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Como a Like Store pode mudar o e-commerce?

Em termos de vendas, o Facebook tem o poder de aumentá-las

Por | 21/06/2011

fmorais@aatb.com.br

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Por Felipe Morais*

Não é novidade para ninguém que o Facebook está na onda do Google em "vamos dominar o mundo", assim como não se duvida muito desse poder. Afinal, o Facebook já seria o terceiro maior país mais populoso e com faturamento maior do que muitos países. O Google, na minha opinião, está se perdendo um pouco no fato de querer abraçar o mundo. Ok, quem sou eu para falar algo contra o gigante da web que em 12 anos se tornou uma das maiores empresas globais, mas eu acho que se eles focassem em busca o seu negócio seria ainda mais rentável. Tentaram um blog e perderam para a plataforma Wordpress, tentaram um mensageiro e o MSN domina, tentaram uma Rede Social e perdem para o Facebook, que aliás é o tema desse artigo.

O Facebook cresceu como uma plataforma de relacionamento e acredito que não vá fugir muito disso, porém, relacionamentos não são feitos apenas entre pessoas que buscam outras pessoas para namorar ou casar. Empresas podem - e devem - se relacionar com seus consumidor e a partir desse relacionamento, pensar em vendas. Como sempre falo em aula e palestras, o relacionamento é o que gera vendas. Cerca de 50% das pessoas compram pela web em sites que confiam. Quando a B2W era uma empresa 100% confiável, muitas pessoas fizeram a sua primeira compra em uma das suas empresas. Era a maior, a que mais anunciava e amigos já haviam comprado pelo menos um CD lá. Não tinha muita concorrência também. Hoje o cenário mudou muito, mas esse é um assunto para um próximo artigo.

O parágrafo acima foi apenas para dar a introdução de que relacionamento é o que gera vendas, pois quando nos relacionamos com uma marca é porque nos identificamos, amamos e confiamos. Eu, por exemplo, compro uma lata de Coca-Cola sem o menor problema, pois confio que naquela lata terá um produto de qualidade, com o qual me identifico, gosto, confio e até defendo quando falam mal. Você deve ter alguma marca assim também.

Repararam quantas vezes eu citei relacionamento, confiança, identificação? O motivo é simples, se estamos falando de Facebook, não podemos deixar esses itens de lado, pois é isso o que as pessoas buscam nele. Nem só relacionamento amoroso, mas profissional, por causa do time de futebol, da praia que frequentam ou mesmo por ser da mesma empresa. Redes Sociais são agrupamentos de pessoas por interesses comuns.

Quando uma empresa opta em fazer uma ação no Facebook, ela precisa buscar os conceitos acima. Se bem buscados, com certeza conseguirá gerar vendas, e vendas não mais tendo o Facebook como mídia e sim como mídia e plataforma de vendas. E vendas diretas. Dentre as siglas que o mercado gosta, estamos vendo o crescimento do F-Commerce, ou seja, o comércio pelo Facebook. Algo que o usuário já descobriu a tempos, mas que agora as marcas estão começando a entender, criar lojas customizadas e tendo ali um canal de vendas com o potencial de 600 milhões de compradores (certo que no Brasil temos apenas 18 milhões de usuários).

O que pode mudar no e-commerce com isso? Em termos de vendas, o Facebook tem o poder de aumentá-las. Mais pessoas confiando no Facebook, maiores as chances de novos compradores, novos "entrantes". Para a concorrência, a ameça do Facebook se tornar um canal maior que a B2W, Nova.com e Máquina de Vendas em termos de faturamento, mesmo que essas lojas fatalmente estejam presentes aqui. Para o usuário, uma forma das lojas aprenderem que o relacionamento é vital para aumentar vendas!

*Felipe Morais é publicitário, professor, palestrante e escritor. Especialista em Planejamento Estratégico Digital, autor do livro de mesmo nome.

Por: Felipe Morais

Felipe Morais é sócio da FM Consultoria e professor na ESPM, FGV, Senac, Metodista, Belas Artes e USP. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Somos Educação) e Transformação Digital Como a inovação digital pode ajudar no seu negócio para os próximos anos (Somos Educação)


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