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O melhor caminho para prever o futuro é desenhá-lo

Elza Tsumori, presidente da Ampro, escreve sobre como superar a crise

Por | 11/03/2009

mkt@mundodomarketing.com.br

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Por Elza Tsumori*
 
Para inaugurar minha colaboração no Mundo de Marketing escolhi comentar meu lado ideal de vida que alimento há algum tempo (pelo menos para mim) e agora nada mais atual.

Senão vejam. Nas diversas opiniões de economistas e comentaristas sobre esta crise dos Estados Unidos diz-se que ela começou há muitos anos e hoje afeta as grandes economias com feridas estruturais profundas e letais. Então é fácil concluir que esta crise é por conta de uma economia velha e o monstro criado lentamente começou a engolir seu criador em rápidas bocadas. 

Outro comentário vem de sociólogos, psicólogos, antropólogos, ambientalistas, filósofos e demais não incluídos aqui, sobre o atual momento da nossa sociedade. Fala sobre a crise de boas práticas; do respeito à Natureza; da corrupção humana; das doenças psicológicas oportunistas; do escapismo virtual e da criação subliminar desenfreada de demanda fictícia de mercado. São as distorções e exageros da mesma velha economia que afetam a verdadeira razão "do que" precisamos e "por que" precisamos para viver bem. Isso leva muitos a uma prática perigosa de flexibilidade ética e moral. 

Depois deste preâmbulo, vou ao ponto, começando com um ditado popular: As aves da mesma espécie se "embandam". Uma forma simples de dizer como se criou a crise mundial que vivemos e porque temos a grande oportunidade de mudança.

Eu tenho a firme crença de que nós, os empresários e profissionais da área de comunicação no Brasil, possuem um poder muito grande de serem os co-artífices da mudança para um novo mercado factível e gratificante. Neste espectro de comunicação, os profissionais que atuam na área de Marketing Promocional possuem mais ainda este poder que precisa ser lapidado, estudando e pesquisando mais o mercado brasileiro. Principalmente os seus aspectos sociológicos e antropológicos, juntamente com a teoria da comunicação e gerenciamento, para que tenham a estatura e a capacitação de atuar sobre a grande ferida aberta por esta crise da humanidade.

A minha proposta é atuar na mudança do resultado de duas formas simultâneas: no curtíssimo e no longuíssimo prazo.

:: Cuidar da circulação de dinheiro na classe média estendida no curto prazo.  O momento pede escoamento de produtos e serviços mais básicos (mas com diferenciais de custo/benefício e não somente preço) e minimizar o efeito catastrófico da crise que afetará população e para isso é necessário as ferramentas de "push/pull" de produtos. Os nossos clientes fazem a sua parte com a empregabilidade e criação de produtos mais adequados ao momento. E nós entramos com as ferramentas de promoção para ajudar na tarefa da comercialização, retorno do investimento e geração de mais riqueza.

:: Cuidar da formação de mão de obra, criar produtos/serviços conscientes. De forma permanente. Os clientes deverão criar novos interesses e demandas com tecnologias inteligentes e sustentáveis. Isso vai criar uma nova moda e valores pelos processos mais integrados e saudáveis no modelo "ganha-ganha-ganha". Nós atuaremos na vida útil do produto e serviço, com tantas formas de informar, formar, educar e criar mercado promissor para este formato de negócio.

:: A força do engajamento e a união de inteligência. Nós atuamos em toda a trajetória do produto ou serviço do nosso cliente. Vai da criação de uma marca; um produto; uma embalagem; um kit de vendas; um broadside; uma mensagem; uma promoção de venda; um evento; um stand; um incentivo; um programa de relacionamento e assim por diante. Tudo isso poderá ser dirigido aos colaboradores, formadores de opinião, governantes, clientes, distribuidores, varejistas e consumidores. Nós não precisamos discursar, pois temos como obter melhor resultado em toda a cadeia. Para isso é necessário termos mais união e atuação conjunta.

Devemos ter a consciência de como o nosso país é importante e oportuno mundialmente neste momento. E o nosso setor é importante demais para não sermos no mínimo um exército de fenix na construção de um novo mercado, sem destruir nada, somente criando, desenhando. Vamos trabalhar neste contexto daqui pra frente, muito mais como designer deste futuro. Se cada um de nós sairmos da zona de conforto, com certeza em breve estaremos colhendo os frutos. Só não podemos deixar passar mais esta oportunidade.

A propósito, a frase "o melhor caminho para construir o futuro é desenhá-lo" foi de Richard Buckminster Fuller (1895-1983) um visionário, designer, arquiteto, poeta, autor da cúpula geodésica (ex: cúpula da Expo 67 de Canadá).

* Elza Tsumori é Desenhista industrial, sócia diretora da Cia Ativadora de Negócios, Presidente da Associação de Marketing Promocional - Ampro - e escreve também em seu Blog www.infinitosapontamentos.blogspot.com.

Por: Elza Tsumori




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