a comunicação prometida e o atendimento oferecido é tão amplo?

Estou certo de que as Marcas investem muito na conquista de clientes. Por que não cuidam mais da manutenção dos antigos? Penduram-nos nos armários as metas a serem atingidas, mas nunca nos lembramos de nos conservar vivos e despertos. Vi várias Guccis jogadas nos trens em Paris. Suas donas, meio entediadas, liam revistas, talvez interessadas em novos modelos da próxima estação.

Fiquei apreensivo com a fragilidade da situação e com o fato de que a qualquer momento, alguém poderia levar a bolsa embora. Com os clientes isso é mais fácil de acontecer. Ninguém suporta ficar pendurado em uma marca, sem se relacionar com ela.

Ficamos ávidos por alguém que passe e nos leve. Por isso, cuidados com seus clientes e pertences de mão. No Brasil, tudo some bem mais rápido.


 

Por: Fernando Adas

Diretor de atendimento e planejamento da FM - The Fine Marketing. Com mais de vinte anos de experiência nas áreas de Marketing Direto e Comunicação Dirigida, tem formação acadêmica iniciada em Comunicação na ESPM/SP e especializações em Marketing Direto pela FGV/SP e pela Universidade de Toronto, no Canadá.É um especialista em Comunicação de Varejo e Projetos de Atendimento e Relacionamento em Marketing Direto e acredita que o relacionamento é chave fundamental de conquista e fidelização de clientes. Site: www.fmarketing.com.br E-mail: fernando@fmarketing.com.br


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