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A diferença no olhar

Elza Tsumori escreve sobre os seus quatro anos à frente da Associação de Marketing Promocional

Por | 08/12/2009

mkt@mundodomarketing.com.br

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Por Elza Tsumori*

Hoje eu estou escrevendo sobre uma experiência pessoal. Ou melhor, sobre os quatro anos que fizeram a diferença na minha vida. Foi numa tarde fria de agosto de 2005... Eu estava fazendo mais uma sessão de fisioterapia para curar um pulso quebrado numa queda estúpida na minha casa. Olhava esse meu pulso, lembrava da estafa dos anos trabalhados sem férias de fato e a promessa feita no hospital: "vou desacelerar o ritmo de trabalho e quem sabe, retomar aquele curso de pós-graduação que parei recém formada".

Por isso eu não queria mudar os meus planos. Mas algo me intrigava e mexia comigo de forma diferente naquele dia... Eu havia me afastado de um cargo na AMPRO no ano anterior. Então, por que os meus amigos estavam me chamando tão insistentemente para voltar? E mais, assumir a direção da AMPRO? E por que naquele momento da minha vida? O que eu iria ganhar?

Isso foi no final de inverno de 2005. Mas não era só aquele dia. Já se passavam meses de conversas que sempre acabavam com um "não" da minha parte. Já tinha percebido que o nosso setor estava crescendo desordenado e ninguém daqueles que me incentivavam queria ou podia exercer este papel que o momento exigia. E eu não queria esta tarefa difícil e trabalhosa. Porque eu mesma havia escrito num folder da AMPRO em 99 que "a AMPRO seria do tamanho que os seus associados quisessem" para provocar os nossos associados a se unirem e agirem.

Mas naquela tarde algo me fez deixar de lado meus planos pessoais para me dedicar à associação. A vontade de desafiar o futuro que eu mesma havia traçado e a crença de que nada acontece por acaso. E quando finalmente conversei com meu sócio e aceitei o pedido de me tornar candidata a presidente da AMPRO eu ainda não sabia que naquele momento estava dando vida e voz para um aspecto da minha personalidade adormecida desde os tempos que fiz o meu teste vocacional aos quinze anos. E por que eu digo isso? Porque descobri aos poucos que a grande diferença entre ser um empresário e dirigente de uma entidade está na mudança do seu olhar sobre o mundo.

Algo interior de si precisa se desapegar do meu e passar para nós. Neste momento você percebe que muda a "largura do seu olhar" sobre o Negócio e a "profundidade do interesse genuíno em servir à sociedade onde vive".

É preciso ampliar muito mais a visão e aguçar a sensibilidade para entender o que se passa dentro e fora da sua entidade e harmonizá-los com sabedoria nas horas de crise, pois o dirigente muitas vezes terá que tomar uma decisão solitária, sob pressão e arcar com a consequência. E se não tiver esta carga profunda no seu ser, o medo poderá turvar a sua mente nos momentos de tensão.

Outro aspecto importante é basear as suas atitudes na crença do Amor e da Justiça. Para mobilizar as pessoas é necessário buscar projetos que realmente façam sentido à sua comunidade. É preciso ter uma razão e necessidade de existir para a maioria. É preciso crer que podemos mudar radicalmente o curso de uma história. Se não houver grandeza e elevação de nível de consciência, não haverá perpetuação.

Aprendi lendo e faz sentido nunca usar o Poder para convencer e sim o Amor para conquistar. Com isso, se alguma vez precisar endurecer na sua decisão será sempre para ser o mais justo possível com as pessoas e as causas.

É preciso manter acesa a chama da motivação interna das pessoas da sua equipe e para isso é necessário dar chance para cada um da sua equipe mostrar o seu talento e a sua importância na criação coletiva. Assim, todas as realizações da AMPRO são resultantes do trabalho coletivo de Amor. Todos nós somos um, mas acreditamos no que criamos e ficamos felizes em fazê-los acontecer juntos. Discutimos muito, mas sempre prego a união e o Amor entre as pessoas.

E assim não vou citar aqui as muitas realizações que já comunicamos. E nem vou enumerar as que ainda não conseguimos alcançar. Só sei que chegou o momento de mais uma reflexão, em agosto de 2009. Depois daquele agosto de 2005 já se passaram quatro anos. E decidi novamente pelo coletivo em detrimento do meu desejo pessoal. Mas desta vez foi mais tranquilo decidir, pois foi para honrar o compromisso com a equipe e acreditar no "rito de passagem" de uma geração para outra. Para as pessoas que gostam de trabalhar em equipe e pretendem deixar um legado para a sociedade, eu tenho certeza que entenderão o que eu estou dizendo.

E, por fim, quem doa seu tempo e trabalho ao próximo vai descobrir que fez bem a si mesmo. E nada se perde no tempo e no espaço. Pois os instantes vividos estarão impregnados no meu coração, carregando pelo resto da minha vida como presente recebido de cada um com quem convivi. Isso é, com certeza, pessoal e intransferível.

Um bom Natal e Ano Novo a todos.

* Elza Tsumori é Desenhista Industrial, sócia diretora da Cia. Ativadora de Negócios, presidente do Conselho Diretor da AMPRO e Conselheira Titular do Conselho Nacional de Turismo.

Por: Elza Tsumori




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