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Como sua marca usa as Redes Sociais?

Redes Sociais, são, em primeiro momento plataformas de relacionamento, onde pessoas entram para se relacionar com outras pessoas, e muitas vezes, com marcas

Por | 22/01/2020

felipe@felipemorais.com

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Em 2010, quando fiz um curso de Inteligência de Redes Sociais, na FGV, me lembro que o professor, o grande Marcelo Coutinho, falava sobre a palavra socializar, presente no conceito de Redes Sociais, onde o objetivo central de uma rede é ser uma plataforma digital que reúne pessoas com um objetivo em comum. Os grupos do Orkut iniciaram isso, o Facebook veio com as Fan Pages de marcas e temas, reforçando esse conceito. Hoje, o Facebook tem gasto algum dinheiro em publicidade, até em TV, para reforçar que na plataforma há um "grupo que é a sua cara". Redes Sociais, são, em primeiro momento plataformas de relacionamento, onde pessoas entram para se relacionar com outras pessoas, e muitas vezes, com marcas. Não é mais um canal de mídia para vender produtos e serviços. Esse lado de usar as redes só para mídia sempre me incomodou.

Na época do curso, estávamos ainda apreendendo sobre o conceito de Redes Sociais. Por mais que elas tenham entrado em nossa vida em 2004, era ainda tudo muito novo e com grandes mudanças: o Facebook havia acabado de passar o Orkut em número de usuários no Brasil, o Instagram era algo que pouco se ouvia falar, o Twitter tinha sua relevância, Pinterest estava iniciando e LinkedIn ainda era apenas uma plataforma de empregos online. Até o Google Plus era usado. Estava tudo muito novo. O WhatsApp não era nem comentado e o YouTube já tinha uma relevância alta. O Google tentou algumas alternativas para barrar o Facebook e todas morreram, sendo a rede de Mark Zuckerberg a vencedora da batalha, sendo essa a grande mudança do cenário na minha visão, junto com a chegada do Instagram, que não deu espaço para Pinterest e Google Fotos crescerem.

Como as marcas usam?

Não há como desprezar o fato de mais de 110 milhões de pessoas terem conta ativa no Facebook e praticamente 90% usar com frequência, entretanto, quando estudamos comportamento do consumidor, entendemos que é preciso conversar com ele no momento em que ele está propenso a ouvir a mensagem a ser passada. Impossível também, ignorar que o Facebook, com uma segmentação precisa, traz resultados muito interessantes em vendas para as marcas, isso é um fato que não se discute, mas o que proponho nesse artigo é uma reflexão: é só mídia?

Mídia não é Rede Social

Uma pergunta que sempre faço em sala de aula é: alguma pessoa, no auge da sua lucidez, senta no sofá, liga a TV, e pensa "bom, deixa eu ver quais comerciais estão passando no SBT agora". Alguém faz isso? Se a resposta for não, parabéns, você acertou!

As pessoas ligam a TV para ver o conteúdo, o seu programa favorito. Não o anúncio. Se uma dona de casa, na faixa dos 45 anos, classe C senta, às 17h, para descansar depois de um domingo corrido querendo relaxar, ela não quer ver a propaganda da sua marca, ela quer ver o Silvio Santos! A propaganda ela vai ver de forma obrigatória, aliás, em época de Redes Sociais é esse o momento em que ela vai se distrair em seu celular, não prestando atenção naquela ideia super criativa que a agência teve.

O que precisa ser mudado?

Talvez você esteja lendo esse artigo e pensando que estou totalmente errado, afinal, as agências estão cada vez mais trazendo pessoas de conteúdo para seus times, até as empresas estão fazendo isso, entretanto, o que mais estamos vendo são conteúdos criados com foco única e exclusivamente para venda. Pode não ser um anúncio com preço, mas é um apelo totalmente vendedor. O consumidor cansa disso!

Tendência

Em 2019, eu assisti a um curso da SemRush que mudou totalmente a minha maneira de enxergar as Redes Sociais no Brasil. Eu sempre me incomodei com a forma com a qual as marcas fazem ações no Brasil, sempre o foco é vendas, quando na verdade, Rede Social é para socializar. Então, no estudo da SemRush mostram como tendência, algo que eu sempre acreditei ser o objetivo de uma Rede Social, quando penso como as marcas precisam se posicionar. A palavra de ordem não é engajar, mas sim, inspirar! Quando marcas inspiram, elas automaticamente engajam, se relacionam, tiram dúvidas e efetivamente vendem.

Nike e Montblanc

O estudo da SemRush mostrou a Nike como case. Ao entrar no perfil da marca, no Facebook, é nítido ver o que a Nike oferece, a inspiração para fazer algo a mais, o algo além, no esporte, de preferência que dê prazer a quem pratica esporte. A Nike está fazendo o que as marcas deveriam fazer, trazendo seu posicionamento para a comunicação, não apenas como assinatura, mas o Just do It como movimento, como algo que inspire as pessoas a fazer mais.

A Montblanc é a minha marca favorita, entre todos os segmentos, e por isso, eu a sigo. Seus posts não tem nada de venda, mas sim de inspirar as pessoas a serem elegantes. Os posts geram um desejo dos produtos muito interessante. Dificilmente você vai olhar um post da Montblanc no Instagram e achar ele feio, ele tem qualidade, assim como os produtos. A comunicação, para quem não sabe ainda, precisa traduzir o que o produto promete. Uma caneta que pode custar 15 mil reais, não pode ter um post que não traga a elegância, exclusividade e qualidade na sua construção.

As vezes, é preciso fazer o que aprendi no curso do meu amigo Marcos Hiller "ao invés de fazer 10 posts por semana, se concentre em fazer 3, mas com altíssima qualidade, principalmente nas fotos". Afinal, são elas que vendem!

Por: Felipe Morais

Felipe Morais é sócio da FM Consultoria e professor na ESPM, FGV, Senac, Metodista, Belas Artes e USP. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Somos Educação) e Transformação Digital Como a inovação digital pode ajudar no seu negócio para os próximos anos (Somos Educação)


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