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A greve dos caminhoneiros e suas lições para o Marketing

Episódio resultou em pessoas dormindo em postos de gasolina, filas quilométricas e agravamento do problema. Equilibrar distribuição poderia facilitar para empresa e clientes

Por | 19/06/2018

pauta@mundodomarketing.com.br

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A fila definitivamente deve fazer parte do estudo de qualquer profissional do marketing. Ela pode gerar um efeito muito positivo como por exemplo em restaurantes, casas noturnas, clínicas e uma infinidade de estabelecimentos como sinônimo de qualidade e valor. A fila também pode gerar um efeito negativo, afugentando clientes, criando insatisfação e até mesmo desistência da compra. Não é difícil notar que em supermercados lotados há uma infinidade de itens deixados nas gôndolas próximas ao caixa, porque os consumidores tiveram tempo de repensar suas decisões nas filas e desistiram de alguns produtos.

O episódio da greve dos caminhoneiros gerou um fenômeno interessante, pois agregou três efeitos: resultaram em motoristas dormindo em frente a postos de gasolina, filas quilométricas e agravamento do problema. Primeiro a o efeito da escassez: com a previsão divulgada pela mídia de massa de que o combustível viria a acabar, alguns consumidores decidiram antecipar o abastecimento e garantir que sua demanda individual seria saciada.

Segundo o efeito manada (ou Efeito Bandwagon): Percebendo que uma parcela da população antecipou o consumo, os demais consumidores decidiram fazer o mesmo, independente de sua necessidade. Por exemplo, há relatos de indivíduos que abasteceram carros que estavam parados na garagem sem uso. Este comportamento não foi racionalizado, partiu da seguinte máxima: se todos fazem, vou fazer também. Foi aí que do dia para a noite o número de abastecimentos por hora multiplicou-se, e a teoria das filas explica o último fenômeno.

Os postos de gasolina não previram esta mudança repentina e nem tinham meios de se preparar. Assim, a taxa de chegada e frequência aumenta, o percentual de pacientes (usuários que esperarão independente do tempo) é elevado pelo efeito escassez e manada. O processo se retroalimenta e se fortalece até o ponto que testemunhamos. Há outros casos de desta combinação de fatores em menor escala: por exemplo, para a compra de ingressos de um show, ou promoção de algumas lojas de eletrodomésticos, entre outros.

Os profissionais do marketing e empresários devem entender até que ponto a formação de uma fila no seu empreendimento é benéfica ou maléfica, como equilibrar a distribuição de consumidores na fila com a capacidade de atendimento e as possíveis estratégias de aumento do consumo ao longo da fila ou espaço de espera.

Por: Davi Guilherme Alvim

Davi Guilherme Alvim, 30 anos, Curitibano, formado em Economia (UFPR) e Gestão Comercial (FAE Business School), 14 anos de experiência em marketing e vendas. Hoje, é sócio proprietário da Autem Solutions, empresa curitibana


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