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CES 2017 – Você está pronto para o que vem por aí?

Tudo passa pelos conceitos que são muito falados e pouquíssimo usados: inteligência artificial, mobilidade, internet das coisas, omnichannel e por que não geolocalização?

Por | 11/01/2017

fmorais@aatb.com.br

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Mal começou 2017 e já vimos uma série de novidades que já estão mudando o mundo. Infelizmente, este ano, eu não pude estar na maior feira de interação e conectividade do mundo - o CES (Consumer Eletronic Show), em Las Vegas -, mas já me programei para estar em 2018! Como curioso que sou, li muitas matérias e postagens de pessoas e portais que lá estiveram. O objetivo deste artigo não é simplesmente repassar o que li, isso está disponível para qualquer um, mas, como um bom planejador, provocar o pensamento de como podemos usar essas inovações nas estratégias digitais e ir além da mídia on-line. Também selecionei o que achei de melhor, mas tem muito mais nessa feira. Só selecionei o que acredito estar dentro de conceitos que defendo como futuro próximo da comunicação e do marketing, não apenas digital, pois a convergência é uma realidade.

Um dos pontos que chamou a atenção foram os drones - os que cabem nas mãos e os que podem transportar uma pessoa por quase 1 hora. Como será o trânsito em São Paulo daqui a 10 anos? Nas ruas e nos céus? Um patrocinador de um grande show pode transmitir em seu site ou fanpage via drone ao vivo? Grandes shows têm limite de público, na web, não (se o servidor aguentar, claro). A Amazon já testa entrega com drones. Mas só entregas? Segurança com drones? Ações de marketing que drones podem jogar amostras de bronzeador nas praias?

O mixed reality é algo mais próximo de ser usado pelas empresas no Brasil ainda em 2017. Uma junção da realidade virtual e realidade aumentada que proporcionam uma melhor experiência para o consumidor. Como será vender um carro que você pode fazer um test drive sentado na mesa do vendedor? Como será, para professores, dar aula sobre Napoleão Bonaparte; e os alunos estarem em pleno campo de guerra? Como será vender um pacote turístico para Fortaleza quando o cliente poderá sentir, efetivamente, como é estar lá? Como usar isso para a cliente olhar um vestido na loja virtual e literalmente se sentir dentro dele? O ZenFone AR, da Asus, já vem com essa tecnologia, em parceria com o Google. Ambientes on-line e off-line cada vez mais integrados.

Um segmento que precisa ser reinventado é o dos automóveis, que chamou a atenção. Já vivemos uma nova realidade: 2016, o Uber colocou nas ruas carros autônomos; e a inteligência artificial está cada vez mais presente em nosso dia a dia, e nos carros ela já é uma realidade. A Honda apresentou um conceito em que o carro vai interagir com os humanos de acordo com o seu comportamento. Câmeras e sensores vão entender como o motorista está e gerar uma conversa com ele. Vamos a um exemplo que hoje é futurista, mas em breve será "tolo":

O motorista com fome, passando pela Avenida Paulista, às 13h. O carro, por meio de análise de comportamento no digital como um todo - BigData -, entende onde ele mais gosta de comer. Como está logado no carro e, consequentemente, no Google, o sistema sabe os sites que mais pesquisa, mais vê e o GPS aonde ele mais vai. Isso já é realidade HOJE! O carro, então, liga e reserva uma mesa. Calculando o tempo que o prato fica pronto versus o tempo que o motorista vai chegar, já faz o pedido. E se isso for usado com o supermercado? Se esse tiver uma inteligência como a Amazon mostrou, de supermercado sem caixa? O carro se conecta com a casa, vê o que falta, se conecta com o supermercado, faz as compras, o meio de pagamento, faz o pagamento e o motorista só pega as compras ou manda entregar em casa. E tudo isso sem que o motorista esteja dirigindo o carro - que não mais usa combustível. Os carros elétricos com potência similar a Ferrari, Porsche e Lamborghini já estão sendo desenvolvidos. Mas, tudo isso pode acontecer em uma moto também. A Honda apresentou a tecnologia Riding Assist, que não deixa a moto cair. Para essa moto ser autônoma como os carros, não vai demorar muito tempo.

O que achei mais legal são as casas cada vez mais inteligentes. O que comentei acima do carro se conectar à casa não é nenhuma viagem depois de ver o desenho dos Jetsons. Cada vez mais, as casas se tornarão inteligentes com o uso da internet. Internet das coisas está por trás dessas casas cada vez mais inteligentes e autônomas. E não estamos apenas falando de geladeiras com acesso à internet para você assistir a uma receita no YouTube ou do aspirador de pó que liga sozinho pouco antes de você chegar em casa. Isso é simples e já não é novidade. A Bosch tem o Kuri - um assistente doméstico que pode gerenciar toda a casa. Seu celular, via ligação WhatsApp ou aplicativo, conversar com o Kuri não é nenhum absurdo.

Coway lançou o colchão inteligente que vai analisar postura, batimentos cardíacos e ciclo de sono. E pela manhã, apresenta a você um relatório. Quantas mortes poderão ser evitadas por infarto fulminante durante o sono? O colchão vai entender um comportamento fora do padrão e ligar para a ambulância automaticamente. A pessoa acordará com o regaste e talvez com a vida salva. Tecnologia não é apenas para vender.

A LG apresenta a linha de eletrodomésticos que aprende com o comportamento das pessoas. Google e Amazon se juntaram para desenvolver a tecnologia DeepThinQ, presente no aparelho. A geladeira pode fabricar mais gelo dependendo do horário que as pessoas mais consomem, como também pode avisar se a geladeira precisa de algum produto, fazer a compra e esperar apenas o "ok" do consumidor para efeturar o pagamento. Compras entregues na residência. Você apenas dá um "ok", e a inteligência artificial faz todo o resto. A TV pode ligar na hora do jogo do seu time ou passar o desenho que seus filhos mais assistem no domingo, às 9h, no Netflix ou YouTube.

Salas 360º onde você poderá assistir aos jogos como se estivesse dentro do campo ou da quadra. Uma grande evolução do home theater, febre nos anos 2000, que hoje é cada vez mais item básico na casa das pessoas. Fones, óculos. Mixed reality. E você vê o seu time fazendo um gol como se estivesse no estádio, mesmo que o jogo seja no Japão, aliás, você poderá "comprar" ingresso para essa experiência.

No final, na minha visão, tudo passa pelos conceitos que são muito falados e pouquíssimo usados: inteligência artificial, mobilidade, internet das coisas, omnichannel e por que não geolocalização? E como disse o CEO da Mercedes-Benz: "A experiência é o novo marketing". Pense nisso.

Por: Felipe Morais

Planejamento Digital da Innova






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