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Eleições 2018 e a repetição de erros no uso do ambiente digital

Candidatos precisam entender que like não é voto e que engajamento é muito mais importante. Dialogar com a audiência é algo que poucos incluem na estratégia

Por | 05/09/2018

pauta@mundodomarketing.com.br

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A campanha eleitoral 2018 começou oficialmente no dia 16 de agosto e, mais uma vez, boa parte dos candidatos vai cometer os mesmos erros das eleições de 2016, em especial o de saturar o eleitor com santinhos eletrônicos, logo no primeiro dia. A internet é a bola da vez, mas nem todos conseguirão se utilizar de todo o seu potencial. Isso ocorre por falta de recursos financeiros e conhecimento sobre o ambiente digital e suas especificidades, principalmente.

E esses dois itens, interligados, resultam na falta de contratação de profissionais qualificados, que sejam capazes de explicar que uma campanha eleitoral na internet não pode e nem deve ser resumir a posts no Facebook e número de curtidas. Como se fosse um mantra, repito insistentemente, para todos os candidatos que conheço que like não é voto, e que engajamento é infinitamente mais importante. Infelizmente, boa parte ouve, mas não escuta essa fala. É uma pena, mas, no ambiente político, as métricas da vaidade falam tão alto quanto no ambiente corporativo.

É de se lamentar que isso ocorra, pois o ambiente digital permite uma infinidade de possibilidades que, se bem utilizadas, possuem forte poder de engajamento e conversão de voto. Enquanto parte significativa dos candidatos fica preocupada com o número de curtidas em suas páginas, pagando por likes, os mais espertos se utilizam de estratégias digitais para atrair audiência, dialogar, engajar e converter tal audiência em voto.

Como fazer isso? A partir de um planejamento adequado, que se inicia com um bom diagnóstico, do candidato e de seus adversários. Afinal, estamos falando de marketing, e seus princípios não podem ser desprezados. Conhecer a si e a seus adversários é um ponto essencial. Então saber qual a presença digital que possui é parte importantíssima do processo.

É a partir dele que se pode traçar o planejamento e as estratégias, definir quais canais utilizar, mesmo que alguns sejam básicos e fundamentais, como o site, muitas vezes ignorado pelos candidatos. O planejamento deve conter os caminhos a seguir. Por exemplo, a definição dos recursos financeiros a serem utilizados, já que nas eleições deste ano serão permitidos o impulsionamento das postagens e links patrocinados.

Mais do que isso, que seja definido um planejamento de mídia, para que o uso de tais recursos ocorram de forma ordenada e que resultem em bom investimento e não gasto. Além disso, de todas as possibilidades disponíveis, definir quais serão utilizadas. Vamos lá, a vaquinha virtual. Qual será o seu papel? Apenas arrecadação ou uma forma de captar dados para promover engajamento? WhatsApp, apenas para disparo ou para diálogo? Neste caso, importante entender se os cadastros a serem utilizados estão em acordo com a legislação eleitoral e estruturados de forma a atender os princípios de uso da ferramenta.

Chatbot, será viável ou não? Como organizar para que seja uma ferramenta eficaz? E-mail marketing e SMS são uma boa possibilidade, mas como trabalhar para que tragam bons resultados? Em que momento usar? Lembrando que tais recursos possuem custo e necessitam de mão de obra qualificada para que seu uso seja satisfatório.

Só com esses pequenos questionamentos é possível perceber que o uso da internet proporciona uma série de possibilidades. Por isso, insistimos sempre que uma campanha eleitoral na internet não pode ficar restrita a Facebook e likes.

Pensar dessa forma é se apequenar diante de um quadro infinito de oportunidades. O marketing digital nos apresenta tantas ferramentas, tantas maneiras de fazer um bom trabalho. Inbound Marketing, por exemplo, é outra forma que passa despercebida pela grande maioria dos candidatos. É verdade que agora, em cima da hora, seu uso se torna um pouco mais complicado.

Aliás, essa questão do tempo é um fator importante a ser considerado. Muitos são os formatos, várias são as ferramentas, as oportunidades e possibilidades para ir além do Facebook nestas eleições, mas, infelizmente, a falta de conhecimento, e a falta de preocupação em ir em busca-lo, deve fazer com que muitos candidatos não tenham tempo de organizar suas estratégias e nem de se utilizar de coisas que poderiam ser o diferencial para garantir sua eleição.

Claro que temos muitos candidatos que entenderam tudo isso e estão trabalhando da forma ideal, mas, com certeza, essa não é a regra. Diante do que foi exposto aqui, podemos dizer que estamos avançando e que podemos ir muito longe no uso do marketing digital em prol das candidaturas. Aos que já entenderam esse mar de possibilidades, o sucesso pode estar próximo, aos que, mais uma vez, ignoraram o que o ambiente digital pode proporcionar, fiquem tranquilos, 2020 está aí e teremos mais uma chance de fazer o melhor.

Por: Ednelson Prado

Autor do livro “Marketing Político Digital: como construir uma campanha vencedora” e CEO da Vincere Comunicação


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