A importância do plano de negócios para novos investimentos | Mundo do Marketing

Publicidade

Patrocínio

Publicidade
Publicidade Publicidade
Mundo do Marketing Inteligência

Artigos

A importância do plano de negócios para novos investimentos

Não se deve abrir mão de um bom planejamento numa empreitada tão dura quanto iniciar uma nova linha de serviços, lançar um produto ou começar uma nova empresa

Por | 15/12/2014

pauta@mundodomarketing.com.br

Compartilhe

O entendimento do segmento que se deseja atuar, a análise dos riscos do setor, o conhecimento das oportunidades existentes que a nova empresa ou linha de produtos passará e a preparação para enfrentar todos os desafios de necessidade de capital, tanto de curto prazo, vista sob a forma de capital de giro, quanto de longo, na forma de investimentos em ativos fixos, são fundamentais para se aumentar a chance de sucesso do empreendedor.

A preparação de um plano de negócios robusto, aliada a uma pesquisa de mercado para verificar a existência e qualidade da demanda pelo produto ou serviço a ser oferecido, darão ao empreendedor a possibilidade de planejar os primeiros anos de forma mais consistente.

A pesquisa de mercado é fundamental para lançamento de um serviço ou um produto. É importante sabermos o potencial de demanda do novo produto, a sua aceitação pelo público-alvo e o potencial de precificação, para conseguirmos definir as premissas de crescimento da empresa e o seu faturamento nos primeiros anos.

A pesquisa de mercado deverá considerar o local que será foco para a nova operação e será nesta região definida que as entrevistas com os potenciais consumidores deverão ocorrer. Assim como a região, o público-alvo deverá ser muito bem definido, verificando a proposição do novo produto ou serviço e a quem ele deverá inicialmente atender. Com base no público-alvo e na região, estima-se a amostra que será necessária para dar conforto às opiniões e conclusões do trabalho.

Com os dados da pesquisa de mercado em mãos, é possível iniciar o trabalho de inclusão das premissas operacionais no modelo econômico-operacional como base para o plano de negócios. As premissas operacionais incluídas no modelo deverão ser um espelho da pesquisa de mercado, tomando-se cuidado para retratar o que realmente é esperado para ocorrer, com o tempo correto, de forma a não subestimar ou sobrestimar qualquer análise.

Incluindo-se os resultados sobre potencial de precificação dos produtos ou serviços, o quanto se espera vender nos primeiros meses e, depois, quando o negócio começar a se maturar, como ocorrerá à compra e os demais resultados da pesquisa, conseguiremos estimar o faturamento mensal e anual de uma empresa, com bases reais para tomarmos decisões sobre contratação de funcionários para a produção e para a área administrativa, assim como a necessidade de espaço físico para a operação e os investimentos que ocorrerão.

As estimativas de custos e despesas são tão importantes quanto às estimativas de faturamento, pois deverão estar perfeitamente relacionadas. O conhecimento do empreendedor sobre o negócio é fundamental neste ponto, pois, a partir dele, serão estimadas as horas de trabalho para a produção, o número de funcionários para o comercial e os principais processos operacionais e administrativos.

Com o faturamento e as despesas, é possível estimar os impostos a serem pagos a cada período. A análise dos regimes vigentes na época do lançamento da empresa e a possibilidade de se aderir a cada um deles, respeitando-se os limites de faturamento e a vocação da empresa, requerem uma análise detalhada.

Com o faturamento, impostos e custos estimados, passa-se para a análise da necessidade de capital de giro, considerando-se os prazos de recebimento médios e os prazos para pagamentos de fornecedores e salários. Além destes, é importante analisar o tamanho do estoque necessário para a operação e o prazo de pagamento de impostos, para se calcular corretamente a necessidade de capital de giro ao longo dos anos.

A partir do modelo financeiro e operacional pronto, trabalharemos a análise SWOT, discutindo os pontos fortes, oportunidades, os riscos e as fraquezas do projeto. Para mensurarmos financeiramente estas análises, criaremos alguns cenários no modelo: um com maior crescimento devido a abertura de novas unidades comerciais, por exemplo, outro com custos maiores devido ao alto poder de negociação dos fornecedores, entre vários possíveis e que deverão ser explorados em discussões entre a consultoria que está fazendo o plano de negócios e os empreendedores.

Outras análises deverão ser feitas a partir desses cenários estudados, como: a taxa interna de retorno do projeto, o tempo de payback, o cálculo do retorno sobre o capital investido e a exposição máxima de caixa.
Com todas essas análises em mãos, o relatório do plano de negócios poderá avançar de maneira mais célere e correta. Todas as análises de precificação, concorrência, forças de mercado, estratégia comercial, marketing e posicionamento de mercado serão extraídas de discussões e estarão contempladas no modelo financeiro.

Para o empreendedor, apesar de ser um trabalho longo e normalmente se precisar contar com o auxílio de uma consultoria especializada em pesquisas de mercado e planos de negócios, saber de antemão os principais desafios que serão enfrentados, assim como entender e mensurar as oportunidades vindas pelo seu caminho, é um capital intelectual e estratégico que não se deve abrir mão numa empreitada tão dura quanto iniciar uma nova linha de serviços, lançar um produto ou começar uma nova empresa.

Plano de Negócios, Planejamento Estratégico

Por: Eduardo Peres

Diretor de Novos Negócios da GlobalTrevo Consulting


Comentários


Publicidade

Voltar ao Topo

Copyright © 2006-2018.

Todos os direitos reservados.

Assine o Mundo do Marketing Inteligência

Copyright © 2006-2018. Todos os direitos reservados. Todo o conteúdo veiculado é de propriedade do portal www.mundodomarketing.com.br. É vetada a sua reprodução, total ou parcial sem a expressa autorização da administradora do portal.

Auditado por: Metricas Boss