Artigos

Publicidade
Publicidade
Planejamento Estratégico

O que podemos aprender com a marca Anitta?

De cantora a empresária, artista é um case de sucesso para o Marketing

Por Fabio Milnitzky - 28/07/2022

Definir Anitta tem sido quase que um desafio. A carioca de apenas 28 anos surgiu como funkeira em meados de 2013. Nove anos depois, contrariando as apostas de muitas pessoas, que a julgaram como mais uma artista de carreira meteórica, além de ser a primeira cantora brasileira a conquistar o topo da parada global do Spotfy com o hit Envolver, Larissa de Macedo Machado faz parte do conselho administrativo do Nubank, é chefe de criatividade da Beats, marca da Ambev, lançou recentemente um curso de empreendedorismo em parceria com a Estácio e anunciou no fim de maio ter se tornado sócia investidora da Fazenda do Futuro, startup que fabrica proteínas a base de vegetais (plant based). 

Se no passado Larissa enfrentou alguma dificuldade por falta de dinheiro, Anitta passou por cima disso com maestria. Ela aparece na lista da revista Forbes entre os cantores mais ricos do mundo, com uma quantia estimada em R$ 550 milhões. “É muito claro como o marketing pessoal pode elevar um artista ao patamar de marca cultuada (cult brand).

Anitta é militante de muitas causas e se expõe em negócios dos quais se identifica com o propósito e valores. Ela estudou marketing e usa isso muito bem a seu favor. Consistência, autenticidade e relevância”, explica Fábio Milnitzky, CEO e fundador da iN, empresa de gestão de marcas.  

Para Fábio, o fato de Anitta criar estratégias que expandem sua exposição, evidencia o fato de grandes empresas buscarem incluir a artista em seus negócios. “Anitta passou a ser conhecida no mundo inteiro através de músicas gravadas com artistas populares de outros países. Ela chamou isso de ‘co-branding’ e essa fórmula foi bastante assertiva. Sua formação em administração aliada a uma carreira em ascensão mostra o quanto ela é competente no que faz e que sabe traçar planos para alcançar seus objetivos. Quem não quer uma colaboradora de sucesso?”, pontua. 

Nomear artistas para cargos estratégicos tem sido mais recorrente, o que mostra uma ruptura da visão de que apenas executivos ocupem tais cadeiras. “As organizações precisam acompanhar o mercado, inovar, trazer mentes brilhantes para formarem seus times. Se determinado artista possui conhecimento profundo de um setor, entende o que os consumidores querem e conhece o mercado, por que não? Além de serem ótimos influencers, pois conversam com o público”, diz Milnitzky. 

Para chancelar o poder da marca Anitta, ela recentemente foi homenageada com uma estátua no museu de cera de Nova York, sendo a primeira cantora brasileira a ser eternizada pelo Madame Tussauds. 
 

Por: Fabio Milnitzky

CEO da Consultoria Estratégica IN