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E a Transformação Digital chegou à Aprendizagem

A tecnologia se tornou aliada e atuou ajudando o ensino a ter grandes avanços, como, por exemplo, aplicar as ferramentas disponíveis (sem deixar de criar modelos) como método de avaliação diagnóstica.

Por Fátima Bana - 22/03/2021

Em 2020, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), cerca de 400 milhões de estudantes, o equivalente a 91% dos alunos em todo o globo, tiveram sua forma de aprender impactada pela pandemia, levando ao Ensino a Distância (EaD). O uso consciente da tecnologia, sem dúvidas, é o que hoje possibilita o acesso à educação. Esse cenário trouxe para as edtechs (empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para a oferta de serviços relacionados à educação)  novas oportunidades de crescer e de ganhar ainda mais espaço no mercado, com tecnologias que, de fato, se mostram eficientes em todo o processo de ensino.

Nos últimos 5 anos atuei muito em neuro aprendizagem, universidade corporativa e treinamentos para times internos e externos, sempre usamos o EAD para isso, porém durante a pandemia muitos passaram a entender que o online realmente nos da mais produtividade e a necessidade de reciclagem e também passar a se preparar online virou rotina.

Com o EaD, as instituições de ensino e empresas se viram obrigadas a pensar em como avaliar o nível de aprendizado das turmas que estiveram longe das salas de aula por tanto tempo ou times que precisaram ser treinados para uso de tecnologia, precisaram mostrar o aprendizado. 

A tecnologia se tornou aliada e atuou ajudando o ensino a ter grandes avanços, como, por exemplo, aplicar as ferramentas disponíveis (sem deixar de criar modelos) como método de avaliação diagnóstica. Essa avaliação é fundamental para saber o que deve ser melhorado, quais conteúdos devem ser revistos e como planejar as próximas atividades de forma assertiva.

A tecnologia faz com que professores e alunos (se bem aplicada) economizem mais de 20% do seu tempo, segundo o relatório de pesquisa colaborativa feito entre a Microsoft e a Education Practice da Mckinsey & Company. Porém temos um novo perfil de docente e consumidor desse conteúdo – estamos vendo uma transformação da mentalidade nessa nova realidade. Atualmente recursos não faltam, temos salas virtuais, quadros de ensino virtuais, apps – tudo para ajudar no engajamento desses consumidores e o desafio de aliar as estratégias cognitivas de aprendizagem ao desenvolvimento das competências ganhou fortes aliados.

Porém, com tantas ferramentas, durante a pandemia no ensino remoto emergencial, tivemos muitas dificuldades evidenciadas pela emergência e a nossa pouca importância nesse setor antes da “água empurrar para nadar”.

Hoje na rede publica de ensino e para grandes empresas – o desafio é mobile – a maioria dos brasileiros tem acesso a e-mails e internet em geral pelo celular. Desktop ou notebook são luxos, fora das grandes metrópoles e muitas vezes até nelas, em suas regiões periféricas.

Temos muito a avançar se o objetivo é ter um país digital, lembrando que quem se digitaliza, aprende mais e se torna um consumidor mais inteligente, não só de conteúdo instrucional, mas também do consumo em geral.

Estamos em transformação da aprendizagem e isso não é um fim, mas um meio, estamos em processo e isso não para por aqui, mudanças virão e adaptações também. Sejamos bem-vindos ao futuro, aqui e agora.

Por: Fátima Bana

Mestre em comportamento digital do consumidor pela UCLA/USA e Executiva de Marketing digital e e-commerce